Viver a própria vida.

A frase do mês é viver a própria vida, o que nos esquecemos com frequência.

Muitas vezes nos encontramos tomando conta da vida dos outros, bisbilhotando, futricando, fofocando sobre eventos que não nos dizem respeito.

Outras vezes, concentramos a nossa atenção e energia tentando controlar a vida dos filhos, familiares e especialmente da nossa companheira.

Controle:

Sabemos o que é certo para eles.

Queremos escolher os seus caminhos, e escolher as suas escolhas.

Queremos impor limitações, restringir as suas decisões e no caso dos filhos, impedir que eles cresçam e se tornem indivíduos completos.

No caso da companheira, queremos que ela seja um apenso, um anexo, uma muleta, um complemento.

Tudo tem a ver com a nossa prepotência.

E isso vem com um enorme prejuízo para nós mesmos.

A vida descuidada:

Enquanto estamos entretidos em viver a vida dos outros, a nossa vida segue descuidada, sem propósito, sem sentido.

Enquanto os defeitos dos outros (no nosso julgamento) passam em revista pelo nosso calibrador de defeitos, aqueles nossos, oportunidades imperdíveis para o nosso aprimoramento, passam despercebidos.

É como se estivéssemos a examinar as formigas que trafegam pela nossa frente, deixando os elefantes passarem pelas nossas costas.

Viver a própria vida é não perder de vista as bênçãos que só a nós foram concedidas.

Viver a própria vida é não perde uma oportunidade sequer para torná-la mais produtiva, alegre e feliz.

Parar de lamentar os infortúnios e sacar de dentro de si a energia para tirar lições e aprender com as mínimas dificuldades, é o que devemos fazer.

Cuidar da própria vida é, sobretudo, uma declaração de amor e respeito a si próprio.

Beco

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