Tento segurar o que escorre por entre os dedos.

Às vezes tenho o ímpeto de querer controlar tudo e todos.

A vida dos filhos.

A vida da esposa.

A vida do chefe e dos colegas de trabalho.

Isso só para falar das pessoas que me cercam de perto.

Quero também controlar o governo, o presidente, a política.

Ilusão:

Acho que estou com poder inclusive para controlar a economia, permitindo que ela melhore e os negócios prosperem.

No fundo, tenho que me dar conta que a maior parte daquilo que tento segurar, me passa por entre os dedos.

Posso até ter a ilusão de que controlo alguma coisa, mas não tenho esse poder todo.

Isso me leva novamente ao conceito da aceitação.

Ao aceitar que o meu poder é realmente limitado, e que não posso mudar o mundo, abandono a vontade de querer controlar tudo.

Responsabilidade:

Isso não quer dizer que vou fazer corpo mole. Eu tenho que assumir a minha responsabilidade na história e fazer a minha parte.

E a minha responsabilidade não é pequena ou sem importância. Ela tem a ver fundamentalmente comigo, pois devo assumir o comando da minha vida, e isso já é um trabalho e tanto.

Abandonar essa mania de querer controlar o mundo reduz drasticamente o meu trabalho e preocupação, e consequentemente o meu estresse.

Abdicar e pedir demissão desse trabalho de ajudante de Deus para o qual não fui sequer recrutado, me alivia do desastre que é querer ser uma pessoa sobrenatural e onipotente. Enfim, me libera para ser uma pessoa normal, e é tudo que eu deveria desejar ser.

Ser uma pessoa normal é se ocupar de coisas normais do cotidiano e também ter a capacidade de se alegrar com pequenas coisas.

Quando desisto de segurar o que me escapa por entre os dedos, me concentro em agarrar aquilo que está ao meu alcance.

Deixando de lado a prepotência e a ilusão do controle absoluto, me permite ser uma pessoa feliz com aquilo que tenho, com aquilo que alcanço.

Beco

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