Viver e sobreviver.

Nem tudo que precisamos para viver faz sentido para sobreviver e vice-versa.

Quando lutamos para sobreviver, temos que descartar muitas coisas e pensamentos e cuidar para que os recursos essenciais sejam providos, abrigo, comida e segurança. É mais ou menos evidente que quando estamos vivendo no modo de sobrevivência, a nossa mente não consegue atinar para outras coisas.

Por outro lado, quando conseguimos níveis suficientes de recursos, temos que alternar a nossa mente para o modo viver. Do contrário vamos provocar desequilíbrios na vida, no organismo físico e na saúde.

Um exemplo claro é quando o organismo está em modo de sobrevivência. Nessa situação, ele procura otimizar o uso da energia e armazena tudo que consegue em forma de gordura naqueles pneuzinhos que você detesta. É por esse motivo que se recomenda não passar forme, fazendo várias refeições menores, ao longo do dia. Quando impomos a fome ao nosso organismo, o cérebro manda um comando para economizar energia e armazenar nos rolinhos que já comentei.

Materialismo:

Quando fazemos o mesmo para os bens materiais, apesar de termos o suficiente para viver, seguimos acumulando roupas no armário, objetos variados na casa. No final, a casa necessita ser ampliada, ou mesmo substituída por uma maior.

Vamos amplificando as nossas necessidades como se isso fosse um caso de sobrevivência, a bolsa da moda, o carro novo e cada vez mais caro e muitos dígitos na conta corrente. Compramos mais, comemos mais, e acabamos obesos. Terminamos abastados de recursos materiais, e não raro, vazios por dentro, pois a vida foi desperdiçada com futilidades.

A maioria de nós poderia muito bem rodar no modo viver, mas estamos obcecados no modo sobreviver.

Que decepção seria chegar ao final da vida e saber que apenas sobreviveu, e não viveu. Ou seja, não aproveitou a vida abundante que lhe foi ofertada todos os dias.

Viver significa poder parar para apreciar a vida nas mínimas coisas, estar perto dos amigos do coração.

Viver passa por exercitar aquilo que temos de melhor, a generosidade, a compaixão e o amor.

Pense um pouco se você já não tem o bastante, portanto, faz sentido viver mais e sobreviver menos.

Aproveite a vida enquanto há vida.                                                                                              R.S. Beco

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