Tenho defeitos, mas não sou defeituoso.

Sei que sou imperfeito – reconheço, e aceito.

Sei também que não preciso ser perfeito para ser feliz, assim me ensinou a Dra. Alice Domar.

Cada vez mais, consigo enxergar os meus defeitos e em alguns casos, tenho sido capaz de me livrar deles.

Aqueles defeitos insistentes, são para me lembrar que ainda há um longo caminho a percorrer – não para ser perfeito, mas para ser uma pessoa melhor.

Aceitação:

Sei que sou aceitável, principalmente porque me aceito.

Pensava que a autoaceitação fosse uma coisa elementar, mas aprendi que não é.

Pensamos que já nos aceitamos, mas o relógio da autocrítica roda sem parar.

A metralhadora contra si próprio não para de nos atingir na autoestima, no amor próprio, na resiliência e na capacidade de se recuperar dos reveses da vida.

Quando aprendemos a calar um pouco a autocrítica, damos espaço para recuperar a autoestima.

Quando aprendemos a processar pontos positivos e negativos, encontramos o equilíbrio entre o desejo de melhorar, e o ímpeto de se autodestruir.

Defeitos:

Essa mania de procurar defeitos em tudo e em todos não pode estar certo.

O pior do que esmiuçar os defeitos, é não aceitá-los.

Coloque em dúvida os seus defeitos.

Quando conseguir se olhar no espelho – diga para si mesmo – será que sou tão defeituoso?

Pegue cada defeito que encontrar em si mesmo e coloque na berlinda – critique – pondere – e eventualmente aceite.

Esteja mais contente e satisfeito com as coisas do modo como são – sem resignação – com aceitação.

Esteja mais contente consigo mesmo, ainda que queira melhorar a cada dia.

Tire essa fisionomia de insatisfação constante.

Veja quanta coisa nesse mundo está simplesmente certa.

Beco

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