Uma vida mecânica.

O que acontece quando os problemas desaparecem?

Podemos agora usufruir da vida, saborear tudo de bom que nos aparece?

Muitas vezes, quando os problemas deixam de nos atormentar, ficamos prostrados, desmotivados, uma vida mecânica, sem sentido. O que está acontecendo? Fomos esgotados pelos problemas, a nossa energia foi toda gasta?

Na verdade, acontece que passamos muito tempo no piloto automático, vivendo uma vida sem sentido, correndo atrás do prejuízo, e quando a tempestade passa, fica difícil encontrar o caminho.

Temos que procurar sentido na vida, abandonar o círculo vicioso do acordar, vegetar e dormir.

Experiências positivas:

Temos que agregar experiências positivas, trazê-las para dentro do nosso rol de coisas boas para serem rememoradas.

Olhar para a vida e sentir um vazio, nos remete para a urgência de saber o que nos dá sentido, aquilo que está na prioridade do nosso coração.

Isso também significa descer da esteira hedônica, interrompendo o vício infrutífero de correr atrás de coisas materiais, status social e prestígio.

Não devemos fazer isso somente quando o vazio nos atinge. Temos que ter isso como um dogma, um mandamento, e assim podemos ser feliz genuinamente.

Uma vida mecânica pode nos levar de um ponto a outro, assim como saímos do Rio e chegamos a São Paulo – tão simples assim. Não devemos contar que isso vai nos fazer mais felizes.

A felicidade pede mais:

A felicidade exige mais do que isso.

É preciso olhar para dentro de si, sacar as forças e virtudes que estão ora adormecidos e coloca-los todos, a serviço da própria felicidade.

Ser feliz deve ser uma prioridade indiscutível, e o elenco de pensamentos, atitudes e ações para que isso seja possível é enorme. Faça o que tem que ser feito.

Reflita do fundo do coração. Seja honesto consigo mesmo.

Não sinta falta dos problemas depois que eles passarem. Não sinta saudades dos seus algozes.

Cuide da sua felicidade. Saia do piloto automático, do contrário, quando a tempestade passar, você vai estar tão cego que vai pedir para vir outra tempestade.

R.S. Beco

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