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Criar um mundo só pra você.

Sei que você pode estar querendo um mundo só pra você.

Não é uma questão de egoísmo, mas você é único, e o seu mundo, em certo sentido é o seu mundo.

Tampouco quer dizer transformar tudo que existe unicamente  para a sua satisfação.

Ter um mundo só para você, significa se satisfazer, a seu modo, com tudo que existe. Quer dizer, se contentar com a abundância da vida.

Olhe o que tem nas suas mãos.

Não fique petrificado – olhando para a penumbra dos acontecimentos.

Reclame menos do peso que carrega nos seus ombros e dê graças pelo que tem nas suas mãos.

Aproveite o que já tem em suas mãos.

Não devemos ficar minuciosamente especificando as características do que seria a nossa felicidade, enquanto ela já está nas nossas mãos.

Olhe, preste atenção e aprecie aquilo que tem em suas mãos agora.

Acreditamos que muitas coisas têm o poder de nos tornar felizes.

Esperamos que tudo isso caia do céu uma hora ou outra.

Enquanto isso, ficamos velhos e a vida passa.

Como muito bem lembra Gretchen Rubin: “os dias são longos, mas os anos são curtos.”

A vida pode não ser fácil, mas podemos ser felizes se apreciamos aquilo que temos, e o sucesso, não é conseguir o que queremos, mas apreciar e aproveitar o que já temos.

Baixe as expectativas do que você deveria ter agora, e ao fazer isso, vai se dar conta de que aquilo que já tem é o bastante para se sentir feliz e realizado.

Não quero com isso sugerir a acomodação ou falta de objetivos desafiadores.

É no fundo, uma atitude mental.

As circunstâncias têm um poder limitado sobre você, mas a sua força interior, esta sim, está no comando.

Às vezes reclamamos das oportunidades que nos escapam pelos espaços entre os nossos dedos das mãos, mas nos esquecemos das tantas outras que conseguimos segurar.

Mesmo em meio à penúria, podemos fazer muito, simplesmente mudando a nossa atitude e a nossa percepção.

Quando colocamos mais a nossa atenção no que temos e menos no que não temos, passamos a dar graças, e usufruir da abundância da vida.

Beco

Abra espaço na sua vida para apreciar a vida.

Deixe espaço naquela agenda neurótica, trabalho, filhos, casa, casamento, marido e tanto mais – deixe espaço para apreciar a vida.

O blog pick the brain deixa algumas dicas para apreciar a vida, que passo adiante.

1-Aprecie a beleza. Não só aquela que você está acostumada, da paisagem, da natureza, mas olhe com outros olhos para as pessoas, para os edifícios e os próprios utensílios.

2-Se conecte com a natureza, e não precisa ir longe, nas montanhas, aprecie no dia-a-dia, no seu próprio jardim.

3-Ria – o melhor desperdício do dia, e não rir e não sorrir.

4-Tenha pequenos prazeres – pode ser um xícara de café, um minuto com as crianças.

5-Se conecte com as pessoas – o melhor do trabalho pode não ser a promoção, mas os relacionamentos no seu dia-a-dia.

6-Aprenda – Existe uma forte correlação entre aprendizado e felicidade.

7-Repense suas manhãs e tardes. O início do dia e o fim do dia podem ser aproveitados para atividades voltadas para você.

8-Celebre seus sucessos – No nosso cotidiano, temos vários pequenos sucessos – devemos aproveitar, compartilhar com outros e apreciar os elogios.

Temos que ter tempo para apreciar a vida, enquanto há vida. Pode parecer estranho, mas haverá um dia que o tempo será longo, mas a vida será curta.

Devemos reduzir um pouco a velocidade da nossa agenda para encaixar um tempo para a vida. Reduzindo um pouco a velocidade, não vai alterar o resultado, e não raro estamos correndo atrás do próprio rabo, gerando mais calor que resultado.

Seja gentil consigo mesmo, e preste atenção para as suas necessidades de saúde e os seus interesses pessoais.

Lembre-se, um ritmo compassado é que ganha a maratona. Não adianta sair desenfreada atrás das coisas, que vai perder o fôlego e acabar estressada.

Se dê permissão para reduzir o ritmo – vai se sentir estranha no princípio.

Se dê permissão para ser feliz.

Beco

O que estou fazendo com aquilo que tenho.

Ao invés de desejar ardentemente aquilo que não tenho, deveria examinar o que estou fazendo com aquilo que tenho.

É um paradoxo, mas quanto mais fizer uso dos recursos que já tenho, mais eles parecerão ilimitados.

Para você poder usufruir plenamente aquilo que você já tem, é preciso sentir a gratidão e a alegria por ter isso tudo.

A infelicidade pode estar em buscar indefinidamente aquilo que não tem, deixando de viver a valiosa experiência de usufruir daquilo que já tem.

Isso vale para a casa onde hoje mora, vale para o emprego que hoje tem e também para o carro que você fica sempre pensando em trocar.

Só para exercitar, pegue alguma coisa que você não usa mais, por qualquer motivo, e bote para funcionar. Sinta a satisfação de tê-lo e a satisfação se usá-lo.

É claro que se você não vai mais utilizá-lo, você deve pensar seriamente em dar para alguém ou vender. Enfim, isso está atrapalhando a sua vida – você está carregando um monte de entulho que não usa.

Uma velha história do adulto que se aproxima de um garoto brincando com seu joguinho:

-aproveite meu filho porque estes são os melhores anos da sua vida.

No que o garoto replicou:

-quer dizer que vai ficar pior?

Para muitos, o momento presente é um momento ruim, assim como a casa que tem é ruim, o carro é ruim, e essa atitude o leva indefinidamente à escravidão da esteira hedônica.

Tem que aproveitar o momento.

Tem que aproveitar o que tem.

Beco

Tenha uma vida intensa e plena.

Não encha a vida de compromissos sociais banais, encha a vida do que realmente te traz satisfação. Faça o que realmente lhe dá prazer.

Aprenda a decifrar o que vem lá de dentro da sua alma.

Entenda as chamadas do seu ser interior.

Se você não recebe chamada alguma, e vive por conta do mundo exterior, do materialista e da futilidade, fique atento – você pode receber a chamada quando for tarde demais.

Identifique o que te impede e o que te impulsiona para o crescimento pessoal.

O que te dá imensa alegria, satisfação, sentimento de liberdade e realização?

O que desperta a sua paixão?

Dentre todas as escolhas que você fizer, escolha viver a sua vida de maneira plena e intensa.

A vida é curta e única para ser desperdiçada com caminhos e receitas que te levam à  infelicidade.

Do mesmo modo, devemos estabelecer relacionamentos sinceros e profundos com as outras pessoas. As pessoas superficiais e mesquinhas não devem fazer parte desse time.

Não sabote a si mesmo na jornada do crescimento – não busque atalhos perigosos.

A propósito, você já viu um peixe de aquário?

Naqueles aquários redondos e pequenos?

Pois é, a vida pode ser assim, uma rotina diária repetitiva, sem sentido, sem entusiasmo, sem possibilidades, sem alternativas.

Algumas pessoas se colocam propositalmente dentro de aquários tais como esse, sem qualquer razão.

Escolha o caminho fascinante do auto-conhecimento.

Não perca tempo – aplique no dia-a-dia o que aprendeu sobre si próprio, suas vontades e desejos.

Realize e eleve sua auto-estima.

Fortaleça suas forças e deixe passar as coisas negativas.

Explore as possibilidades de ser uma pessoa plena, de viver uma vida plena.

Beco

O paraíso é aqui.

Há um ditado que ouvia minha mãe dizer que o paraíso é onde você mora. Quer dizer que você deve aproveitar aquilo que tem ao seu alcance, no seu lugar, valorizando e aprendendo a gostar de cada coisa que te cerca.

Hoje, passei o dia percorrendo alguns caminhos que minha mãe percorria e adorava nos últimos vinte anos de sua vida.

Entendi, e percebi no ar aquilo que ela chamou de paraíso. O cheiro do mato, o canto dos pássaros, as matizes das flores – cada planta, sua origem e seu valor terapêutico.

Aproveitei para retirar três brotos da ameixeira, que na última florada nos brindou com fotografias dignas de cartão postal.

Com a assessoria do meu tio, fizemos três mudas, que quando adultas, daqui a vinte cinco anos, serão frondosas como esta que as gerou.

Tantas vezes pisei neste solo, e apenas hoje, ao coletar terra para o plantio das mudas, me dei conta da qualidade, do cheiro e da cor.

Acho que vou olhar com mais atenção cada detalhe de onde hoje moro, com apreciação, com satisfação.

O paraíso é aqui, e onde você morar – se você tiver a disposição para lá ser feliz. Isso ficou mais forte hoje, ao sentir no ar, no lugar e nos meus sentimentos, a lição que recebi.

Beco

A satisfação não vem daquilo que temos, mas do que fazemos com o que temos.

Aquilo que nos é dado não traz qualquer satisfação por si só. O que fazemos com o que temos é que dá valor a cada coisa. Assim como as possibilidades e alternativas não trazem realização por si só. Apenas quando exploradas cada uma delas, é que realizamos e nos contentamos.

A atitude de permanente acumulação material ou mesmo de busca desenfreada por posições na escadaria social não permite que o indivíduo tenha serenidade para fazer qualquer coisa com o que já conseguiu – que possa experimentar a satisfação com o que já tem.

Essa atitude tem sido apontada como à do rato de laboratório correndo na esteira hedônica.

Queremos ser felizes – indiscutível.

Queremos ter coisas, bens materiais – segundo especialistas o mundo material nos traz bem estar, e é o meio caminho da felicidade. Difícil falar de felicidade quando nos faltam os recursos mínimos de sobrevivência.

Não podemos falar de iluminação espiritual para quem está morrendo de frio e fome no meio da neve.

No entanto, o conforto material tem um limite, além do qual não vai trazer qualquer bem-estar adicional.

O problema é que nos acostumamos a correr atrás do conforto material, status e reconhecimento, de maneira automática, sem sequer parar para usufruir daquilo que tem.

Vale citar o Dalai Lama, que diz que vivemos acreditando que a vida não terá fim, e chegamos ao fim da vida sem sequer ter realmente vivido.

Aproveite o que já tem.

Beco