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Ouse se perdoar.

Tenha a coragem de se perdoar. Reconheça as coisas ruins que fez no passado, não coloque para debaixo do tapete nem tente atribuir irrelevância.

Encare com honestidade, mas, sobretudo, ouse se perdoar.

Quando conseguimos levantar a autoestima é sinal de que encontramos dentro de si mesmo, algumas coisas que nos puxam para cima. E quando não encaramos de frente algumas coisas que fizemos no passado e que nos incomodam, isso fica nos derrubando, mesmo quando tudo anda bem.

Quando nos perdoamos, é porque fizemos as pazes com aquelas coisinhas dentro de si que nos puxam para baixo.

O perdão para mim mesmo.

Tenho que abrir as portas do perdão para mim mesmo.

Parece uma coisa fácil essa coisa de perdão, mas aprendi que é cuidadosa, delicada e exige prática.

Especialmente quando falamos de perdoar a si próprio, aí então que a questão é mais trabalhosa.

Quando praticamos o perdão, perdoando outras pessoas, parece que o distanciamento e até o esquecimento do ocorrido nos facilita o desligamento.

Quem fui e quem sou.

Já fiz muitos retrospectos da vida.

Já me arrependi de tanta coisa e me culpei por muita coisa que aconteceu ou não aconteceu.

Me arrependi de caminhos não escolhidos, e me ressenti por convívios abandonados.

Sou diferente do que fui, embora procure manter minha identidade e autenticidade.

Os dias que não quero rememorar.

Alguns dias do meu passado podem guardar lembranças tristes e dolorosas e é como se eu quisesse apagar da minha memória.

Tenho às vezes, um desejo de eliminar da minha experiência de vida.

Mas é uma expectativa totalmente irreal.

Tudo que passei, especialmente as experiências difíceis e dolorosas me fizeram o que sou, uma pessoa mais resiliente.

Tenho na verdade que sublimar essas experiências passadas.

Cuide de si com aprovação.

Não fique se recriminando.

Busque uma explicação saudável para os seus atos do passado.

Isso é o que chama de redenção – redimir-se.

Deixar de culpar a si próprio por muita coisa que aconteceu ou que você fez no passado.

Um artigo interessante, divulgado pelo blog Happiness-in-this-world que foi originalmente publicado na famosa revista Psychology Today, nos passa algumas boas recomendações para deixar de se recriminar.

1-o que vale é a intenção – quantas vezes fazemos coisas que se desdobram em conseqüências inesperadas e indesejadas para outras pessoas. Nesses casos, temos que voltar às nossas intenções e reconhecer que não tivemos culpa e assim parar de se recriminar.

2-não podemos classificar as pessoas simplesmente como boas ou más, pois as pessoas podem fazer o bem ou mal alguma vez na vida, assim somos nós.

3-o caminho da redenção é difícil, mas possível – devemos aceitar o fato de termos feito mal, se perdoar, aprender a lição e reafirmar o nosso propósito de fazer sempre o bem.

Como diz o Budismo – daqui para frente.

Quando reconhecemos o que fizemos e aprendemos a lição, podemos seguir adiante, sem se recriminar, redimindo-se.

Já comentei sobre o filme Shawshank Redemption, que assim se chama porque no final do filme, Morgan Freeman ganha liberdade condicional exatamente quando se redime diante dos juízes após passar quase toda a vida na prisão. O filme mostra várias entrevistas de condicional onde tal condição lhe é negado, exatamente pela ausência da redenção.

No Brasil o filme foi veiculado com o título “Um Sonho de Liberdade”.

Fenômeno da redenção é largamente estudo nas narrativas anotadas por psicólogos e sua correlação com o bem estar dos entrevistados.

É muito importante buscar uma aprovação de si próprio, ser generoso consigo próprio, perdoar e ser feliz.

Muitas boas ações trazem mal resultados assim como ações malévolas às vezes trazem boas conseqüências – não porque se culpar por todos os resultados.

A culpa e a auto-recriminação são grades da sua prisão particular.

Faça um esforço para se libertar.

Como tudo, isso também exige prática – não perca tempo.

Enumere algumas coisas do passado que te assombram ainda hoje e faça o exercício, assim como fez Morgan Freeman no filme.

Busque lá no fundo as razões, as intenções naquele momento – busque a redenção.

Beco