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Nem tudo é o que parece.

A vida é como uma porção de camadas finas que escondem um conteúdo profundo, e temos que ficar atentos para não achar que aquilo que vemos é o que é. Nem tudo que parece, é a realidade.

Acordamos de manhã, e começamos a correria, filhos na escola, recomendações para as tarefas de casa, ir ao trabalho, planejar as reuniões já no caminho, e nem na hora do almoço temos sossego para saborear a vida.

A vida real está embalada nesse papel fino, muitas vezes colorido, mas a vida não é o papel que recobre. Temos que nos dar o tempo para desembrulhar e usufruir do conteúdo.

Nem tudo é o que parece, e isso vale especialmente para os pacotes feios, os eventos tristes da nossa vida.

Tudo parece dar errado.

Quem é que nunca viveu um dia daqueles que nada dava certo?

Começa com uma ofensa pessoas sem motivo nenhum, o compromisso desmarcado de última hora, o carro que se quebra, o cachorro que morre, e tudo parece dar errado, uma coisa depois da outra.

Mas sei que nada é tão ruim assim, e posso virar esse jogo.

Mesmo que o plano seja desmontado sem sequer alçar voo, eu tenho a capacidade de planejar outra coisa, mudar de rumo, fazer outra coisa.

Está ruim, mas está bem.

Não tenho dúvidas que a vida é temperada com coisas boas e coisas ruins.

Por esse motivo, sempre comento que, tirando as coisas ruins, o resto está bem.

É importante desenvolver a capacidade de enxergar as coisas boas da vida, não perdendo nenhuma chance de usufruir plenamente quando tais momentos chegarem, e mais do que isso, aproveitar as adversidades para aprender e crescer.

Aquilo que me falta.

Hoje sei que não devo ficar obcecado por aquilo que me falta. Acho que a vida ainda vai me oferecer muitas graças.

Me mudei para uma casa metade do tamanho da anterior, e me falta um bocado de espaço para guardar a bagunça.

Já dei fim em muita coisa, mas ainda assim, caminhamos no meio de caixas.

Preciso focar naquilo que tenho e deixar de lado, pelo menos um pouco, aquilo que não tenho, ou aquilo que perdi.

Além da simples sobrevivência.

Um dia de cada vez, devo viver a vida plenamente, aproveitando cada momento.

Não quero seguir ladeira abaixo como um pedregulho ao acaso, e tampouco quero apenas sobreviver.

Quero viver plenamente, mesmo que isso implique em encarar e enfrentar os problemas de frente.

Busque o contentamento.

Dizem alguns especialistas que não devemos buscar a felicidade, pois ela não é um destino, e sim uma atitude frente a vida. É uma disposição para ser feliz durante a caminhada da vida.

Somos felizes de verdade quando nos damos conta da riqueza que é a estrada da vida, e a abundância que ela nos oferece.

Escreveu Leo Babauta do blog ZenHabits que devemos nos concentrar mais no contentamento. Pois é uma coisa mais estável, e o contentamento pode nos ajudar a desenvolver a habilidade para subtrair satisfação das mínimas coisas da vida.

É o conceito que escrevi um dia sobre ser mais satisficiente, um termo que não existe, mas significa estar mais satisfeito com a sua vida.

A vida fragmentada.

Levamos uma vida fragmentada provocada especialmente pela realidade cotidiana. Divididos em tantas coisas que não sabemos quem somos na realidade nem mesmo onde estamos.

Perdemos contado consigo mesmo, pulando de galho em galho sem aproveitar o momento, o fruto que estamos comendo agora, ou a flor, cujo aroma percebemos, mas estamos na correria e não podemos parar para apreciar.

Vivemos em conflito, estressados, com dúvidas e ansiedade.

Estou aqui, mas quero estar lá – conflito.