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As recordações de feridas passadas

As recordações de feridas passadas

Passamos muito tempo de nossas vidas nas recordações de feridas passadas, um sentimento de que elas nunca se fecharam.

A vida nos prega muitas peças, somos atropelados sem aviso, e acabamos com muitas cicatrizes, mas a vida é a vida. Seguimos adiante, olhando para o futuro com otimismo e fazemos tudo para que hoje seja melhor que ontem.

A raiva que ajuda a sobreviver.

Temos épocas na nossa vida em que sentimos raiva, muita raiva, fruto de algum desgosto profundo,

A raiva, e eu aprendi com Rachel Naomi Remen, médica e professora da Universidade da Califórnia, é uma expressão da mesma força vital que nos faz viver, ou sobreviver.

Temos que inverter um não que dizemos com tanta energia, para o sim que dizemos à vida.

Ao inverter a polaridade dessa força, você vai deixar que ela trabalhe a seu favor.

A energia que desperdiçamos lutando, negando ou mesmo repudiando alguma coisa que não temos qualquer controle pode ser muito bem utilizada para caminhar em outra direção.

Lembranças ruins que quero apagar.

Não preciso apagar as lembranças, só preciso lidar com mais serenidade, deixando que elas parem de me assombrar.

Refletir sobre elas, sem ruminação, racionalizando, criando uma história boa e construtiva, que explique para você mesmo, os acontecimentos.

Um pedaço de papel, uma visão otimista, pode resolver uma porção de coisas mal resolvidas do passado, sublimando dores passadas, encontrando razão e sentido na própria vida.

Pensamentos circulares martelando na cabeça.

De novo aquele pensamento rondando a minha mente. Nem bem me distraí com alguma coisa e lá vem aquele desconforto e aquela insatisfação com alguma coisa na minha vida.

Isso é o que chamamos de ruminação, os pensamentos circulares que vão e voltam a nos atormentar.

Quase sempre são aspectos que não conseguimos modificar, pois estão fora do nosso alcance, e insistimos em dar tratos à bola, imaginando alguma maneira de mudar.

O que as emoções fazem por nós.

Tudo que vivemos está gravado no nosso corpo, e a nossa saúde é em grande parte, resultado do estado em que está o corpo.

As emoções representam os mecanismos utilizados para gravar a experiência que vivenciamos, no corpo, na mente, no coração.

Ninguém está bem se não estiver emocionalmente saudável.

Decida, e fique feliz com a sua decisão.

Você já ficou insegura depois de uma decisão tomada?

Acho que tomei uma decisão errada.

Acho que fiz uma péssima escolha.

Acho que não deveria ter feito isso.

Acho que não deveria ter mudado de emprego.

Acho que escolhi a profissão errada.

Acho que me casei com a pessoa errada.

Deveria ter comprado a outra bolsa.

Deveria ter vindo com outra roupa.

Deveria ter ido para o outro restaurante.

Deveria ter escolhido outro filme para assistir.

Mesmo com tantos questionamentos sobre as decisões tomadas, percebemos também que um caminho diferente poderia ter levado ao mesmo destino.

Ou que uma escolha diferente não teria feito muita diferença na nossa vida, e assim é.

As escolhas, as decisões e as alternativas normalmente são encaradas com mais serenidade quando olhadas com um distanciamento no tempo.

E sobre a felicidade, aponta o Prêmio Nobel, Daniel Kahneman, que estudou profundamente essa questão, que o homem não consegue prever com precisão aquilo que vai fazê-lo feliz, e por isso é bom não elucubrarmos muito sobre as decisões mais simples.

Siga a sua intuição, siga o bom senso, siga a sua consciência e sobretudo, tenha confiança na sua capacidade de decidir.

Pode não ser uma correlação direta, mas as pessoas mais confiantes são mais felizes. Tais pessoas, uma vez decididas pelo caminho a seguir, ficam firmes, aproveitam a jornada, a paisagem, ao invés de ficar imaginando o que teria sido o outro caminho, a outra escolha.

Isso é possível praticar e exercitar. Fique firme com as decisões que tomou, sem ficar olhando muito para trás, como se buscando explicações para alguma coisa que não saiu exatamente como esperava.

Se você já tem os elementos suficientes para sua decisão, decida. Vale para escolher o prato no restaurante, decidir qual vinho comprar no supermercado ou a peça de roupa que vai usar no jantar. Ao tomar a decisão, assuma que tomou a melhor decisão e pare de ficar revendo na cabeça as alternativas e escolhas que não fez

Não demore o tempo todo para decidir. Se as informações suficientes já foram conseguidas, analise e decida. Quando o prato escolhido chegar, saboreie sempre como se fosse a melhor escolha possível hoje.

Após a compra de um carro novo, passe uns bons anos usufruindo, gostando, sem botar defeitos e sem comparar com o outro modelo que você deixou pra trás.

Isso tem que funcionar.

Também vale para o relacionamento amoroso.

Já comentei sobre uma dica de idolatrar a pessoa amada numa postagem anterior.

Nenhuma decisão é totalmente segura e garantida, livre de dor e de sofrimento.

Ficamos muito inseguros em decisões muito críticas – carreira, profissão, mudanças de localidade, relacionamentos, filhos – é normal.

Alguns resultados são imprevisíveis, e podemos não ter grande controle sobre isso, mas ainda assim temos a capacidade de decidir em como reagir a tais resultados e situações.

Beco

Aceite o seu passado.

O passado é imutável, mas a sua atitude em relação ao ocorrido pode ser repensado. Não sinta vergonha nem arrependimento de nada do passado, isso não vai mudar o passado e não vai melhorar o seu futuro.

Aceite o seu passado e siga em frente.

Não fique pensando que algo poderia não ter ocorrido. Não deseje voltar o tempo e mudar tudo. Não fique brigando com o passado.

Os arrependimentos, a vergonha e a culpa são fantasmas que saem do passado para assombrar o seu presente.

 Se desligue um pouco, e mantenha uma distância emocional adequada enquanto percorre lembranças de erros do passado.

Pense mais nas lições aprendidas que nos erros cometidos.

Não deixe um mundo de coisas que já passaram te agarrarem no pé, te impedindo de seguir adiante.

Passar por cima dessas coisas é sinal de maturidade, de grandeza e melhora sua auto-estima.

Se liberte, se perdoe, aproveite a vida.

Beco