Vencendo a solidão.

Se imagine vencendo a solidão. Procure sua vida interior, mas sem ruminação, sem ficar repassando suas desgraças.

Saia de casa, aprenda a gostar dos outros e de si mesmo. Procure se entreter com o calor humano.

Quando estamos sozinhos temos uma tendência a procurar os contatos virtuais, as redes, mas devemos saber que isso não preenche a nossa necessidade de estar com as pessoas.

Se você está com fome, come. Quando está com sede, procurar um copo de água. Assim também, quando se sente só, deve procurar companhia, o contato humano, que é insubstituível.

A dor da solidão:

A solidão provoca uma dor que queremos aplacar, e a lembrança de relacionamentos desastrosos pode nos remeter para a cura com elementos exógenos e nocivos, como o álcool e o uso de outras substâncias. Temos que evitar a todo custo.

Quando estamos sós, temos ainda, a tendência a atribuir a nós mesmos a explicação pelos nossos fracassos. Nos esquecemos que os nossos projetos sofrem influência de inúmeros fatores externos e ainda da contribuição de outras tantas pessoas. A nossa responsabilidade é sempre limitada.

O estresse é amigo da solidão, e uma alimenta outra. Temos que quebrar esse ciclo vicioso. Procure alguém, e no limite, quando a dor for muito grande, procure ajuda profissional.

Necessidade de afeto:

Temos uma necessidade de afeto, de compartilhamento e coesão social, e não podemos nos esquecer de alimentar essa necessidade natural do ser humano.

Se alegre na companhia de outras pessoas, se deixe contagiar com as notícias alvissareiras, as realizações, as histórias engraçadas. Não esqueça também de contar as suas histórias.

Quem fica só e acaba se acostumando, acaba provocando um dano à sua saúde, e com o tempo, perde também a capacidade de decodificar as emoções, ou seja, desaprende uma habilidade crítica do ser social.

A solitude que por outro lado é o prazer de estar sozinho, sem que isso se torne algo patológico, cuida de construir portas e janelas que sejam fáceis de abrir. Há o momento de ficar só, refletir sobre coisas importantes, mas também há o momento de abrir a porta, sair de casa e se nutrir dos laços sociais.

R.S. Beco

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