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A virtude da honestidade

A desonestidade limita os nossos caminhos, enquanto a honestidade nos dá a liberdade de escolher, caminhar, empreender. As opções se restringem, e os amigos do peito se afastam e os familiares se sentem envergonhados quando escolhemos o caminho tortuoso.

Passamos a pertencer a outra classe, outra tribo.

A desonestidade limita os nossos relacionamentos, pois vamos conviver com pessoas que compactuam com o nosso comportamento.

Acredito que seja difícil viver em paz sendo desonesto, pois quando somos honestos, temos a verdade do nosso lado. Do contrário, estamos desamparados , entregues à maldade e a mentira.

Seja transparente.

Seja transparente na sua conduta. Aja conforme o seu discurso. Não seja falso, falando de um modo e se comportando de outra maneira.

Muito facilmente apontamos e criticamos os outros e nos vemos cometendo os mesmos deslizes.

Gostamos de ensinar os outros, e especialmente os pequenos, temos o dever de fazer isso, mas temos que ser coerentes. Ao ensinar uma lição tem que demonstrar que você mesmo já aprendeu e praticou.

Não se esconda de si mesmo. Não se engane e busque os seus sonhos.

Sinceridade.

Procure ajudar as pessoas. Dê qualidade aos relacionamentos, e seja sincero nas interações.

É melhor ser sincero, mesmo recebendo alguma contrariedade, e equilibre a sinceridade com a generosidade.

A sinceridade não é ofensiva quando a desempenhamos de coração aberto. Por outro lado, quando queremos ferir, contrariar e mostrar oposição, sempre vamos alimentar os conflitos e desentendimentos.

Aja da mesma maneira, mesmo no meio de várias pessoas, seja autêntico, não dissimule.

Erros de outros não justifica os meus.

Não devemos utilizar os erros alheios para explicar os nossos próprios erros.

Às vezes repetimos o que está errado simplesmente porque os outros já estão procedendo dessa maneira.

Fazemos isso por preguiça, assim como os outros. Dá um pouco de trabalho fazer certo.

Muitas vezes agimos imitando os outros, como verdadeiros robôs, sem inteligência, sem reflexão, apenas para se conformar, agir conforme o grupo e ir com a corrente.

Seja uma pessoa congruente.

Quem sou eu?

Sou a pessoa que penso ser?

Sou a pessoa que quero ser?

Um conceito um pouco inusitado, congruência, que significa uma profunda honestidade no que diz e no que faz, refletindo exatamente o que você é de fato – lá no fundo.

O que nem sempre se verifica, e nem sempre é possível, no mundo em que vivemos.

Carl Rogers diz que essa incongruência é a diferença entre o ser que somos realmente e o ser que é forçado a viver segundo condições da sociedade.

Isso não quer dizer que a sociedade seja ruim, e que estejamos sempre vestindo uma roupa que não é nossa, mas o fato é que quando fazemos isso no limite, acabamos sendo outra pessoa, uma pessoa incongruente.

É importante sermos uma pessoa congruente.

As pessoas congruentes atraem as pessoas, pois a honestidade aflora no relacionamento.

Há um conforto enorme nessa honestidade.

Não é só naquilo que os outros percebem de você, mas o que você percebe de si mesmo.

A congruência é o equilíbrio, e a falta dela nos dá o sentimento de que estamos andando em falso.

Um aspecto fundamental se resume aos valores que abraçamos. Quando não honramos os próprios valores e não vivemos segundo eles, tudo começa a soar falso.

Por outro lado, quando fazemos aquilo que amamos, corremos atrás daquilo que nos completa, e nos enche de felicidade, nos tornamos uma pessoa que todos querem estar junto, e nós mesmos gostamos da nossa companhia.

Uma pergunta que devemos sempre fazer: sabemos quais são os nossos valores?

Aí vem a pergunta que é o outro lado da mesma moeda: estamos vivendo segundo esses valores?

Em momentos de crise, quando vivemos grandes tensões, somos verdadeiramente colocados à prova de confrontação com os nossos próprios valores.

Essa reflexão pode ser praticada também de maneira corriqueira no seu dia-a-dia.

O que você tem feito durante o dia?

As suas ações refletem o que você pensa de si próprio?

Onde você olha para se descobrir a si próprio?

Se olha nas suas ações?

Se olha para dentro de si?

Quando a dissonância é evidente, é razão para se preocupar.

Você pode muito bem estar vivendo uma vida de marionete das condições externas, totalmente conduzido pelas regras sociais.

Se não somos quem somos, que vida estamos vivendo?

A congruência traz os seus pensamentos para fora e vocaliza.

A congruência traz os seus sentimentos para fora e mostra.

A congruência traz os seus valores para fora e vive segundo eles.

Beco