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A força da bondade: segundo meu olhar e da ciência

A força da bondade: segundo meu olhar e da ciência

Se utilizarmos mais as lentes da bondade para apreciar a nossa realidade, vamos experimentar uma mudança muito grande em nossas vidas.

O olhar da bondade é quase ingênuo, mas capaz de perceber cada leve nuance das qualidades humanas.

A bondade tem uma forte conexão com a empatia, amor e compaixão. Toda a força positiva que temos que dedicar às pessoas.

Uma boa ação – como perceber

Uma boa ação – como perceber

Aprenda a apreciar uma boa ação. Reconheça um ato generoso, altruísta, aquele que vem do coração.

Quando calibramos excessivamente o nosso olhar para enxergar a maldade no mundo, acabamos perdendo a sensibilidade para enxergar as boas ações.

Assistimos muito os noticiários na televisão e acabamos achando que o mundo é só maldade e que não há um canto seguro para se viver.

O noticiário é calibrado para tudo que é ruim, pois sabe que a nossa atenção é naturalmente voltada para isso. Como diz o mote da mídia – if it bleeds, it leads, o que significa que aquelas notícias sanguinárias são as mais visualizadas.

Presentes que guardamos para nós mesmos.

Faça o bem e será mais um presente que vai abrir lá na frente, no caminho da vida.

Nunca vamos nos arrepender de fazer o bem, mesmo que tenhamos algum dissabor como recompensa. A retribuição nunca acontece em um único pagamento, e as parcelas podem vir pouco a pouco, ao longo da vida, por muito tempo.

Não economize em fazer o bem, e o faça para pessoas que sequer conhece, e sinta de pronto o benefício em si mesmo.

Há muitas formas de fazer o bem, e tenho certeza que você vai inventar alguma que ninguém tenha sequer pensado.

O que recebi em troca?

Sei que tudo que acontece na minha vida tem um propósito, e que mesmo as adversidades contém alguma lição, alguma coisa boa que recebo em troca.

Mas por vezes, fico pensando. Nessa dificuldade que acabo de passar, o que recebi em troca? O que vou aprender com isso? O que ganhei com isso?

Algumas coisas que aprendi com o tempo me ajudam nessas situações.

O primeiro e abrir a mente para coisas boas, não fechar o foco no negativo, se abstrair um pouco do problema, das dificuldades vivenciadas.

A outra mudança é apreciar a vida nas mínimas coisas, e perceber que somos agraciados, não em uma grande coisa, mas em inúmeras pequenas coisinhas, que olhadas com bons olhos, adquirem um valor enorme por si só.

Pontos em comum.

Procure os pontos em comum que tem com a outra pessoa. Olhe com curiosidade para os mesmos interesses e estabeleça uma conexão a partir daí. O desenvolvimento da valiosa virtude da compaixão se inicia com a percepção de que somos iguais, desfrutamos da mesma experiência humana, seja ela boa ou ruim.

Há sólidos registros de que a sociedade americana apresentou índices maiores de compaixão depois do atentado de 11 de setembro, e isso normalmente acontece quando nos defrontamos com dificuldades, vivemos crises ou mesmo desastres.

A busca de pontos em comum nos impulsiona para a solidariedade, e de maneira mais profunda, a compaixão.

Mas não precisamos viver uma crise pessoal para buscar a compaixão. Podemos exercitar mesmo em tempos de calmaria.

Faça o bem – sinta-se bem.

Se queremos nos sentir bem, devemos fazer o bem – tão simples assim.

Como escreveu o prof. Stephen Post da Universidade Case Western no livro “Why good things happen to good people” (porque coisas boas acontecem com pessoas boas), fazer o bem é um caminho também para receber o bem.

Faça o bem em pequenas doses.

A ação de dar já é uma recompensa.

Praticar a generosidade e altruísmo traz em si próprio a recompensa, que é o bem estar.

A generosidade é uma maneira de expressar a gratidão por tudo que nos foi concedido, e muitas pessoas encontram na generosidade um sentido na vida, uma direção para expressar as suas emoções.

O egoísmo é um modo de sobreviver, e a generosidade é um modo de viver.

A acumulação foi nos primórdios, uma condição para passar pelos períodos de carestia, mas isso já se foi há muito tempo.