Transforme a inveja.

Transforme a inveja que sente dos outros.

Inevitável sentir uma pontinha de inveja de vez em quando, e até gostamos de chama-la de inveja positiva, sem maldade.

A verdade é que toda inveja é negativa, e não existe esse negócio de inveja positiva, mas você pode transformá-la.

Comece por reconhecer a inveja, entendendo que é natural tal sentimento, ainda que indesejável, e escolha transformá-la em algo melhor, positivo, algo que traga o bem para si próprio.

O sucesso dos outros não elimina ou atrapalha a sua chance de sucesso. Na maioria das situações não estamos competindo com ninguém, muito embora tenhamos essa impressão.

O meu carro não está competindo com o carro do vizinho. O currículo do meu filho não compete com o equivalente da família do meu amigo, e assim por diante.

O que desejou a vida inteira:

Alguém acaba de realizar algo que você desejou a vida inteira?

Sinta nisso uma inspiração e um estimulo para seguir tentando e perseguindo. Se alguém que você conhece conseguiu, isso te dá imediatamente uma informação sobre a possibilidade de acontecer o mesmo contigo.

Siga com esse pensamento positivo, mesmo reconhecendo que o sucesso do outro te incomodou um pouco.

Com um pouco de prática, você vai pular essa etapa do desconforto, da inveja, passando direto para a ação e a determinação para perseguir o seu sonho.

As possiblidades da vida são inesgotáveis, e o fato do outro conseguir não te diz muita coisa.

Procure caminhar com o foco nas próprias passadas. Não fique tão distraído com as realizações do outro.

Se alegre com o as realizações das outras pessoas e vai acabar afastando esse pessimismo consigo mesmo.

A alegria traz uma energia positiva que vai contaminar os seus projetos. Confie em si mesmo e na sua capacidade.

Além de tudo, examine se você não está colocando a felicidade totalmente vinculada a ganhos materiais, prestígio, acumulo financeiro. Isso é fatal para a felicidade, além de funcionar como um gatilho para as comparações e inveja.

Olhe mais si mesmo, e procure a felicidade dentro de si.

Como escreveu Chade-Meng Tan – Busque dentro de si próprio.                                                  R.S. Beco

2 Comentários

Ivone Boechat

about 4 anos ago

INVEJA Ivone Boechat (autora) Foi por inveja que a primeira família que se tem notícia foi parar na manchete policial do Éden. É um poderoso vírus que desarmoniza o cérebro e o homem pode perder o rumo de sua história, se não aprender a usar, desde muito cedo, o antivírus da educação. Na coleção de ensinamentos do livro da sabedoria, em Provérbios 14:30, há uma advertência: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos”. Os ossos do invejoso não são resistentes. O invejoso não pára em pé, tropeça o tempo todo no sucesso dos outros! Segundo o dicionário Aurélio, “A inveja é o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio”. Como educar para administrar a inveja? A inveja atua no ramo das paixões. As paixões desnorteiam. Segundo Crabb “O ciúme teme perder o que possui; a inveja sofre ao ver o outro possuir o que quer para si”. Já a psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) diz que “As origens da inveja derivam da agressão constitucional”. O ser humano traz no seu kit de sobrevivência fatores de enfraquecimento da self. São os chamados pontos fracos. É preciso aprender a administrá-los. Klein diferenciou inveja, ganância e ciúme como manifestações do instinto agressivo. A ciência descobriu que há um lugar no cérebro onde atua a inveja. Pela primeira vez uma pesquisa científica mostrou onde ela e o shadenfreude – palavra alemã que dá nome ao sentimento de prazer que o invejoso experimenta ao presenciar o infortúnio do invejado – são processados na mente humana. Então, quanto mais cedo se educar, melhores poderão ser os resultados. A criança chega à escola, quase um bebê, e ai da humanidade que não tem uma escola que educa: aquela que só ensina a procurar o valor de X. As músicas, as histórias e as atividades lúdicas abrem espaço para aulas admiráveis sobre a arte de viver. É só planejar. Mãos à obra! A inveja provoca a cegueira e desperta a ganância. Conta-se que um dia a inveja e a ganância passeavam de mãos dadas. De repente, tropeçaram numa lâmpada maravilhosa e de lá saiu um gênio. Ele foi logo perguntando: - Quem são vocês? A inveja bateu no peito e disse: - Sou a inveja. Estou caminhando com minha amiga ganância. E o gênio pergunta? - Quem é a mais velha, você ou a ganância? - Eu, disse a inveja, eu nasci primeiro. E o gênio virou-se para a inveja e disse: - Você pode pedir tudo o que você quiser. Entendeu? Tudo. Só que eu darei em dobro para a ganância aquilo que você pedir. A inveja pensou, pensou, pensou e disse: - Fura um olho meu. Muita gente perde ótimas oportunidades pela vida afora, porque ficou o tempo todo contabilizando o que o outro tem. Fica imaginando um jeito de prejudicar, explorar, de tomar, de se comparar. O invejoso não é só invejoso! É fingido também. Para não despertar tanta inveja nos outros, evite contar suas vitórias retumbantes, conte suas lutas diárias! O invejoso ficará mais aliviado com suas dores na sobrevivência. Há um ditado popular que diz: "Não grite sua felicidade tão alto, a inveja tem sono leve.” Não dê relatório do seu patrimônio financeiro nem cultural, seja simples. Inveja de rico talvez seja pior do que inveja de pobre. O rico finge que não viu e sofre, porque você conseguiu o seu charme. Aí começa a esnobar, contar vantagem. Fantasia-se para o carnaval social e vai cheio de brilhos e paetês na comissão de frente! O pobre não disfarça, vê e sofre, empina o nariz, cultiva complexos. Ambos perturbam, desgastam, estressam. Comece agora mesmo um novo jeito de viver! Nunca compare o que você tem hoje com o que o outro tem. Compare o que você tem hoje com o que você não tinha ontem. Nunca olhe para as conquistas alheias e se esqueça das suas. Nunca finja que não viu os talentos, dons e virtudes do outro. Comece agora a treinar para elogiar o próximo vitorioso. Planeje sua vida para melhorar, pelo menos, 1% todo dia! Tire a lupa de cima dos defeitos e erros do seu vizinho, do amigo, do colega de trabalho. Faça um balanço diário, com avaliação de suas atitudes por onde você caminha e influencia. http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/filosofia/0091.html

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Beco

about 4 anos ago

Prezada e nobre leitora, Grato pela contribuição e espero tê-la próxima neste blog e também no meu Facebook. R.S. Beco

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