Um ouvido que ouve sem julgar.

Todos nos queremos um ouvido que nos ouça sem julgar.

Quando falamos de um ombro amigo, falamos também de alguém que tenha a disposição de nos ouvir nas nossas agruras de maneira compassiva, sem julgar.

Assim como desejamos isso sempre que nos encontramos em dificuldade, devemos também treinar o nosso ouvido compassivo e oferece-lo sempre que for o caso.

Quando estamos em dificuldades, aparece sempre o ouvido crítico, maldoso e prepotente. Detestamos isso, mas sempre aparece.

Muito julgamento:

Você tem problemas financeiros – é porque você é perdulário e incompetente.

Você tem problemas com os filhos – é porque você é ausente e despreparado.

Você tem problemas conjugais – não tenho nem coragem de replicar o que se ouve por aí.

É bom treinar um pouco esse ouvido compassivo.

Ouvir, compreender e desejar, do fundo do coração, que essa situação passe.

Ouvir, compreender, sentir e desejar que isso passe. Fica mais fácil de memorizar e praticar.

Todos nos conhecemos alguém que desempenha bem esse papel. Alguém que está sempre para te ajudar.

Modelo a ser seguido?

Preste atenção na maneira como essa pessoa faz. Tente imitar nas coisas que você achar excepcional.

Quando estamos em necessidade, buscamos as pessoas e não prestamos atenção nos mecanismos. Estamos tão atolados nos problemas que queremos um alívio imediato, e quando ele vem, nem questionamos.

Mas temos que atentar e praticar, pois isso não vem naturalmente.

A nossa natureza é julgar e criticar. Se queremos ser um amigo compassivo, temos que praticar.

Toda vez que você ouvir uma situação e a mente partir como um foguete para o julgamento. Pare e procure interromper esse pensamento negativo.

Como tudo na vida, não espere uma mudança radical de repente.

Um dia de cada vez, começando por pequenos passos – funciona muito bem.

Beco

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