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Perdoe o seu passado e acredite no futuro

Perdoe o seu passado e acredite no futuro

A vida nos ensina um mundo de coisas e somos hoje melhores que fomos no passado, mais experientes, mais flexíveis e mais capazes. Quando olhamos para os nossos fracassos do passado às vezes nos julgamos com o olhar do presente. Esquecemos que éramos jovens em intensa aprendizagem e os erros só nos fortaleceram, nos capacitaram.

Assim como aceitamos os atos dos adolescentes e jovens de hoje, devemos perdoar o eu mais jovem, e aceitar que ele já aprendeu a lição.

Perdoe o jovem adolescente que foi você. 

Perdoar é tirar o ressentimento da nossa lembrança

Perdoar é tirar o ressentimento da nossa lembrança

Quando perdoamos, ficamos com a lembrança descontaminada dos ressentimentos. Sempre dizemos que a dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional.

Quando deixamos que a memória seja soberana na nossa vida, nos tornamos marionetes do passado. Especialmente os eventos negativos voltam para nos assombrar e causar dor.

Outra característica da mente humana que pode nos prejudicar é a capacidade de catastrofizar os eventos do passado.

Muito feio para admitir.

Às vezes acontece de nos sentirmos envergonhados por algo que fizemos, e não conseguimos admitir que fizemos tal coisa. Mentimos, manipulados, tentamos enganar os outros e a nós mesmos.

Como nos ensinou o prof. Daniel Wegner da Universidade de Harvard, quanto mais tentamos não pensar em uma coisa, mais ela não sai da nossa cabeça, e esse fenômeno mental perverso acaba nos prejudicando.

Enquanto ficamos lutando contra o incidente, mais ele fica martelando na nossa cabeça.

Temos que deixar ir, fazer as pazes com o passado, admitir, mesmo que seja uma coisa de que nos envergonhamos.

Se temos como corrigir, consertar, se desculpar, devemos fazer logo, pois isso vai aliviar as nossas emoções negativas.

Nunca se arrepender.

Uma maneira certa para ficar estagnado e não fazer mais nada da vida, é acordar de manhã, olhar para o passado e se arrepender. Temos que abandonar esse procedimento negativo e totalmente improdutivo.

É certo que temos que carregar um pouquinho de arrependimento, o suficiente para não cometer as mesmas asneiras repetidamente, mas muito arrependimento é um caminho para não fazer mais nada.

Olhe para frente, considere o que é importante fazer hoje e saia fazendo. Parta para ação.

Uma névoa que criamos.

Nos esforçamos para aperfeiçoar uma imagem de nós mesmos, mas criamos uma névoa que acaba atrapalhando. Muitas vezes recusamos encarar a pessoa que somos, pois criamos uma imagem de perfeição inadequada, e constatamos de cara que essa imagem ideal não é aquela que apresentamos.

Criamos logo uma cortina de fumaça para embaralhar tudo, e isso é o medo de encarar a si próprio.

Essa atitude não permite que o crescimento pessoal se estabeleça, pois sequer sabemos aquilo que temos que melhorar.

Negamos as nossas deficiências e defeitos, e ficamos atordoados com a sensação de inadequação.

Atitudes lamentáveis.

Tive sim, atitudes lamentáveis no passado.

Mas posso reparar de alguma maneira, por exemplo, me desculpando com a outra pessoa.

Ao me dar conta de tais atitudes, posso me determinar a não repeti-las, com a mente aberta, e aprendendo a lição de uma vez por todas.

Tenho também que desculpar a mim mesmo, pois sei que os atos cometidos no passado, não devem ser julgados, principalmente por mim mesmo, com a mentalidade de hoje, pois somos duas pessoas diferentes, eu hoje, e eu no passado.

O perdão me libertou.

Me libertei das amarras que me impediam de crescer, e o perdão foi a chave dessa libertação.

Por longo período me culpei e culpei os outros por tudo aquilo que me foi privado.

A carreira, a profissão, o sucesso financeiro e tantas outras expectativas não totalmente sucedidas, me empurravam para algum tipo de culpa, e o meu divertimento foi culpar a todos por cada uma das divergências da vida.

A pratica do perdão foi uma liberdade que me proporcionou um bem estar enorme.