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A virtude da generosidade.

O que nos faz generosos? Porque as pessoas doam um pouco dos seus recursos, seu tempo e energia para pessoas que necessitam? E ainda, porque algumas pessoas doam, e outras pessoas, portadores de recursos inesgotáveis não doam nada?

O fato é que a generosidade faz bem tanto para pessoas que recebem quanto para aqueles que doam.

Visto por esse lado, diria que as pessoas generosas são aquelas que gostam de si próprio. Aquelas que praticam essa bondade com os outros sabendo que, simultaneamente, estão sendo bondosos consigo mesmo.

A gratidão e a retribuição.

Nunca conseguirei retribuir ou passar adiante tantas graças que recebi e sigo recebendo.

Penso sempre em dar e retribuir, mas aprendi que não devo pensar na medida nem na paridade daquilo que me foi agraciado e daquilo que tento compartilhar. O balanço sempre vai dar vantagem para aquilo que tenho recebido.

Tendo isso em mente, decido simplesmente ser bom e fazer o bem, ajudar. Não analisar o dar e receber – simplesmente dar.

Sou uma pessoa abençoada por tudo que a vida tem me dado.

Não precisamos de chicote para fazer o bem.

Parafraseado o autor Michael Dow que escreveu o livro: “Thank God for Evolution (agradeço a Deus pela evolução)”, somos seres naturalmente bons. Não precisamos de um chicote que nos obrigue a fazer o bem. Fazemos o bem naturalmente, e devemos sempre ter em mente e manter o contato com esse ser genuíno e bondoso que há dentro de cada um.

Fazer o bem nos dá uma satisfação enorme, e ao contrário, fazer o mal nos traz um sentimento de culpa e de inadequação. Fazemos o mal e nos sentimos como se algo vital fosse retirado do nosso organismo. Sabemos que nos foi retirado um pouco da virtude da honestidade, da generosidade da capacidade de amar e se dar.

Fale mal e fale bem.

Inevitável falar mal das pessoas. Nem bem comentamos de alguém, e logo alguém solta um comentário pouco lisonjeiro.

Temos que evitar, pois sabemos que as pessoas que falam mal dos outros são principais alvos do mesmo tipo de comentário.

Faça o seguinte exercício. Toda vez que falar mal de alguém, imediatamente fale bem em três aspectos. Emita três comentários positivos. Consequentemente, se falar mal duas vezes, fale bem seis vezes.

Se o seu comentário for neutro, faça um comentário bom.

Não conte pra ninguém.

Pratique a bondade e não conte pra ninguém.

Ouvimos sempre falar no bem que faz praticar atos de bondade, comumente chamados em inglês de random act of kindness.

São aqueles atos normalmente não premeditados praticados no cotidiano, ajudar alguém, presentear alguém, oferecer os ouvidos compassivos, ou mesmo um aconselhamento.

Imagine uma conta corrente da bondade, onde cada ato de bondade praticado soma 10 pontos nessa conta.

Mas tem um detalhe interessante, uma condição. Você deve praticar o ato de bondade e não pode contar para ninguém.

A bondade é uma força poderosa.

Sinta a força quando pratica atos de bondade.

A bondade e a generosidade liberam a energia positiva nas suas coisas.

Nem precisamos falar do aspecto financeiro, pois a bondade pode ser praticada em todas as áreas da vida.

Dê mais do que você recebe. No final, você vai notar que isso se inverte, pois você sempre estará recebendo mais.

Diz o antigo ditado: dê e receberás em dobro. É mais ou menos o espírito. Ninguém perde por ser bondoso e generoso.

Pratique boas ações com regularidade.

Adquirimos hábitos, bons ou maus, quando praticamos determinadas ações com regularidade. Faça isso com as boas ações. Pratique com regularidade. Ao tornar-se um hábito, vai acontecer com naturalidade, vai se agregar ao seu modo de ser e vai te fazer mais feliz.

Especialmente para os pequenos, o estimulo aos atos de bondade, constrói o caráter, agrega hábitos poderosos para a resiliência e a formação de um adulto completo.

Estudos, dentre eles o de Kohn(1990) e McGarry (1986) mostraram que indivíduos são mais propensos a ser bondosos e praticar atos de bondade se, quando crianças, presenciaram adultos fazerem o mesmo. Se crianças observam adultos indiferentes diante de situações com pessoas em necessidade, tendem a ser indiferentes também.

Um cuidado que se deve ter é o de observar se não estamos sendo inconvenientes ou agindo de forma suspeita. Ao praticarmos atos de bondade com estranhos, pode parecer uma atitude suspeita de algo planejado e indesejável.

Especialmente quando estamos em países estrangeiros, esse cuidado deve ser redobrado.

Eu próprio vivenciei duas ocasiões em que o ato de bondade me levou a constrangimentos:

-dei carona para uma amiga cega, que estudava comigo, e quando chegamos ao edifício, fiz menção de acompanhá-la até a porta e ela quase entrou em pânico.

-segurei a porta para uma pessoa que atendia comigo um programa de executivos nos Estados Unidos, e casualmente toquei-a nos ombros, como fazemos aqui no Brasil, e foi um desconforto, primeiro dela e depois meu.

Existe uma instituição, o Random Acts of Kindness, que auxilia pessoas e instituições a atuarem e estimularem indivíduos a praticarem a bondade.

Você pode repassar as sugestões do site caso esteja sem idéias de como atuar.

Vou listar algumas que encontrei no site, que de tão simples, nos esquecemos delas:

1-Segure a porta aberta para alguém que vem logo atrás de você.

2-Oriente alguma criança que esteja fazendo algo perigoso.

3-Seja gentil com alguém que te serve no restaurante, num balcão do aeroporto ou em outro serviço qualquer.

4-Leia para um idoso com visão deficiente.

5-Ajude alguém no supermercado – a encontrar um produto – a pegar algo na prateleira, a colocar as coisas na esteira do caixa.

6-Dê as orientações para alguém perdido na cidade ou simplesmente procurando um endereço.

7-Pegue um lixo na rua ou qualquer lugar público e dê destino adequado.

8-Cumprimente as pessoas calorosamente – Bom Dia!

9-Dê boas vindas para alguém novo na vizinhança, novo no local de trabalho, novo na escola.

10-Leve algo para os colegas do trabalho – um biscoito – uma fruta – um doce.

Eu tenho aqui uma sugestão que você deve praticar sempre que estiver nesta situação:

-você acabou de passar pelo caixa de uma casa de lanches, ficou na fila, pagou a conta e vai esperar o seu café – a pessoa logo atrás é perguntada pelo caixa se tem 10 centavos, e você está exatamente com 10 centavos que recebeu de troco – passe para ela.

Beco