relacionamento Posts

Atenda quem bate à porta.

A aceitação é uma capacidade que temos que desenvolver. Quando aceitamos, permitimos que aquilo que nos atormenta vá embora.

É o paradoxo da mudança. Exatamente quando aceitamos o que não queremos é que permitimos que ele nos deixe em paz.

Funciona como alguém que bate à sua porta insistentemente. Você sabe que não é alguém que você gostaria de encontrar.

Sinto que faço parte.

Depende de nós nos incluirmos, e o sentimento de pertencimento é uma coisa fundamental.

Tomei conhecimento uma vez sobre a maneira como os índios Sioux educam os filhos. A base dessa educação hoje está sendo utilizada na escola dos brancos.

Diz a filosofia indígena do Círculo da Coragem: se relacione com todos que você conhece. Trate todos como se fossem seus íntimos, e assim, mesmo que seus pais venham a faltar, sempre haverá que cuide de ti.

Um dos pilares dessa educação é o desenvolvimento do espírito de corpo, permitindo ao indivíduo usufruir e cultivar o sentimento de pertencer ao grupo, à tribo.

Muitas vezes somos nós mesmos que nos excluímos.

Não podemos ser felizes sozinhos. Precisamos de outras pessoas em nossa vida.

Nos sentimos gratos e abençoados por poder ajudar, e fazemos isso com maior facilidade com aqueles que nos cercam, aqueles do nosso grupo.

Nascemos, como muitos animais, atados à mãe pelo sentimento de pertencimento, e gradativamente vamos desenvolvendo o sentido da independência e autonomia.

Aprendemos que podemos dar, ajudar e ser útil para aqueles que nos cercam, e nos sentimos felizes com isso.

Precisamos expandir os nossos limites do pertencimento além dos limites da família, e isso fazemos sempre. Isso nos faz felizes.

Ao longo da vida somos constantemente tensionados pela independência e pela socialização, e o equilíbrio disso é que nos mantém saudáveis.

Não somos completos sozinhos, e aprendemos essa mágica complexa da convivência.

Aprendemos a dar um tapinha nas costas, um sinal de aprovação, um aceno de parceria, e a vida que segue.

A amizade, a fraternidade, o senso de grupo – precisamos de tudo isso.

É o sentimento de vida, de natureza, de humanidade, que o mundo moderno nos tem cerceado.

Precisamos desse sentimento de fazer parte de tudo isso.

E o déficit de pertencimento opera na gente como o déficit nutricional.

A saúde se torna precária, e a alma desamparada.

Beco

Encontre a sua tribo.

Embora tenhamos amigos de todo tipo, sentimos às vezes, necessidade de encontrar pessoas que tenham o mesmo tipo de interesse, que façam coisa parecida e possam compartilhar do mesmo tipo de discussão.

É a expressão usual –  encontrar a sua tribo.

Celetine Chua, em postagem no site Dumb Little Man comenta exatamente isso e passa algumas recomendações, que comento aqui.

Por vezes, queremos nos relacionar com pessoas com o mesmo tipo de ocupação profissional, prática de esporte, atividades artísticas, e isso pode não ser mais fácil que você imagina.

1-Pessoas que você conhece – Celestine recorre à lei dos 6 graus de separação, para dizer que as pessoas com o mesmo interesse que o seu estão aí, quase ao alcance da mão. A regra diz que todos os indivíduos no mundo estão conectados dentro da regra de 6 graus. Um amigo seu, 1 grau, amigo do amigo, 2 graus e assim por diante, em seis degraus, vamos nos conectar com todos. Há um bocado de matéria na Web sobre essa teoria, incluindo experimentos e palestras. Se desejar, pesquise o termo “six degrees of separation” e vai encontrar um mundo de informação para se atualizar.

2-O seu local de trabalho – Isso vale tanto para o trabalho quanto para a escola. O sistema de recrutamento das empresas, as carreiras e as profissões escolhidas, bem como as escolas que escolhemos freqüentar, já nos colocam num grupo de pessoas com alguma afinidade, e isso deve ser considerado para se procurar os iguais.

3-Clubes e comunidades – Veja as comunidades com um hub de concentração de pessoas de mesmo interesse. Isso vale para os clubes de recreação, clubes profissionais, por exemplo, escritores, grupos de interesse culturais, e redes sociais.

4-Inicie um blog – Essa é a própria experiência de Celestine, que escreve o blog – The Personal Excellence Blog – Não é uma recomendação comum para quem quer iniciar a busca dos iguais, mas funciona. No caso do Celestine, ela se conecta com 10000 leitores de interesse comum, o que aconteceu em 2 anos de existência do blog.

5-Eventos – Os eventos de network, comunidades, podem ser uma chatisse de troca de cartões, mas alguns são muito valiosos. É bom garimpar e freqüentar os mais significativos.

6-Seminários/Workshops – As pessoas, dedicadas e especializadas não dedicariam tempo e dinheiro para participar de seminários, sem que fosse produtivo, e isso torna essa modalidade interessante.

7- Procure e contate – Há várias maneira de procurá-los, por exemplo o Linkedin, Facebook e os próprios blogs. São recursos fáceis de usar, e embora algumas pessoas se sintam constrangidas em usar, é um lugar comum tal prática.

Beco