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Quero distância de gente mal agradecida

Quero distância de gente mal agradecida

Gente mal agradecida é uma má influência, uma vibração negativa e temos que guardar distância. Pessoas que se esquecem constantemente de agradecer pelo que recebem e com isso estão se condenando a não receber mais nada.

Com as duas mãos

Com as duas mãos

Venho de uma cultura japonesa onde damos e recebemos com as duas mãos. Me lembro, na minha tenra idade, minha mãe se recusando a me entregar alguma coisa até que eu estendesse ambas as mãos. Neste início de ano, tive uma experiência fantástica que me remeteu imediatamente à essa lição, à essa lembrança.

Trate as pessoas com respeito – não pise – não humilhe

Trate as pessoas com respeito – não pise – não humilhe

Trate todo mundo respeito. Pisar nas pessoas, destratar e desdenhar traz para cada um, um saldo enorme de pensamentos negativos que podem atormentar o seu espírito.

Imagine um mundo de gente pensando o seu mal, querendo a sua desgraça. Você pode evitar isso.

Como dizem – não pise nas pessoas quando estiver subindo, pois pode encontrá-las quando estiver descendo.

A vida é cheia de altos e baixos, e as pessoas dependem umas das outras.

Se morder a língua morre envenenado.

Porque temos que ter tanto pensamento ácido na ponta da língua. Assim vamos morrer envenenados se mordermos a própria língua.

Alguns escritos religiosos comentam que o golpe da língua quebra os ossos, de tão forte que é.

Para o nosso próprio bem, temos que moderar bastante aquilo que falamos de outras pessoas. Especialmente aquilo que falamos pelas costas.

Não abuse da boa vontade.

Não abuse da boa vontade dos outros e tampouco deixe que abusem da sua boa vontade.

As mulheres em especial, reclamam muito desse tipo de comportamento. Dizem os cientistas que elas foram desenvolvidas para gerar, cuidar e amar incondicionalmente, e quando essa atitude se estende para outros relacionamentos, pode ocorrer o abuso.

O amor é o máximo.

O amor tem várias fisionomias, e qualquer que seja a sua apresentação, acho que o amor é o máximo.

O amor conjugal, fraterno, materno, e principalmente aquele que podemos praticar todo momento.

O amor é sutil, é uma profunda satisfação quase sem explicação, e não vale à pena tentar explicar, pois a racionalidade não alcança essa sutileza.

O nosso dia-a-dia é uma correria, onde a expressão dos sentimentos é quase uma coleção de pequenos fragmentos.

Mas sei que experimentar alguns momentos de amor profundo te permite ir e vir na profundeza do seu eu – e como ir lá no fundo beber um pouco da energia para subir e seguir conduzindo a vida de forma mais leve e revigorada.

Diz Dr. Greg Baer, um médico que escreve sobre o tema amor, que o amor real, o amor genuíno, é aquele que quer a felicidade do outro sem esperar qualquer coisa em troca.

O amor é uma profunda expressão emocional, e o amor genuíno, é o amor incondicional, sem esperar nada em troca.

Diz Greg que é algo difícil de experimentar e se acostumar, pois fomos, desde os tempos de bebê, acostumados e educados ao amor condicional.

Aprendemos que quando não nos comportamos bem, temos uma expressão de desamor, portando o amor é condicional, e assim seguimos aprendendo a vida toda.

E sobre o amor incondicional, relembro um filme que retrata muito bem isso que fala Greg Baer.

O filme se chama no original 84 Charing Cross Road, e no Brasil, foi exibido com o nome – Nunca te vi, sempre te amei.

Para aquelas que me lêem de Portugal, é provável que o nome dado tenha sido diferente. Vocês podem nos dizer.

Alguns comentaristas de cinema dizem que nunca um nome inventado – nunca te vi, sempre te amei –  retratou tão bem o que é o filme, o nome original é o endereço onde funcionava a livraria em Londres da época do pós-guerra.

O filme retrata o amor, o respeito e a admiração pelas pessoas, com a delicadeza e precisão como nunca vi na tela do cinema.

O amor, no filme, é algo totalmente desadjetivado, se é que posso usar esse termo – não é amor romântico, não é amor fraternal, não é amor paternal – é simplesmente amor profundo.

Na história, uma escritora americana se corresponde com um proprietário de uma livraria inglesa durante vinte anos. Embora as cartas sejam pessoais, o tema sempre envolve os demais empregados da livraria, e o assunto de interesse comum, os livros.

O cenário é a Europa do pós-guerra, e a carestia é retratada no cotidiano desses ingleses.

A escritora, Helena Hanff, adia a visita a Londres e à livraria por muitos anos, vinte anos de correspondência, e quando o faz, o seu correspondente já havia falecido e a livraria encerrada suas atividades, daí o nome dado ao filme no Brasil – Nunca te vi, sempre te amei.

Percebi, vendo este filme, que o amor pode ser incondicional, de uma forma singela e brilhante, e mais do que isso, pode envolver duas pessoas sem que qualquer envolvimento aconteça.

Quero dizer a todos que me acompanham no blog-Seja Feliz, que amo todos vocês de uma maneira especial.

Beco