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Vingança ou perdão

Vingança ou perdão

Vingança ou perdão pode parecer um eterno dilema para muita gente, mas Leo Babauta no seu blog Zen Habits nos ensina como resolver essa questão e ser mais feliz. Vou repassar alguns pontos que me sensibilizaram sobre essa questão e recomendo que acessem o Zen Habits e leiam o texto do próprio autor.

Deixe passar.

Alguém foi rude contigo no supermercado, um motorista te ultrapassou de maneira imprudente, um colega levantou a voz para ti. Análise se isso tem realmente importância, e se exige alguma ação concreta.

Muitas vezes ficamos remoendo o fato, sem resultado algum para nós mesmos.

É melhor evitar carregar esse peso inútil. Deixe passar.

É possível que sinta o sangue subir à cabeça, a adrenalina ir para as alturas, mas relaxe, respire fundo e deixe passar. Não deixe que os outros controlem a sua ação. Seja dono de si, mesmo nas situações de raiva e desconforto.

Se faça esta pergunta.

Até que ponto isso é importante?

O que vou ganhar com isso?

Isso vai ajudar no meu crescimento?

Reagir agressivamente ou guardar ressentimento vai ajudar a melhorar a situação?

Sempre teremos a opção de deixar passar ou de nos apegarmos ao evento, deixando se escravizar pela emoção exagerada.

Devemos refletir que alguns dias adiante, isso não terá qualquer importância – porque nos atormentarmos com isso agora?

Por vezes nos damos conta que desejamos tanto uma coisa que está fora do nosso alcance. É hora de deixar ir e trocar esse desejo por um pouco de serenidade.

Sinta a serenidade se apossar de você quando você deixa passar.

Se faça outras perguntas.

Você perdeu alguma coisa ao deixar passar?

Deixar passar é se libertar, estar mais aberto, mais flexível.

Segurar algo inadequadamente é rigidez, inflexibilidade, é estar cativo, preso.

Deixar ir é decidir por si próprio, assumindo o controle da sua própria vida, se libertando das limitações.

Deixe ir os maus pensamentos.

Deixe ir os maus hábitos.

Sinta-se livre, liberto.

Beco

Receba o rancor com suavidade.

Não podemos evitar que as pessoas, às vezes, nos tratem de maneira rancorosa.

Não temos controle sobre as outras pessoas.

Receba o rancor com suavidade, e isso será a sua melhor proteção para que o rancor não te pegue e não afete a sua paz de espírito.

O comportamento das pessoas é algo muito complexo, e difícil compreender as reações das pessoas.

Inútil racionalizar e inadequado reagir.

 A melhor coisa a fazer é tentar se colocar no lugar da outra pessoa. Simplesmente imagine uma razão para tal explosão rancorosa.

Podemos listar um número enorme de razões: uma doença grave, uma perda irreparável, uma noite mal dormida, uma relação rompida, dificuldade financeira ou mesmo perda do emprego.

Aceitar e deixar passar não quer dizer se servir de capacho, mas simplesmente não deixar que o mal reflita em você.

Não devolva o tratamento, pois pode funcionar contra você.

O melhor é deixar quieto.

Não tente alongar o momento de relação rancorosa, não discuta e não revide.

Não leve pelo lado pessoal. Muitas vezes não tem nada a ver contigo.

Se ainda assim você julgar importante esclarecer e deixar em pratos limpos, deixe passar o momento de tensão e volte ao assunto com tranqüilidade.

Depois de passados alguns dias, pode ser que você mesmo não dê mais importância ao incidente.

Beco

Pare de reagir a tudo que acontece.

Você não precisa reagir a tudo que acontece.

Nem tudo que acontece exige que você faça algo a respeito. Você não precisa responder a tudo que é dito, nem fazer de tudo para que a sua opinião seja conhecida.

Há ocasiões onde cabe simplesmente ouvir e assimilar.

Olhe para o seu comportamento e aprenda a diferença entre agir e reagir.

Perceba a sua autonomia e vontade própria na ação.

Perceba o que acontece com a autonomia e vontade própria quando é uma reação.

Quando agimos, estamos mais no controle da nossa vida.

Quando reagimos, estamos sendo comandados por algo externo. Dependendo da maneira como reagimos, estamos sendo joguetes de outras pessoas e situações.

Nessas situações, é  sempre conveniente analisar se cabe uma reação, ou é melhor não fazer o jogo dos outros.

Se for reagir, escolha a sua atitude, escolha a sua reação, calibre os seus pensamentos.

Importante aquí é o equilíbrio, a autonomia e a independência emocional.

Não conceda o controle da sua ação/reação a outros.

Vale citar Viktor Frankl na sua famosa obra – O Homem na Busca de Sentido – onde o autor afirma que o homem deve preservar a sua liberdade espiritual e a independência de pensamento, mesmo nas situações mais difíceis.

Beco