Vingança ou perdão

Vingança ou perdão

Vingança ou perdão pode parecer um eterno dilema para muita gente, mas Leo Babauta no seu blog Zen Habits nos ensina como resolver essa questão e ser mais feliz. Vou repassar alguns pontos que me sensibilizaram sobre essa questão e recomendo que acessem o Zen Habits e leiam o texto do próprio autor.

Vingança:

Dizem que a vingança é um prato que se serve frio. Isso quer dizer que a vingança não tem um gosto bom. Pode parecer um alívio, uma sensação de justiça, mas fica um gosto amargo na boca. Não nos parece algo longe de ser agradável, e representa sim um sentimento negativo e uma sensação de que mesmo querendo se completar, se sentir mais integro, algo vital nos foi retirado. É fundamentalmente uma sensação de perda.

Muitas pessoas não revidam, não retrucam por educação, ou mesmo porque é seu próprio estilo de evitar conflito, não gerar um clima ruim nos relacionamentos. Isso abre um espaço para abusos, e pessoas acabam se fazendo de capacho, o que é completamente inaceitável.

Sinta e reconheça o desconforto de ser magoado. Crie essa noção de que esse sentimento não é nem bom ou ruim – é simplesmente um sentimento genuíno, natural. A raiva contra o agressor, a vontade de revidar imediatamente, tudo isso é parte de você mesmo que não adianta negar – simplesmente reconheça.

Escolha:

Disse Viktor Frankl que entre o ato que te violentou e a sua reação, há o espaço da sua independência, da sua discricionariedade e autonomia. É sua escolha, decidir como agir, e aí está a diferença entre reação e resposta.

Mas a vingança é algo de maturação mais longa, envolve uma ruminação interminável sobre a mágoa que te causaram e a maquinação de uma resposta à altura – prestar contas – ficar quites. Mas a vingança traz vários efeitos associados que você deve considerar.

Efeitos colaterais da vingança:

-Não vai te fazer sentir melhor – aliás, você vai se sentir pior. Dar o troco, retaliar pode dar uma sensação de alívio no momento, mas vai te empurrar para o fundo do poço depois.

-Traz danos, às vezes irreparáveis aos relacionamentos, e você deve considerar isso na equação.

-Vai provocar um sentimento negativo no outro e como disse Gandhi, olho por olho vai produzir uma nação de cegos.

-Você pode estar se deixando agir por impulso, e a raiva afasta a racionalidade, e nessa situação, fazemos coisas de que nos arrependemos depois. Temos que criar uma pausa entre a agressão e a reação para usar o nosso poder como nos ensinou Viktor Frankl.

-Isso não vai fazer com que as pessoas te respeitem mais. Mesmo as pessoas que não estão envolvidas no conflito tendem a te julgar como uma pessoa agressiva e temperamental – mesmo que a sua reação seja justa.

-Você não está agindo no seu melhor quando se mete em vingança ou retaliação. O nosso melhor é quando experimentamos o perdão, a compaixão e o amor.

Compaixão:

Sem se fazer de capacho, e buscando uma solução melhor para você mesma, experimente a compaixão.

-Sinta a ação de agressão do outro, mas enxergue o grande quadro que envolve a outra pessoa, o sofrimento, a luta e as próprias dificuldades. Quem sabe ela não está vivendo um momento crítica na sua vida?

-Aprenda a ler a sua manifestação física, a pulsação, o calor interno, o sangue subindo na cabeça e crie uma rotina para baixar o calor da fervura. Respire fundo. Olhe mais para a sua reação física e menos para o conflito em si.

-A compaixão nos coloca na nossa melhor expressão e você vai se sentir bem. Você vai ganhar o respeito dos outros e vai melhorar os relacionamentos.

-Compreenda o que é melhor para ambos. O mundo vai se tornar um lugar melhor se todos se comportarem dessa maneira.

Rubens Sakay (Beco)

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