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Sarcasmo, um castigo para quem?

O sarcasmo é um veneno que tem que ser cuspido no outro.

Parece que queremos atingir o outro, o que nem sempre dá certo, pois as pessoas usam várias maneiras de se proteger:

-autoestima elevada;

-perdão;

-compaixão;

-compreensão;

– indiferença.

Não preciso procurar defeitos nos outros.

É um defeito difícil de livrar, esse de olhar para os outros como quem olha para o jogo dos sete erros.

Tem algo errado com ele. Será o nariz, será a barriga?

Ela é gorda e feia. Ela tem um andar desajeitado. Olha só que cabelo horrível.

Não temos qualquer necessidade de encontrar defeitos nos outros.

Abster-se de criticar.

Parece um ímpeto natural sair criticando os outros.

O estranho que isso não dá prazer, mas parece que muita gente encontra alguma satisfação em se comportar-se dessa maneira.

Sem querer criticar, falando exatamente do hábito nocivo de criticar os outros, falo do meu próprio caminho na direção do aprendizado nessa questão.

Ver as coisas como são.

Temos uma tendência a ver as coisas de maneira distorcida. O mundo não é perfeito no nosso conceito.

Há tanta coisa que faríamos diferente, fôssemos nós o criador, mas não somos.

É bom aprender a ver o mundo como é, e não como gostaríamos que fosse.

Quando colocamos muita vontade criadora no nosso olhar, distorcemos tudo que olhamos.

As pequenas irritações cotidianas.

O cotidiano frenético nos premia com muitas pequenas irritações.

Não as vemos.

Parecem invisíveis.

Não damos importância, mas elas se acumulam, se repetem e podem nos conduzir à uma situação de grande estresse.

Analisar obsessivamente o comportamento dos outros.

Quando analisamos muito o comportamento dos outros, na verdade estamos é julgando.

É bom lembrar que não somos os psicoterapeutas do mundo.

Tampouco somos São Pedro que vamos dizer quem vai entrar no céu.

A vida das outras pessoas não nos diz muito respeito. Ao invés de sermos rápidos em julgar, deveríamos ser rápidos em aceitar as outras pessoas.

 O exercício da empatia é muito bom para desenvolver a aceitação. Ao invés de sair crucificando as pessoas, se coloque no lugar delas. Imagine você vivendo exatamente o mesmo drama, a mesma dificuldade, enfrentando o mesmo dilema. Há no entanto, algumas situações onde a análise do outro tem seu lugar.

 Pelo foco da dor, podemos analisar os outros que estão em sofrimento, com o objetivo de ajudar, e assim a nossa análise pode nos dar dicas de como podemos ajudar.

Ainda nesse mesmo foco, quando queremos exercitar a compaixão, ou seja, sentir nós mesmos a dor do outro e querer que ela cesse.

Outro foco que cabe a análise, é o da luz, quando queremos compreender as pessoas que gostamos e queremos usufruir plenamente de sua companhia, de sua experiência.

Ainda assim, quando admiramos uma pessoa e nos miramos nela como um exemplo a ser seguido.

Fora estes casos, e especialmente quando queremos nos sentir melhor que elas, quando estamos exercitando a prepotência, o perfeccionismo e a arrogância, a análise dos outros só nos traz mal estar.

Como já comentei aqui, quando nos tornamos especialistas na vida dos outros, estamos sendo amadores na nossa própria vida.

Não devemos nos distanciar do nosso objetivo maior, que é de nos tornarmos uma pessoa melhor, um dia de cada vez, e para isso, devemos focar a nossa análise em nós mesmos.

Beco

Não faça papel de juiz do mundo e das pessoas.

Não somos nós que ditamos as regras de comportamento das outras pessoas.

A maneira como cada um se veste, fala ou age é da conta de cada um.

Assim como não ditamos as regras, não podemos dar de uma de juiz, e dizer o que está certo e o que está errado.

Ficar julgando as pessoas nos afasta da própria felicidade, e isso deveria ser o suficiente para calibrarmos o nosso aparelho julgador.

É um sentimento ancestral gostar do que se parece mais com a gente, mas enquadrar como certo e errado só por esse aspecto, não é um comportamento maduro, aliás, é prepotente e preconceituoso.

Outro comportamento inapropriado é enquadrar as pessoas dentro de categorias: chato, impertinente, vaidoso, pobre, ignorante e assim por diante.

Esse tipo de enquadramento é impregnado de preconceito, e dissemina ingredientes nada saudáveis numa sociedade.

E o pior de tudo, é que lidar com os rótulos e preconceitos, tanto como vítimas ou como algozes, nos torna mais infelizes.

Não conseguimos escapar de fazer algum julgamento, o que é natural quando lidamos com relacionamentos, e de maneira saudável, aprovamos, apreciamos, admiramos, nos aproximamos e nos afastamos das pessoas.

O comportamento inadequado se verifica quando nos apressamos em rotular quando nem conhecemos a pessoa ao certo, e não raro, rotulamos as pessoas baseados em alguma indicação totalmente infundada. Fulana anda com cicrana e por isso deve ser ignorante. Fulano se casou com fulana e por isso não vale nada.

É muito desagradável conviver num ambiente onde as pessoas vivem de rótulos recebidos e rótulos concedidos.

Olhamos para a roupa ou para o carro e já aplicamos um rótulo. Julgamos as pessoas pelos títulos e status social, ou mesmo pela condição financeira, e esse é julgamento completamente parcial.

Quando colocamos defeitos enormes nos outros, estamos querendo esconder um defeito igual na gente mesmo. É uma questão de baixa-estima e merece nossa atenção. Precisamos melhorar, crescer, corrigir.

Julgamos como errado qualquer coisa que não entendemos. É um sentimento repleto de insegurança e também baixa auto-estima.

Olhamos os outros como numa escada, dando a eles sempre um rótulo inferior e menos glamoroso que damos a si próprio.

Já comentei numa postagem anterior: não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Detesto quando me julgam apressadamente e me colocam um rótulo, normalmente preconceituoso.

É bom, por isso mesmo, evitar ao máximo fazer o mesmo com outras pessoas.

Beco