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Aprisionado na própria vida.

Como diz Ken Robinson, o Elemento está presente na nossa vida mais freqüente do que imaginamos.

Ficamos achando que o tempo já passou e que as oportunidades surgiram, mas já foram perdidas.

Não dá mais pra pegar o bonde.

Não foi possível seguir seu coração, sua paixão.

Ficamos então prisioneiros na vida sem significado.

Escolha bem o seu caminho profissional.

O princípio do porco-espinho

A escolha do caminho profissional é sempre recheado de um montão de dúvidas.

Eu acabo de me aposentar depois de quarenta anos de trabalho e trinta e dois anos na mesma empresa. A escolha do que fazer daqui para diante, as alternativas, os caminhos, me levaram novamente ao pensamento expressado pelo professor da Universidade de Stanford, Jim Collins, muito bem relatado no livro “As empresas feitas para vencer” – Good To Great.

A pequena ilustração que postei logo no início é o meu entendimento do princípio do porco-espinho apregoado por Collins. Segundo ele, devemos buscar a atuação em algo que temos paixão por fazer, naquilo que podemos ser o melhor, e que de quebra nos pagam um bom dinheiro para fazer.

Se imagine experimentando uma vontade inabalável de fazer aquilo que tem que ser feito, e por acaso você é o melhor nisso e ainda por cima é bem pago para fazê-lo.

A junção das três condições está no sobreposição dos três círculos conforme a ilustração.

Ele empreendeu um estudo profundo sobre as empresas que seguem o princípio que ele apelidou de princípio do porco-espinho (hedgehog principle).

Essa discussão antiga sobre a raposa e o porco-espinho, foi explorada em inúmeros livros, e Collins trouxe para a abordagem empresarial, o que vale muito bem também para o caso pessoal.

Há situações onde fazemos as coisas com tanto prazer que não vemos a hora passar.

Isso não leva necessariamente à excelência, pois você pode ser apenas um trabalhador dedicado.

Você precisa ainda descobrir aquilo que você faz de melhor, aquilo onde você faz a diferença e pode ser o melhor.

E finalmente, e igualmente importante, o motor econômico tem que fazer parte dessa lógica, ou seja, você deve ser bem pago para fazê-lo, pois segundo Collins é que faz isso se tornar perene, sustentável.

Ele cita vários casos empresariais, mas vou comentar o caso da Gilette, que naturalmente optou por não brigar por produtos baratos que puderam ser copiados facilmente, mas colocaram a sua paixão a serviço da produção de lâminas de barbear altamente sofisticados e caros.

Assim como a empresa não decide que agora vai desenvolver a paixão pelo que está fazendo, o indivíduo também não deve tentar se apaixonar por algo que faz, mas buscar fazer aquilo que tem paixão em fazer.

O conceito do porco-espinho não é uma meta, e sim uma completa compreensão da motivação, do que motiva a sua ação, e nesse caso, a ação perfeita.

Passe adiante.

Beco

Realize o seu potencial.

Descubra qual o seu talento e seu potencial, e busque colocar em prática.

No que você é bom?

O que mais gosta de fazer?

Quando você faz o que faz e não vê o tempo passar, como dizem os especialistas, você está no fluxo, naquilo que exercita o seu melhor, o seu potencial.

Quando isso acontece, o trabalho vira diversão, e a criatividade e a inovação tem chance maior de florescer.

Pense naquilo que ainda tem para realizar.

O potencial não é o que foi feito, mas o que ainda tem por fazer.

Sinta o desejo de realizar.

Sinta o poder latente e os talentos que estão se coçando para mostrar o seu valor.

Se você já fez muito, não se deite nas glórias do passado. Acredite que você ainda pode realizar mais coisas.

A melhor maneira de entender o potencial é compreender o mecanismo biológico da semente.

A vida não acontece de repente. Nada aparece de repente, mas é a realização de uma vida em potencial, envelopada naquela pequena coisinha.

Assim é o seu potencial.

Descubra o seu, e realize.

A boa notícia é que o potencial está em tudo e está em todos.

A má notícia é que o potencial não realizado se dissipa e se evapora.

Imagine se Shakespeare não tivesse exercitado o seu potencial escrevendo, por exemplo, Macbeth.

Tal qual a semente, examine o potencial que está encapsulado dentro de ti.

Se afaste do medo e da preguiça, os dois maiores inimigos do potencial.

E finalmente, não pense em desistir.

Passe adiante.

Beco