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Vida nada fácil.

Sabemos que a caminhada não é nada fácil.

A vida não é fácil e ficamos sempre tentados a escolher o caminho mais fácil, muitas vezes é a fuga, a rejeição, a desistência.

Procuramos por atalhos que nem sempre nos levam de volta ao caminho da virtude, o caminho da vida.

Você merece uma vida melhor, e vai tê-la desde que faça a sua parte, assuma a responsabilidade e as consequências por seus atos.

Não fuja dos problemas, como se fosse o caminho mais fácil, e as consequências podem ser sérias e indesejáveis.

Coisas ruins acontecem.

A vida não é fácil para ninguém, e coisas ruins acontecem para qualquer um. Não podemos evitar os tropeços e atropelos de vez em quando.

Temos que ter em mente que coisas ruins acontecem, mas a nossa qualidade de vida e nossa aprendizagem vai depender de como vamos responder a cada uma dessas ocasiões.

Aceite a vida como ela é, mas sem conformismo, sem abaixar a cabeça, consciente de que tudo que lhe é oferecido tem um motivo, uma lição, uma oportunidade de crescimento.

O sofrimento extravagante.

Não quero transformar o meu sofrimento num filme concorrendo ao Oscar, onde represento o papel principal.

Sei que não devo fazer drama,  e para isso, tenho que lidar com as minhas dificuldades com serenidade.

Tenho que interromper de vez esse sofrimento extravagante, pois não quero ser lembrado como a pessoa que mais sofreu na face da terra,

Ser discreto, e enfrentar a dor com coragem e paciência, pode amenizar em muito o meu sofrimento.

Felicidade é sofrer menos.

Felicidade é sofrer menos, e  sofrimento é a única coisa comum entre os homens, e a nossa luta diária é para sofrer menos.

A felicidade e o bem-estar ocorrem enquanto não estamos em sofrimento, portanto, é uma tarefa importante procurar sofrer menos.

Mas como é que fazemos isso?

Para qualquer um, a tarefa de sofrer menos parece algo fora do alcance.

Tirar a dor do coração.

Queremos todos tirar a dor do coração.

Queremos substituir por algo agradável.

As pessoas estão sempre querendo se livrar da dor e conseguir mais prazer.

Podemos não controlar a dor, mas posso escolher como melhorar a nossa situação.

Muitas vezes a dor é inevitável, mas sei que posso amenizar o meu sofrimento por meio da aceitação, da serenidade e da fé.

O sofrimento não é o ato ou evento em si, ou mesmo a dor causada por esse evento, mas a reação que temos a isso.

Quando a reação é de revolta, culpa e indignação com tudo e com todos, potencializamos o sofrimento, e fazemos disso uma história sem fim.

Quando aceitamos aquilo que está fora do nosso controle, tiramos uma lição e corremos atrás do prejuízo, amenizando o sofrimento, sublimando a situação e perdoando quem quer que tenha que ser perdoado.

Nos apegamos tanto às nossas vontades, sem deixar qualquer espaço para a aceitação de eventos que contrariem tais vontades.

Quando as coisas não saem conforme queremos, impomos a nós mesmos a dor e o sofrimento.

Aceitar que o mundo é tal qual ele é, nos libera de muita dor e sofrimento.

Aceitar as pessoas como são também nos liberta.

Nos apegamos a tanta coisa material e tantos sentimentos mesquinhos e assim, arrumamos motivos de sobra para a dor e o sofrimento.

Aceitar que a vida é dor e prazer, é sofrimento e contentamento, faz de cada um, candidato mais preparado para a felicidade.

Não tente cobrir ou esconder o sofrimento que está dentro de você. Não tenha medo do que está dentro de si, e não tente cobrir com práticas de consumo, como nos ensina Thich Nhat Hanh.

E a felicidade não deve ser confundida como uma mera busca de sensações agradáveis como nos ensina Matthieu Ricard na sua entrevista e vídeo para o HuffingtonPost. No entanto, diz ele, que não devemos nos privar de apreciar as coisas boas e as experiências de prazer. Temos que fazer isso de maneira consciente de que tais experiências são condicionadas às circunstâncias.

Devemos olhar a própria dor com outros olhos – olhar de compaixão.

Quando lidamos com a dor física e emocional, pensamos sempre que podemos evitar a última, e assumimos que a primeira é parte da nossa vida e das circunstâncias.

Na verdade, a dor emocional não deve ser evitada, mas o sofrimento pode ser amenizado.

Veja o caso da dor pela perda de um ente querido. É natural que a dor nos atinja. Devemos no entanto, aceitar e abraçar a dor, deixando a passar, reduzindo assim o seu efeito e o nosso sofrimento.

Parece fácil, mas exige alguma prática.

É preciso uma consciência plena da vida e da realidade, do contrário vamos nos tornar refém da dor.

Precisamos nos livrar dos sentimentos negativos da culpa, do sentimento de vítima, da raiva e do ressentimento.

Acalme a voz na sua cabeça.

Busque a serenidade.

Acredite numa Força Superior.

Beco