Vamos compreender o que é ressonância límbica

Vamos compreender o que é ressonância límbica

A ressonância límbica é uma capacidade humana relacionada com a sobrevivência. Em vários momentos de interação com outras pessoas, nos sentimos dominados por uma química, que ora nos aproxima e ora nos repele dos outros.

Sentir e entender o que o outro sente, é o fenômeno da ressonância límbica.

As emoções lendo as emoções de pessoas que nos cercam.

Segundo especialistas, é a capacidade dos mamíferos de entrar em sintonia com as manifestações internas de outros.

Emoções:

Essa capacidade não verbal nos permite ler as emoções que pairam no ar e adaptar o nosso comportamento sem ferir as suscetibilidades das outras pessoas.

É uma rápida troca de sinais e emoções quando estamos face a face, olhos nos olhos.

O amor à primeira vista é isso.

O frio na barriga e o batimento cardíaco acelerado é isso.

Os pais já se acostumaram a colocar a ressonância límbica em prática quando estão embalando seus bebês. Rapidamente, ambos lêem as emoções um do outro e se acalmam.

Diferentemente das tartarugas, que se enfiam totalmente para dentro das cascas, os humanos, seres sociais, exercitam permanentemente a ressonância límbica.

Essa sintonia permite a regulagem das manifestações, o que é fundamental para o relacionamento humano.

É um processo cerebral-emocional com desdobramentos físicos imediatos. As informações passam de um indivíduo para outro em milisegundos, afetando o batimento cardíaco, a regulagem hormonal, as funções imunológicas e as características de sono.

A ressonância intensa mostra que as pessoas estão apaixonadas uma pela outra, e a baixa ressonância pode afastar uma da outra e até criar uma barreira entre elas.

Bebês:

Quando bebês e crianças, os indivíduos buscam incessantemente uma ressonância com os pais, e cientificamente, isso possibilita o crescimento do bebê. Dizem que isso vai atenuando com o tempo, na medida em que os indivíduos se desenvolvem e adquirem uma independência.

O amor materno incondicional, e uma boa ressonância límbica, são fundamentais para o desenvolvimento do bebê. O bebê que se sente rejeitado pode ter o seu desenvolvimento prejudicado.

Para os pais em especial, recomenda-se aprender a se expressar adequadamente com os bebês para não prejudicar o seu crescimento.

Acho que o mundo moderno, e as tecnoformas de comunicação, são hostis ao desenvolvimento de boas conexões límbicas e emocionais.

Thomas Lewis aborda bem esse tema no seu famoso livro A Teoria Geral do Amor – The General Theory of Love.

Aborda as conexões límbicas, os padrões e as redes neurais límbicas.

Muito disso é abordado por Daniel Goleman dentro do conceito de Inteligência Emocional e contágio social.

A capacidade deficiente pode conduzir a comportamentos psicologicamente inadequados, depressão, isolamento, e tem sido um dos trabalhos psicoterapeutas, ajudar a restaurar essa capacidade.

Lá atrás, Eric Berne abordou essa questão do relacionamento no livro Games People Play, em 1965.

E mais recentemente, Claude Steiner no livro – Achieving Emotional Literacy – A Personal Program to Improve your Emotional Intelligence-1997.

Isso nos faz refletir sobre as relações na web, onde as pessoas não se vêem face a face, olhos nos olhos.

Nada substitui o contato pessoa/pessoa.

Ler o tom de voz, a expressão corporal e facial, poder tocar as pessoas, são recursos fundamentais para se exercitar a empatia emocional, sentir os sentimentos dos outros e querer ajudar.

A ressonância límbica dá cor às lembranças dos nossos relacionamentos, é um atributo de sobrevivência, é bom e devemos exercitar para preservar.

Rubens Sakay (Beco)

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