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Nunca, demora um pouco

Temos o hábito de dizer que nunca vamos fazer isso, ou tolerar aquilo ou perdoar aquela pessoa. Nunca pode demorar um pouco, mas pode chegar, e isso vai nos ensinar a sermos mais flexíveis.

Quando somos intolerantes, radicais, definitivos, sofremos muito com o mundo que nos cerca, pois nada é assim tão afirmativo.

A tolerância e a flexibilidade são atributos importantes para navegarmos nesse mundo de tanta incerteza, injustiça e distorções.

Nada é perfeito e temos que aprender a tolerar certas coisas, ou não vamos viver em paz.

Uma admiração infantil.

Aquela admiração infantil, onde foi parar? Recupere aquele olhar puro de criança, aquele capaz de se admirar com pequenas e sutis maravilhas do cotidiano.

Houve tempo em que você passava um tempão entretido e encantado com uma coisinha pequena, simples.

Experimente novamente aquele olhar livre de preconceitos, carregado de afeto.

Reflita sobre a sensação de aceitar completamente o mundo que te cerca.

Vê se consegue se afastar um pouco da complicada vida cotidiana, um tempo para você mesmo.

Pessoas felizes, momentos felizes.

As pessoas felizes vivem mais momentos felizes?

As pessoas infelizes vivem uma vida repleta de eventos tristes e dolorosos?

Na verdade, as pessoas felizes ou infelizes estão sujeitas às circunstâncias bastante similares.

A diferença é que as pessoas felizes têm uma atitude positiva diante da vida, e tiram melhor proveito de cada situação.

Altos e baixos.

A vida é cheia de altos e baixos, mas vamos sobreviver, e no final tudo vai ficar bem.

Alguns eventos nos impulsionam para frente, outros incidentes nos puxam para trás, mas se atentarmos para o quanto já evoluímos, não temos porque sermos tomados por pessimismo.

A vida é cheia de oportunidades, mas precisamos estar animados para perceber. Se caminharmos com o olhar baixo, desanimados, vamos enxergar apenas os buracos da estrada. Precisamos levantar a mirada, focarmos o horizonte mais largo para enxergarmos aquilo que a vida nos oferece, o futuro que nos reserva.

Recuse pensar no que não pode mudar.

Se você pensar mais de três vezes numa coisa que não consegue mudar, acenda a luz vermelha. Se determine a interromper esse círculo vicioso, parar de dar murro em ponta de faca. Se recuse a continuar esse processo.

Coisas que não consigo mudar: o comportamento do meu vizinho, do meu chefe, da minha esposa.

Coisas que consigo mudar: o meu próprio comportamento, os meus pensamentos, o meu julgamento.

Os pensamentos prepotentes de querer mudar a tudo e a todos, pode nos atormentar sem descanso. Temos que recusar a alimentar tais pensamentos, abandonar a prepotência e assumir que não podemos tudo.

Uma névoa que criamos.

Nos esforçamos para aperfeiçoar uma imagem de nós mesmos, mas criamos uma névoa que acaba atrapalhando. Muitas vezes recusamos encarar a pessoa que somos, pois criamos uma imagem de perfeição inadequada, e constatamos de cara que essa imagem ideal não é aquela que apresentamos.

Criamos logo uma cortina de fumaça para embaralhar tudo, e isso é o medo de encarar a si próprio.

Essa atitude não permite que o crescimento pessoal se estabeleça, pois sequer sabemos aquilo que temos que melhorar.

Negamos as nossas deficiências e defeitos, e ficamos atordoados com a sensação de inadequação.

Nem tudo é o que parece.

A vida é como uma porção de camadas finas que escondem um conteúdo profundo, e temos que ficar atentos para não achar que aquilo que vemos é o que é. Nem tudo que parece, é a realidade.

Acordamos de manhã, e começamos a correria, filhos na escola, recomendações para as tarefas de casa, ir ao trabalho, planejar as reuniões já no caminho, e nem na hora do almoço temos sossego para saborear a vida.

A vida real está embalada nesse papel fino, muitas vezes colorido, mas a vida não é o papel que recobre. Temos que nos dar o tempo para desembrulhar e usufruir do conteúdo.

Nem tudo é o que parece, e isso vale especialmente para os pacotes feios, os eventos tristes da nossa vida.