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O que recebi em troca?

Sei que tudo que acontece na minha vida tem um propósito, e que mesmo as adversidades contém alguma lição, alguma coisa boa que recebo em troca.

Mas por vezes, fico pensando. Nessa dificuldade que acabo de passar, o que recebi em troca? O que vou aprender com isso? O que ganhei com isso?

Algumas coisas que aprendi com o tempo me ajudam nessas situações.

O primeiro e abrir a mente para coisas boas, não fechar o foco no negativo, se abstrair um pouco do problema, das dificuldades vivenciadas.

A outra mudança é apreciar a vida nas mínimas coisas, e perceber que somos agraciados, não em uma grande coisa, mas em inúmeras pequenas coisinhas, que olhadas com bons olhos, adquirem um valor enorme por si só.

Histórias que contamos uns aos outros.

Contamos histórias honestas, engraçadas e plenas de significado e com elas aprendemos as lições uns dos outros.

Outro dia, tomei um taxi de Ipanema para o Botafogo. Deveria tomar ter tomado o ônibus, mas a pressa era enorme.

Pedi para me levar à igreja de Santa Terezinha junto ao shopping Rio Sul, no que o motorista replicou: ”está com Deus está bem”. E prossegui numa conversa vinculada à Tereza de Lisieux, a jovem francesa que deixou este mundo muito cedo. Hoje a conhecemos como Santa Terezinha do Menino Jesus.

Ele me perguntou: “o senhor é padre?” Respondi que não, mas tinha uma grande admiração pela santa.

Ele comentou: “se o senhor fosse padre ia me abrir com o senhor…”.

Ajude quem está em sofrimento.

Quando alguém te impõe algum sofrimento, olhe para ver se ela não está em sofrimento. Pode ser porque o sofrimento dela mesmo não consiga ser contido e acaba espirrando em você. Quando isso acontece, temos o ímpeto de revidar, de impor a ela mais sofrimento. Pense um pouquinho se o melhor não é ajuda-la. Oferecer alguma forma de apoio para que o sofrimento dela própria possa ser amenizado.

Pense numa situação em que seu ente querido está em sofrimento. Qual o tipo de providência você tomaria para aliviar o seu sofrimento?

Quando a situação for semelhante com alguém que te coloca em sofrimento, faça alguma analogia. Pense um pouco mais na cura e não no sofrimento.

A virtude da generosidade.

O que nos faz generosos? Porque as pessoas doam um pouco dos seus recursos, seu tempo e energia para pessoas que necessitam? E ainda, porque algumas pessoas doam, e outras pessoas, portadores de recursos inesgotáveis não doam nada?

O fato é que a generosidade faz bem tanto para pessoas que recebem quanto para aqueles que doam.

Visto por esse lado, diria que as pessoas generosas são aquelas que gostam de si próprio. Aquelas que praticam essa bondade com os outros sabendo que, simultaneamente, estão sendo bondosos consigo mesmo.

Pontos em comum.

Procure os pontos em comum que tem com a outra pessoa. Olhe com curiosidade para os mesmos interesses e estabeleça uma conexão a partir daí. O desenvolvimento da valiosa virtude da compaixão se inicia com a percepção de que somos iguais, desfrutamos da mesma experiência humana, seja ela boa ou ruim.

Há sólidos registros de que a sociedade americana apresentou índices maiores de compaixão depois do atentado de 11 de setembro, e isso normalmente acontece quando nos defrontamos com dificuldades, vivemos crises ou mesmo desastres.

A busca de pontos em comum nos impulsiona para a solidariedade, e de maneira mais profunda, a compaixão.

Mas não precisamos viver uma crise pessoal para buscar a compaixão. Podemos exercitar mesmo em tempos de calmaria.

Mais compaixão – menos egoísmo.

Mais compaixão é essencial, mas uma difícil tarefa de exercitar. Exige prática, determinação, e paciência consigo mesmo.

Temos uma barreira enorme de demonstrar ou mesmo sentir a compaixão. Especialmente quando estamos irritados com a outra pessoa, decepcionados, ou prontos para nos portarmos de maneira beligerante.

Leo Babauta recomenda que focalizemos os nossos pensamentos egoístas, pois são eles que se colocam no caminho e impedem que evoluamos nessa direção.

Não faça nada contra você.

Goste de si próprio, e não faça nada contra você.

Parece um contrassenso, mas podemos facilmente enveredar por caminhos, deliberadamente, que nos prejudicam profundamente, uso de substâncias, álcool, fumo, obesidade descontrolada, conflitos com pessoas queridas, corpo mole no trabalho, sexo descuidado.

Podemos ainda alimentar a raiva, a culpa e os ressentimentos.

Ao contrário, deveríamos alimentar as coisas boas, aquilo que nos fortalece e nos ajuda a crescer.