Tenho que achar o culpado.

Quando coisas erradas acontecem, penso logo, tenho que achar o culpado. Muita coisa acontece contrariando as nossas expectativas e vontades.

Aí vem uma vontade de encontrar um culpado, uma necessidade de explicar os eventos segundo as lentes da culpa.

Primeiro varremos a lista de possíveis culpados, examinamos e experimentamos em cada um a máscara da culpa.

Depois, vestimos em nós mesmos a indumentária da culpa, e ficamos muito entretidos nos culpado de tudo.

Não culpe a Deus:

De sobra, passa também, mesmo que de leve, uma tentação para culpar a Deus.

A culpa é um sinal de prepotência, como já comentamos.

Nos achamos tão perfeitos que não conseguimos admitir em nenhum momento que tenhamos falhado, e aí é que a culpa passa a funcionar.

Culpamos os outros porque nos achamos tão superiores e consequentemente diminuímos a estatura dos outros quando nos comparamos, e aí culpamos todo mundo.

Quando falhamos, e fazemos isso com frequência, devemos aceitar o fato de imediato, compreender o erro e agir para que ele não se repita.

Quando procuramos um culpado, tiramos completamente o nosso olhar do erro em si, e perdemos a chance de aprender alguma coisa.

Errar e aprender:

Errar e aprender são as melhores coisas que pode acontecer com o ser humano.

O nosso crescimento está em reconhecer os erros e aprender as lições.

Quando a culpa passa pela nossa cabeça, é sinal que precisamos trabalhar a prepotência.

Não olhar onde caiu, mas onde tropeçou. Isso é que permite evitar uma queda no futuro.

O futuro pode ser melhor, com menos tropeços e menos erros, e isso acontece porque aprendemos, nos capacitamos e amadurecemos.

Não é algo que vem naturalmente com a idade, nem é uma questão de sorte.

A vida é uma luta, e uma luta para aprender, um dia de cada vez.                                                                                          R.S. Beco

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