Um olhar atento para o Divino.

Disse Madre Tereza de Calcutá: “todo dia vejo Jesus Cristo, nos mais diversos disfarces que Ele utiliza para aparecer diante de mim no cotidiano da minha vida”.

Quem sabe não estamos muito apressados? Quem sabe a beleza e a abundância da vida nos passam despercebidas?

Não raro, nos distraímos e damos como certo tudo que nos acontece.

Não agradecemos mais, não pedimos a ajuda que vem lá de cima, e quando algo de bom nos acontece, atribuímos ao nosso próprio esforço. Creditamos muito ao talento e um pouco à sorte que vez por outra nos acomete.

A fé:

Isso nos distancia da fé, da crença em algo além da nossa racionalidade, e mesmo a ciência aponta que isso pode ser um atributo da infelicidade.

Não estamos sós, seja na tristeza ou na alegria, e especialmente quando nos sentimos desamparados, perdidos, sem rumo e desanimados com a vida. Temos que perceber que há Alguém que não nos abandona em nenhuma circunstância.

A força que precisamos nos será providenciada, a luz para iluminar os nossos caminhos e decisões será agraciada.

Mas, sobretudo, precisamos estar atentos, espiritualmente abertos para perceber o Divino se apresentar em todas as circunstâncias.

Quando estamos na correria, respiramos aliviados quando escapamos do perigo. Respiramos alegres quando tudo dá certo, e nos esquecemos de dar graças, receber com mãos agradecidas tudo que nos é oferecido, como condição essencial para receber mais.

Quem agradece está apto para receber mais. Quem estende as mãos abertas em gratidão, se dá conta que nessas mesmas mãos serão depositadas novas graças.

Quando nos julgamos poderosos, e nos julgamos donos absolutos do nosso destino, saímos culpando os outros quando algo dá errado. Assim deixamos de saborear as vitórias, pois damo-las como certas.

A alegria de viver passa por descer do salto alto e caminhar com os pés no chão, de igual para igual, compassivo no sofrimento, e agradecido no contentamento.

R.S. Beco

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