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Vingança ou perdão

Vingança ou perdão

Vingança ou perdão pode parecer um eterno dilema para muita gente, mas Leo Babauta no seu blog Zen Habits nos ensina como resolver essa questão e ser mais feliz. Vou repassar alguns pontos que me sensibilizaram sobre essa questão e recomendo que acessem o Zen Habits e leiam o texto do próprio autor.

O perdão e a vingança

O perdão e a vingança

A natureza nos equipou com ambas as capacidades, perdoar e revidar, ou se vingar. Porque será que a nossa mente se entretem mais com a vingança do que com o perdão? Porque é tão difícil praticar uma coisa ao passo que nos parece tão natural pensar na outra?

O nosso processo evolutivo nos moldou para nos proteger na exploração uns pelos outros, e por esse motivo, sempre pensamos em dar o troco. E por mais ilógico que seja ficar ruminando na vingança, isso é o que mais ocupa a nossa mente.

Nos parece que o mais eficiente mecanismo de solução de conflitos passa pela retaliação.

E o mais interessante é que a retaliação vem uma forma desproporcional à ofensa recebida. Uma fechada não intencional no trânsito nos parece justificar uma agressão física sem proporções.

Pensamentos vingativos

Pensamentos vingativos

Tire os pensamentos vingativos da cabeça, pois são toxinas que contaminam tudo que encontra pela frente.

Quando estamos insuportavelmente contrariados, ficamos pensando em mil maneiras de se vingar, fazer alguma maldade para a outra pessoa.

A verdade é que enquanto não tomamos nenhuma providência, e isso ocorre na maioria das vezes, ficamos com os pensamentos negativos martelando na nossa cabeça, provocando um estrago enorme na nossa saúde.

Toda vez que você se lembra do evento que te magoou, o pensamento circular e negativo retoma do ponto anterior, num rosário interminável de rancor e ressentimento.

O poder que os outros têm de te ferir.

Isso é algo que você pode controlar.

Quando somos escravos da raiva e do ressentimento, somos muito mais vulneráveis às ofensas.

É muito comum pensarmos em revide, vingança, dar o troco, e tudo isso é ingrediente que alimenta a ferida.

Deixe a ferida se fechar rapidamente, utilizando o medicamento infalível para essa situação, o perdão.

Algumas pessoas são muito doídas, e se sentem machucadas por pouca coisa – na mesma proporção, têm dificuldade de perdoar as mínimas ofensas.

Quando deixamos passar, o evento perde o poder de dominar a nossa mente. A pessoa que provocou o evento perde o poder de nos ferir.

É claro que existem situações de muita violência, atos criminosos e abuso físico, e os traumas recorrentes podem requerer ajuda profissional, mas no cotidiano, as receitas caseiras podem funcionar muito bem.

Não alimente os pensamentos negativos te dominarem e afaste o círculo vicioso – raiva – ressentimento – desejo de vingança – revide.

Dê menos atenção.

Até que ponto isso é importante?

Estou mesmo ferido, ou é apenas um arranhão insignificante.

Devemos seguir adiante, reconstruir a confiança e os relacionamentos, pois nos sentimos feridos até pelas pessoas que mais amamos.

Cabe a nós permitir que isso se transforme num cavalo de batalha, e atormente a nossa vida por completo, ou seja apenas um vento mais forte que quebra alguns galhos, derruba alguns frutos, mas vai embora ao final do dia.

Beco

Não crie cenários mentais bizarros.

Não seja catastrófico e não crie imagens desastrosas que nunca irão acontecer.

Se necessário, busque ajuda para sair dessa tsunami mental.

Alguns recomendações que podem te ajudar.

Não faça um drama em tudo que se passa na sua vida. Pegue leve e encare a vida com mais serenidade e simplicidade.

Não fique maquinando vingança, pois isso é um prato cheio para cenários catastróficos.

O mundo não vai acabar.

Isso não vai acontecer aqui. Você está protegido – não imagine o improvável, ou às vezes o impossível.

É muito difícil manter a sanidade e o equilíbrio se julgamos que a vida transcorre entre uma crise e outra.

Às vezes somos nós mesmos que fazemos tanto drama. Podemos aceitar mais, buscar a serenidade para perceber o mundo na real dimensão.

Quando fazemos drama, rapidamente afastamos os amigos, pois eles se sentem drenados e esgotados com tanto catastrofismo.

Fique bem consigo mesmo e atraia as pessoas para junto de si.

Não faça drama e fique longe das pessoas que fazem drama – elas drenam a sua energia.

As pessoas que se interessam mais pelos seus problemas que suas realizações – vão fazer drama contigo e vão te puxar pra baixo.

Situações desconfortáveis e conversas muito negativas, caia fora – vá para outro lugar.

Coloque energia nas suas virtudes e valores, e aprecie as coisas boas da sua vida.

Pense positivo – seja positivo.

Beco

Tire o pensamento vingativo da cabeça.

Na verdade você não vai se vingar. Está insuportavelmente contrariado, e fica pensando mil maneiras de se vingar, fazer alguma maldade para a outra pessoa.

Toda vez que você se lembra, o pensamento retoma do ponto anterior, num rosário interminável de rancor e ressentimento.

Funciona como uma coroa de espinhos que você confeccionou para colocar na sua própria cabeça, e que você tira, guarda no armário, mas quando se lembra a coloca na cabeça, numa atitude masoquista, causando dor a si próprio.

Abandone a coroa de espinhos.

Privilegie os mecanismos da felicidade e não os do sofrimento.

Pense mais em aliviar a sua própria dor e menos em infligir dor aos outros.

É natural que o sentimento negativo nos impacte quando alguém nos faz algum mal.

Quando isso acontece, como diz Thich Nhat Hanh, devemos observar esse sentimento negativo, aceitá-lo como parte de nós mesmos e permitir que ele suba a escada do sótão da nossa mente e por lá fique, sem nos perturbar a todo o momento.

Aceite o seu ferimento, mas não jogue sal na sua ferida.

Deixe que ela cicatrize.

Beco