um dia de cada vez Posts

Aceite a tristeza.

Aceite os momentos tristes, pois a vida não é um mar de rosas. Há momentos que a coisa pega pra valer.

Aceite a tristeza com a confiança de que momentos felizes chegarão. Tudo na vida passa, e os momentos tristes também passarão.

A tristeza é um sentimento genuíno, é o luto por alguma dor que tenha te abatido.

Para aceitar a tristeza é preciso compaixão por si mesmo, afastando qualquer sentimento de vítima, ou pena de si próprio.

Aceitar o mundo tal qual ele é, sem revolta, sem rejeição e sem padrões de comparação, permite que a tristeza chegue e parta sem causar mal, sem deixar máculas irreparáveis.

A prática da empatia, quando se trata da dor e tristeza de outras pessoas, nos fornece um aprendizado valioso para tratar da mesma situação quando formos nós os protagonistas.

O comportamento açodado de querer consertar, arrumar e se livrar da dor, pode ser um atalho pouco produtivo. Ao tentarmos nos afastar da tristeza, sem aceitação, podemos estar incorrendo na atitude egoísta querer ser o único imune à experiência da tristeza.

Não querer a tristeza e não querer ninguém triste é uma atitude egoísta.

Para ajudarmos os outros na tristeza, sem nos afundarmos na própria tristeza, é preciso uma atitude compassiva e generosa, e não egoísta.

O extremo oposto é a alienação emocional, de não sentir a tristeza dos outros, a negação, o que nos incapacita de lidar com isso quando se trata de nós mesmos.

Uma boa recomendação para lidar com a tristeza, é evitar a atitude prepotente de querer o mundo ao seu modo, de querer as pessoas ao seu modo. Isso não ajuda você a lidar com a tristeza nem sua e nem dos outros.

-Reflita sobre o que te deixou triste, a razão da tristeza.

-Aceite o fato e aceite a tristeza.

-Procure se alegrar, não fique no luto indefinidamente.

-Escreva sobre isso para melhor entender e refletir.

-Tire uma folga para ficar mais calmo e mais consigo mesmo.

-Converse com um amigo.

-Cuide da saúde e procure ajuda profissional, se for o caso.

A tristeza é triste quando você a detesta, quando a repele.

Quando você a aceita, ela deixa de ser triste, e sim apenas um sentimento como outro qualquer, reflexo das coisas da vida, e isso também vai passar.

Beco

Quando nos sentimos afundando.

Às vezes, parece que as bóias sumiram, as águas traiçoeiras nos puxam para baixo. A vida é assim.

Como sobreviver?

Vou transcrever aqui uma postagem de Christopher Foster publicada no Goodlifezen, com o título: como a catástrofe pode abrir as portas para uma nova vida.

Foster se sentiu afundando, aos 63 anos, quando sua esposa faleceu às vésperas de comemorar 25 anos de casado e ele decidiu abandonar a comunidade espiritual que freqüentou por 36 anos.

As seis lições que ele aprendeu nessa renovação:

1-Seja persistente. Viemos ao mundo com a capacidade de dar a contribuição que só nós podemos dar. Ele não se refere tanto ao mundo externo, e as realizações materiais, mas à sua própria entidade espiritual, ao seu próprio ser.

2-Seja gentil consigo mesmo. As mudanças drásticas acontecem você goste ou não. Seja gentil consigo e dê graças à sua capacidade física de agüentar tanta coisa, e à sua fantástica fé e resiliência. Você está dando o melhor a cada momento.

3-Seja resiliente e acredite. Quando a coisa pega, é muito fácil perder a fé na vida, mas devemos nos comportar como a árvore que fica firme quando a ventania bate. Não significa ficar rígido, resistindo ao vento, pois você pode se quebrar. Os galhos da árvore vão para cima para baixo, para a direita e para a esquerda, movidas pelo vento, que eventualmente vai passar.

4-Encontre um símbolo da força. Assim como os índios e as civilizações ancestrais utilizavam símbolos para segurar e energizar, procure um símbolo próprio que te possa transmitir tal energia.

5-Agradeça à obra de arte que é você. Se você, em meio à tempestade da vida, posicionar-se quieto e consciente, vai perceber o quanto você está pronto para enfrentar o que vier.

6-Fique quieto e aprenda. Aprendi que no meio da catástrofe, ficar quieto é muito bom, e o silêncio não é vazio. O silêncio e a imobilidade são como uma bússola, repleta de sabedoria e que me orienta na tempestade.

Após esse período curto da tempestade, Foster está feliz, encontrou um novo lugar, uma nova companheira com quem compartilha um casamento há 13 anos.

Ele iniciou um blog sobre o tema felicidade e plenitude, o happyseeker, que vamos comentar em outra oportunidade.

Beco

A coragem não é falta de medo.

Quando criança, usamos ter medo de muita coisa, o escuro, o barulho, os movimentos bruscos, as vozes alteradas.

Com o tempo, com a ajuda dos adultos e educadores, aprendemos que o mundo não é assim tão perigoso. Aprendemos que podemos conviver com o perigo e com as ameaças porque temos as ferramentas, físicas e psicológicas, para lidar com elas.

A coragem não é, portanto, a falta de medo, mas a escolha de agir e enfrentar as situações, a despeito do medo.

Quando a coragem nos é agraciada, deixamos de fugir, de correr, de se esconder e sentimos o poder e a força para navegar graciosamente pela vida.

Essa atitude é construída, aprendida passo a passo, experimentando as possibilidades que temos diante da vida.

Você se lembra de uma ocasião onde escolheu não perseguir a sua felicidade por conta do medo?

Isso também tem a ver com o desconforto de conviver com o risco de acontecer um fato indesejável no futuro. O receio do resultado ruim trabalha na nossa mente, no esforço de evitar a dor e o desapontamento já experimentados em outras ocasiões.

É bom sair da zona de conforto e confrontar o medo e o risco.

Muito disso tem a ver com a nossa percepção. Por isso, devemos refinar, melhorar e aprimorar a nossa percepção.

Devemos aprender a lidar com o sentimento de medo, pois os sentimentos são os insumos da nossa ação, ou melhor, eles governam as nossas ações.

Cuidado – o medo pode vir travestido de racionalidade. Queremos racionalizar o medo, na tentativa de justificar a nossa ação e decisão.

Acredite si próprio, tenha fé no seu taco.

Conviva com a incerteza.

Não devemos ser prisioneiros e nem intimidados pelo medo.

A maioria dos medos é infundada e vazia.

Lide com os medos um de cada vez. Vá devagar e com calma.

Na jornada da vida, se deixe distrair com as boas experiências, se esqueça momentaneamente do passado e se fortaleça emocionalmente para quando as tempestades surgirem.

Quando nos deixamos dominar pelo medo, temos uma tendência a nos encolher, nos isolar, agindo como o porco-espinho, que rapidamente se transforma em uma bola de espinhos ao menor sinal de perigo.

O porco-espinho é um animal de estratégia única de defesa, e para uma pessoa humana, a estratégia de isolamento pode ser desastrosa – devemos evitar.

Passe adiante.

Beco

A vida olhando para frente.

“Entendemos o que somos olhando para trás, mas a vida deve ser vivida olhando para frente”. (Soren Kiekergard).

Assim como não devemos dirigir olhando no espelho retrovisor, a vida deve ser vivida olhando para frente.

O exagero desta perspectiva é a obsessão pelo futuro, a preocupação excessiva com os problemas que não irão acontecer.

O lado saudável é enxergar que as coisas irão se resolver e a vida vai melhorar.

A antecipação de coisas boas acontecendo na nossa vida é positiva.

É como folhear a agenda dos dias que estão por vir e perceber algumas anotações de eventos bons vindo pela frente.

Se a vida tem sido dura contigo, recheada de eventos negativos e temperada com muito estresse, pegue uma agenda e faça algumas anotações positivas para o futuro. O futuro te reserva bons ventos e dias melhores – exercite.

Às vezes a coisa pega e terminamos o dia pensando – hoje não foi um bom dia. Pense no futuro próximo, alguns dias à frente e vislumbre alguns eventos bons acontecendo. Se deixe alegrar por pequenas alegrias, pequenos acontecimentos.

A felicidade está em viver o presente, sem as algemas do passado e sem a obsessão pelo futuro, mas é bom caminhar olhando para o horizonte, com a percepção necessária para apreciar o momento presente.

Como escreveu Pier Paolo Paolini= “o futuro é melhor que qualquer passado.”

Não devemos esperar para ser feliz no futuro, mas devemos acreditar que o futuro é brilhante e nos temos a capacidade de construí-lo com competência.

Quando criança, somos permanentemente levados pelos sonhos acerca do futuro, aliás, a vida é o futuro e o futuro é a vida inteira.

Adultos, vamos deixando a nossa visão se embotar.

Para quem leu, vale relembrar os sonhos da infância na última aula de Randy Paush.

Sonhe, se alegre, realize.

Beco

Tenha fé que a felicidade vai chegar.

Mesmo em situações muito tristes, viva a tristeza com a fé de que a felicidade vai chegar.

Não há mal que dure, e isso também vai passar.

Ficar sentado pensando que a coisa pode piorar não é uma boa atitude, tampouco vai ajudar, se você  buscar desesperadamente o bem, tentando ao mesmo tempo se livrar do mal.

Assim como a borboleta que perseguimos quando garoto, a felicidade vem com a serenidade.

Se a perseguimos, esbaforidos, angustiados e desesperados, ela nos parece escapar. Quando ficamos mais tranqüilos e serenos, ela vem ao nosso encontro.

Na crença budista, quando articulamos a frase – Eu quero a felicidade – ela não virá.

Precisamos tirar da frase a palavra eu e depois a palavra quero, restando apenas a palavra felicidade, e assim ela virá.

A idéia é que devemos tirar o foco excessivo em nós próprios, além de relaxar em relação ao querer.

Dizem que a felicidade vem somente para aqueles que aprenderam a apreciar aquilo que tem.

Faça as coisas certas, viva bem, e de bem com a vida e a felicidade será a sua recompensa. Dizem que a felicidade é um subproduto de uma vida bem vivida.

Nas horas difíceis, se imagine sentado no cais do porto, observando a água tranqüila da enseada, um cenário quase paralisado. Imagine o sol batendo nos seus ombros e devagarinho te aquecendo, te tranqüilizando e trazendo a serenidade.

Exercícios deste tipo criam o estado mental que podem te conduzir à paz e ao bem-estar.

A fonte para a paz e a felicidade está dentro de nós. Precisamos aquietar a nossa mente para trazer essa fonte para fora, para o nosso comportamento, para as nossas ações e para o nosso pensamento.

Beco

O tempo da gente.

Não dá mais tempo.

Tem muito tempo.

Passou rápido demais.

Foi uma novela.

Foi um tormento.

Quando corremos, o tempo foge.

Quando paramos, há tempo de sobra.

Cada um tem o seu tempo, e cada tempo tem o seu tempo.

Queremos encher o tempo das crianças com aulas de inglês, judô, piano, natação, e não deixamos um pouco de tempo simplesmente para sobrar.

 Queremos ganhar mais tempo para ganhar mais dinheiro e sequer sabemos o que fazer tanto com o tempo que ganhamos, quanto com o dinheiro que acumulamos.

Um exercício importante para a serenidade é apreciar o não fazer nada. Ficar simplesmente consigo mesmo, sem qualquer atividade importante.

Muita gente, hoje em dia, não consegue ficar só consigo mesmo. Tem que estar correndo atrás de alguma coisa ou interagindo com outras pessoas – não é nada bom.

Algo que tenho praticado, é aproveitar as pequenas janelas de tempo para fazer um pouco de algo, ou quase nada de nada.

Explico:

No trabalho, quando tenho alguns minutos para não fazer nada, aponto meus lápis – é um momento de serenidade.

Em casa, quando tenho um tempinho livre, e é freqüente, lavo as louças, arrumo os livros, pratico algum instrumento musical, faço algum exercício físico ou leio um capítulo de um livro.

Quando tenho mais tempo, costumo me enveredar por coisas que me deixam perdido no tempo, como cozinhar, ler, escrever, tocar instrumentos.

Não tenho dons artísticos, mas admiro os colegas que se dedicam à criação artística em casa – escultura, pintura, artesanato – sinto que vem da alma.

Gosto também de caminhar e apreciar a natureza, o que faço também parado, sentado, à toa.

Beco

As ervas daninhas do meu crescimento.

Na jardinagem da nossa vida, é preciso vigilância quanto às ervas daninhas.

Trabalhamos arduamente para afastá-las, mas um descuido e elas voltam a crescer.

As variedades de ervas daninhas são inúmeras, a inveja, o ressentimento, a vaidade, a ganância e tantas outras.

Quando as ervas começam a crescer, mais se parece com uma planta inofensiva – afinal, que mal faz um pouquinho de inveja.

Mas sem a devida vigilância, o mato toma conta da nossa produção mais importante, do nosso objetivo de crescimento pessoal.

O nosso jardim fica feio, e não sabemos mais o que estamos cultivando, o que estamos fazendo aqui.

É preciso incorporar os hábitos da limpeza do canteiro.

É preciso apreciar e dar valor ao canteiro livre das ervas daninhas.

Olhar para si próprio como um fruto do seu progresso e da sua aprendizagem tem que ser um motivo de orgulho.

Como diz Tony Masiello – você já percebeu que nem precisa regar as ervas daninhas – elas prosperam do nada – nascem do nada.

Diz ele que temos que chegar à raiz dessas ervas para termos mais sucesso na erradicação. Ainda assim é preciso atenção, energia e coragem para lidar com elas a cada estação do ano.

Um cuidado adicional para as ervas não passarem de um canteiro para outro – a contaminação do pessoal para o profissional e para o familiar.

Trate das suas ervas daninhas sem muita atenção para o seu colega, pois o que é daninha para um pode ser o alimento para outro.

Você pode querer se livrar da ganância, enquanto outro se alimenta cada vez mais da ganância. Simplesmente siga o seu caminho e o seu julgamento.

Uma prática de jardinagem cuidadosa pode consolidar hábitos saudáveis e uma colheita proveitosa – a felicidade.

Passe adiante.

Beco