Um balanço da vida

Um balanço da vida

Faça um balanço honesto de sua vida, e verifique se está caminhando na direção que te leve para onde quer chegar.

Quando viajamos utilizando vários modais, avião, trem e metrô na mesma viagem, passando por várias cidades e países, aprendemos lições valiosas sobre a praticidade.

Programar para fazer muitas paradas não é nem prático nem divertido – a viagem acaba se tornando cansativa.

Carregar muita coisa e comprar muita coisa acaba tornando a viagem um tormento maior a cada percurso. A movimentação é dificultada, as malas são pequenas, os espaços insuficientes e mais do que tudo. Não aguentamos carregar tanta coisa inútil.

Assim é a vida – fazemos coisas sem importância e também carregamos coisas que deveríamos deixar de lado. Temos que pensar nisso quando fazemos um balanço da vida.

Muito julgamento:

O vício de julgar e viver a vida de outras pessoas, fatalmente nos leva a ficar fazendo o balanço da vida de outras pessoas. O que a pessoa é, o que ela conseguiu, onde falhou, onde acertou.

Algumas pessoas se parecem mais com repórteres de revista de salão de cabelereiros. Ficam inventariando de cor e salteado o que ocorre com a vida dos outros nos mínimos detalhes.

Outros sabem tanto da vida dos outros que parece que está escrevendo uma biografia daquela pessoa.

Quando os biógrafos trabalham na vida de alguém, procuram retratar com fidelidade, sem fazer um julgamento próprio, o que tornaria a obra totalmente enviesada.

Quando nós, indivíduos comuns, o fazemos como desvio de caráter, apenas pelo gosto de fofocar da vida alheia, o produto é um recontar maldoso, preconceituoso, carregado de inveja e de vingança.

Quando inventariamos os defeitos dos outros, o fazemos sem qualquer consideração pela pessoa, sem qualquer empatia, e de maneira inconseqüente.

É bom fazer um inventário da nossa própria vida, relembrar por onde estivemos, o que conquistamos. Também o que aprendemos, e que isso sirva para o trajeto que vem pela frente, para a vida que se desenrola.

É bom repassar os nossos defeitos para aprender a lidar com eles, e eventualmente eliminá-los.

Com tanta coisa a fazer por nós mesmos, é fácil concluir que inventariar a vida dos outros é completa perda de tempo.

Assim como a ilustração da viagem, temos que caminhar com mais leveza. Sem carregar entulho, sem se vestir de armadura, dando permissão para ser você mesmo.

Rubens Sakay (Beco)

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