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Não seja do tudo ou nada

Não seja do tudo ou nada

Não seja partidário do tudo ou nada, inflexível, intolerante e perfeccionista

O perfeccionismo é uma barreira à felicidade. Há dois jeitos, o meu jeito e o jeito errado, e assim tudo tem que ser do meu jeito. Quando adotamos o tudo ou nada – criamos uma condição impossível de satisfazer.

Aceite o resultado quando ele é razoável.

A atitude do tudo ou nada nos impede de aceitar as pessoas

Tentar controlar tudo e todos te deixa descontrolado, reflita

Tentar controlar tudo e todos te deixa descontrolado, reflita

Temos uma tendência natural de querer controlar o mundo, e invariavelmente entramos em conflito com outras pessoas. Isso sem contar a decepção nas nossas iniciativas, pois a realidade é muito complexa e a nossa capacidade é realmente limitada.

Quando jovens, lutamos pela possibilidade de controlar a nossa vida e até pelo direito de controlar as nossas coisas.

Sonhamos com o dia em que completamos 18 anos para ter o controle sobre a própria agenda, dirigir, não dar satisfação aos pais.

Já adultos, e com a maturidade, passamos a olhar o mundo com mais aceitação. Deixamos um pouco de lado esse ímpeto de impor a nossa vontade, de controlar tudo que nos cerca.

Uma perspectiva particular

Uma perspectiva particular

Cada pessoa enxerga a realidade de uma perspectiva particular, e você não deve esperar ou exigir que outros vejam as coisas como você vê. Tampouco espere que as pessoas gostem das coisas como você.

Cada um enxerga e valoriza as coisas à sua maneira. Querer que todos sejam iguais a você é um expectativa completamente inadequada, e fonte de stress interminável.

A primeira experiência conflitante é em casa mesmo, com a esposa, marido, filhos. Temos essa mania ingrata de querer enquadrar todo mundo, e essa prática é exercitada todos os dias em casa.

Nunca, demora um pouco

Temos o hábito de dizer que nunca vamos fazer isso, ou tolerar aquilo ou perdoar aquela pessoa. Nunca pode demorar um pouco, mas pode chegar, e isso vai nos ensinar a sermos mais flexíveis.

Quando somos intolerantes, radicais, definitivos, sofremos muito com o mundo que nos cerca, pois nada é assim tão afirmativo.

A tolerância e a flexibilidade são atributos importantes para navegarmos nesse mundo de tanta incerteza, injustiça e distorções.

Nada é perfeito e temos que aprender a tolerar certas coisas, ou não vamos viver em paz.

O equilíbrio da vida.

Procure o equilíbrio da vida, a harmonia em tudo que faz. Os extremos costumam ser perigosos.

Não seja radical nem cabeça dura. Um pouco de flexibilidade é essencial para navegar pelos mares da vida.

Nem tudo necessita de ferro e fogo, e paz e amor podem não ser apropriados quando tratamos de uma crise braba.

Quando assumimos posições radicais estamos sempre sujeitos a conflitos inesperados, pois os extremos, ao contrário do que acontece com os imãs, podem se repelir ruidosamente.

O melhor é o caminho do meio, do equilíbrio, da moderação.

Deixe por menos.

Dê um desconto naquilo que acontece de errado no seu cotidiano, especialmente quando envolve outras pessoas. Não se deixe impactar exageradamente pelos atos de outras pessoas.

Sabemos que as pessoas podem se exceder nas reações, e nós mesmos já fizemos isso incansáveis vezes.

Dê um desconto, deixe por menos, deixe passar e siga adiante.

Não vale a pena computar tudo que acontece na sua vida, como uma conta corrente de descontos e depósitos.

Vendendo barato a felicidade.

Não posso deixar escapar a felicidade por descuido ou por negligência.

Quando nos magoamos por tão pouca coisa, e nos aborrecemos com as outras pessoas sem motivo, estamos vendendo barato a nossa felicidade.

Até que ponto isso é importante?

Devemos sempre nos fazer essa pergunta, e ver se conseguimos boas respostas para deixar passar coisas pequenas, impedindo que um leve vento nos tire do rumo da paz e da serenidade.