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Não quero ter tanto medo

Não quero ter tanto medo

Penso às vezes que não quero ter tanto medo

Medo pelo que não vai acontecer.

Medo pelo improvável.

Vivemos com medo de tanta coisa que não vai acontecer.

Aprendi que coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de agir, apesar do medo.

Compartilhando tempos difíceis.

Podemos viver tempos difíceis. Parece fácil compartilhar as alegrias e conquistas, mas falar com os outros sobre as nossas crises, quedas e fracassos é especialmente difícil.

Mas é bom poder contar com os amigos para ajudar em meio às tempestades.

Estamos tão envolvidos no problema que é difícil enxergar a saída. Ter alguém de confiança para compartilhar é algo inestimável. Quem está de fora do problema, de cabeça fria, sempre traz um input novo e arejado. Conte com os amigos e familiares quando estiver em dificuldades.

Quando a coisa for realmente grave, considere abrir o seu coração para um profissional.

Não se esconda na caverna.

Tempos duros e difíceis podem nos remeter para debaixo das cobertas, nem tanto uma depressão, mas uma vontade de sumir, se meter na caverna e se isolar.

Ao reconhecer essa emoção chegando até você, aceite, é algo natural, mas deixe ela se instalar.

Procure contato com pessoas, seus amigos e familiares – não fique sozinho – não se esconda na caverna.

Não se deixe aprisionar no labirinto de pensamentos negativos e baixa autoestima.

Nunca além do que posso carregar.

Tenha em mente que a carga nunca vai estar além daquilo que você consegue carregar.

Quando você sentir sobrecarregado, exaurido e impotente, saiba que é hora de pedir ajuda.

Algumas tarefas são tão pesadas que não foram concebidas para serem tocadas sozinho.

Temos um costume de tentar sozinho e evitar pedir ajuda, como se isso fosse nos colocar em desvantagem.

Um cobertor quentinho.

Quantas vezes nos sentimos pequeninos, desprotegidos a procura de um cobertor quentinho.

Temos até a tendência de se enfiar debaixo das cobertas, o que nos deixa mais desprotegido e eventualmente deprimido.

Temos que buscar um cobertor para o coração.

Na verdade estamos amedrontados e assustados com a vida e não morrendo de frio.

Mesmo agitados e estressados, na verdade nos sentimos enfraquecidos.

Onde vou encontrar ajuda?

Porque a vida é tão dura?

Onde posso encontrar ajuda?

Quem vai me tirar desta?

Quando estamos abertos a receber ajuda, a ser ajudado, podemos encontrar ajuda por todos os lados.

Quando for grave, você deve sempre optar por procurar um profissional.

Somos ajudados todo momento, com um sorriso, um encorajamento, uma palavra de apoio.

Talvez a coisa mais importante nesses momentos, e se ajudar a si próprio.

As pessoas podem te ajudar a se levantar, mas você precisa fazer uma forcinha. Você precisa se empenhar.

Você nunca está sozinho, há sempre uma Força Superior que age quando você não sabe o que fazer.

No entanto, é preciso que sua mente esteja aberta para receber os sinais, as mensagens, a luz.

A ajuda sempre estará lá, e os caminhos serão revelados, mas é preciso estar com os olhos bem abertos e a mente aberta para perceber.

As pessoas podem até querer ajudar, mas é difícil ajudar uma pessoa que se fecha.

Quando nos julgamos onipotentes, falamos como se não precisássemos de ajuda, quando na verdade estamos perdidinhos – ninguém vai adivinhar.

Embora o nosso mundo civilizado seja largamente baseado na ajuda mútua, às vezes é difícil vencer a barreira de pedir ajuda, como comenta o artigo do New York Times – Why is Asking for Help so Difficult? – Porque pedir ajuda é tão difícil?

Comenta o artigo que as barreiras comuns são:

-o medo de ser julgado como fraco, necessitado e incompetente;

-o medo de que a sua fraqueza seja utilizada contra você;

-o medo de perder o controle da vida;

-o medo de que algo seja pedido em troca no futuro;

-a questão de quanto isso vai me custar, ou qual vai ser o preço.

Se juntar a um grupo de auto-ajuda pode ser um caminho fantástico, dependendo da ajuda que está procurando.

A vida moderna nos distancia dos familiares, e é uma pena, pois a sua ajuda pode estar nos membros da família. Um irmão mais velho, a mãe, o pai, os tios e até primos mais velhos.

Os amigos são sempre um colchão para te amortecer nas quedas – faça amigos, preserve seus amigos, cuide dos seus amigos.

Lidar com a ajuda é um fenômeno interessante.

A nossa prepotência muitas vezes nos deixa em desvantagem, fingindo saber o que não sabemos, ou que conseguimos fazer o que sabemos que não conseguimos. Aceitar ajuda, pedir ajuda parece tão difícil, e o pior é que é grátis.

As mulheres, segundo estudos, pedem mais ajuda. Não é porque elas se metem mais em encrencas, mas sim porque elas são mais habilidosas em pedir ajuda.

Nora Klaver que publicou o livro – “Mayday! Asking for Help in Times of Need” – Socorro! Pedindo Ajuda em Tempos de Necessidade, diz que as pessoas pedem ajuda de maneira inadequada, usando a culpa, a coerção e a chantagem.

Diz Nora que pedimos pena quando queremos assistência, que pedimos à pessoa errada, e que as experiências fracassadas do passado nos inibem de pedir ajuda no futuro.

Não estamos sozinhos nesse mundo, e é sempre bom contar com ajuda.

Beco

Aceite ajuda.

Às vezes os problemas e as dores são demais para nós.

Não fique só.

Peça, e aceite ajuda.

Compartilhe com um ombro amigo.

Não se deixe abater.

Você deve ter dois ou três bons amigos – procure-os quando estiver em dificuldades.

Quando eles se aproximarem para ajudar, não se sinta fracassado – aceite a ajuda – abra seu coração.

Não aceitamos ajuda por alguns motivos bobos.

-Nos julgamos perfeitos e poderosos, não aceitamos nossos erros e fraquezas e não passa pela nossa cabeça pedir ajuda, assim como evitamos quem nos oferece ajuda.

-Encontramos muitos defeitos nos amigos e por isso não enxergamos que eles possam nos ajudar.

-Recusamos aceitar a situação, mesmo quando perdemos o nosso controle e isso é uma barreira para aceitar ajuda.

-Esperamos um mundo perfeito e assim criamos a expectativa que a coisa vá se resolver – portanto não precisamos de ajuda.

-Nos julgamos muito suficientes – a situação é grave, mas vamos resolver.

-Se acho que sou melhor em tudo, porque vou pedir ajuda dos outros?

Quando nos sentimos muito por baixo, evitamos a ajuda por outros motivos.

-achamos que não merecemos a ajuda de alguém.

-achamos que estamos incomodando os outros.

-queremos ser duros consigo mesmo – queremos nos castigar – achamos que merecemos o castigo.

Afaste todos esses pensamentos quando estiver em dificuldade.

Peça ajuda, aceite ajuda, e não se esqueça de ajudar quando for a sua vez.

Beco