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Desafiar a submissão.

Tenho que me rebelar à submissão. Quero ser autônomo, autêntico e consciente das ações e iniciativas que tomam o meu tempo.

A submissão significa alienação, e não quero ser um robô controlado pelos outros.

A realidade cotidiana é um mar de alienação. Assistimos às novelas, utilizamos os objetos, falamos na mesma terminologia e inevitavelmente acabamos querendo e comprando aquilo que nos alienam para comprar.

Gostaria de gostar.

Não faz sentido querer gostar do que não gosta, simplesmente porque é moda, ou porque os outros gostam.

Quando relaxamos com relação a essa obrigação, damos espaço para apreciar o que já gostamos.

Gretchen Rubin, nos ensina o que ela chama de um dos segredos da vida adulta.

Diz ela: “você pode escolher o que fazer, mas não pode escolher o que gosta de fazer”.

A conclusão interessante que ela tirou das suas reflexões é que ao aceitar o que gosta e o que não gosta, descartou muita coisa que ela imaginava que poderia vir a gostar, e aí bateu uma tristeza, pois desnudou uma porção de limitações próprias.

Se enumerarmos o mundo de coisas de que não gostamos, ficamos assustados.

Por outro lado, se enumerarmos o mundo de coisas de que gostamos, ficamos maravilhados.

Pra que gastar energia tentando mudar algo que é nosso próprio modo de ser, enquanto temos um montão de coisas na vida para apreciar.

É o primeiro mandamento de Gretchen Rubin: seja você mesma.

Não force a barra desnecessariamente.

Se não gosta de música clássica, mas gosta de jazz – aprecie, e não force a sua natureza.

Se gosta de pizza e feijoada e não gosta de peixe cru – vá na sua preferência.

A vida é uma abundância, e o mundo moderno é repleto de opções, até demais.

Escreveu Ilana Donna Arazie para o Huffington Post, que é preciso coragem, honestidade e desejo para ser você mesma.

Ser autêntica e viver uma vida autêntica, é parar de colocar as necessidades dos outros na frente das suas, e parar de comprometer os seus sonhos para satisfazer os outros.

Ser você mesma não significa abandonar o seu crescimento pessoal e o projeto de ser uma pessoa melhor.

Precisamos crescer e desenvolver.

Seria um absurdo apontar para uma garota de 13 anos e dizer, seja você mesma e achar que ela vai ficar sempre assim, adolescente.

A vida é um aprimoramento contínuo – queremos ser uma pessoa melhor a cada dia.

A aceitação é fundamental também para essa situação.

Ao aceitar como sou, o que gosto e o que não gosto, estou mais próximo de aceitar as outras pessoas e suas preferências.

Beco

Tão ocupada sendo outra pessoa.

Seja você mesma.

Desempenhamos melhor quando somos nós mesmos nos nossos papéis.

Os nossos papéis são aqueles do cotidiano: mãe, esposa, filha, gerente, profissional, amiga – devemos desempenhar cada papel com autenticidade.

É bem verdade que a sociedade moderna, consumista como tal, nos impõe tantos comportamentos não autênticos.

Trabalhamos fazendo coisas que odiamos, para juntar dinheiro e comprar coisas que não precisamos, para impressionar pessoas que sequer gostamos.

E essa pressão nos leva a desempenhar o papel de outra pessoa, alguém que não é você – alguém que é o estereótipo da pessoa conformada com as pressões sociais.

Pense um pouco se isso é direito, é correto, é o que você deseja.

Pense por um momento se aquilo que faz é o que gosta, aquilo que diz é realmente o que pensa, aquilo que quer é o que precisa.

O que te impede de ser você mesma?

Se descubra e goste do que descobriu.

Relaxe um pouco com as pressões sociais.

Não se preocupe tanto em parecer.

Fique mais compenetrada consigo mesma.

Ilana Dona Arazie postou no HuffingtonPost, dizendo que quanto mais nos sujeitamos ao que o mundo estabelece, mais difícil se torna ser você mesma.

Illana comenta sobre o quanto é trabalhoso ser você mesma e dá algumas boas dicas sobre isso:

-procure o significado da felicidade e do sucesso para você e não para a sociedade;

-quando vivemos uma vida autêntica, estamos ressonando com a nossa alma – não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual e sim seres espirituais, vivendo uma experiência humana.

-é preciso coragem e honestidade para querer o que os outros não querem;

-ser autêntico implica em não colocar a vontade dos outros acima da sua própria vontade;

-não seja tão protetora com seus filhos, deixe-os seguir seus caminhos.

Seja você mesma e seja feliz.

Beco

Seja você mesma.

O melhor papel que você pode desempenhar é de você mesma.

Seja uma pessoa autêntica e genuína.

As pessoas são diferentes. Diferentes temperamentos fazem com que as pessoas ajam e assimilem as coisas de maneira diferente. Há pessoas de todo tipo, introvertidas, objetivas, sentimentais. Seja você mesma.

Faça um exercício ou testes para perceber melhor como você é de fato. Uma vez internalizada a sua personalidade. Seja você mesma, não se violente de graça.

É claro que algumas vezes temos que agir fora do nosso script, mas apenas ocasionalmente. Rechace scripts que não coadunam contigo.

Somos muito impulsionados para atuar de maneira adversa ao nosso estilo e ferindo a nossa personalidade.

Quando isso ocorrer, faça como os gregos. Use a persona, aquela mascara do teatro e faça o melhor que puder.

Não quero dizer que aja com falsidade, mas ensaie bem e desempenhe o papel, sabendo de antemão que aquilo não é você.

Temos um desgaste enorme tentando ser aquilo que os outros querem que sejamos.

Somos o que somos, e somos bons nisso. Temos muitas qualidades autênticas que temos que alardear. Temos muitos pontos fortes que nos colocam em destaque sem que precisemos fingir ou forçar a barra.

Pegue um dia bem típico e faça um balanço de quanto tempo você atua sendo você mesma, e quanto tempo você desempenha papéis ditados pelos outros.

Se pesar mais pelos papéis dos outros, pode estar aí a sua baixa auto-estima e o seu sentimento de pouca valorização.

Ter o nosso comportamento ditado pelos outros, nos coloca de novo na esteira hedônica, correndo atrás do próprio rabo.

Seja você mesma.

Beco