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Terceiro compromisso

Terceiro compromisso

Nós nos apressamos a tirar conclusões de tudo, tomar partido, julgar, condenar, enquadrar, e pior é que fazemos isso com coisas que não nos dizem respeito, e Don Miguel Ruiz nos leva a esta reflexão no terceiro compromisso.

Depois que tiramos tais conclusões e ruminamos um pouco na nossa mente, passamos a acreditar e defender, mesmo que não façam qualquer sentido.

O pensamento distorcido

Temos que estar atentos para os pensamentos distorcidos que passam pela nossa mente e que atrapalham as nossas decisões, escolhas e ações.

O nosso cotidiano é repleto de elementos que trazem ruído aos nossos pensamentos, as comparações, a culpa, a inveja e os ressentimentos. Este e outros tantos fazem com que estejamos sujeitos a escolhas reprováveis e decisões recrimináveis.

Pense em algo novo

Esteja com a mente aberta, pronta para receber algo novo.

Gosto muito de William James, o pai da psicologia, e há um dizer dele que esta sempre nas minhas conversas.

“os seres humanos, ao mudar as atitudes internas de suas mentes, podem mudar os aspectos externos de suas vidas.”

O que você acredita que está lá, o que você pensar ser a realidade, na verdade é a sua percepção do que existe, e sempre será filtrado pelas suas lentes, que podem muito bem estar embaçadas pelo preconceito, medos e insegurança diante do novo.

Deixe uma nova luz entrar pela sua percepção e veja um mundo novo que pode descortinar para você.

Desaprendendo sobre diferenças.

Estamos sempre aprendendo e desaprendendo sobre diferenças. Quando crianças, não sabíamos como distinguir as pessoas de acordo com seu nível social, cor ou qualquer outra discriminação de ordem econômica. Com o tempo, aprendemos a fazer isso e ativamos o preconceito, a segregação e tantos outros males.  Temos que desaprender a procurar diferenças.

Somos pessoas comuns, iguais, vivendo a mesma experiência neste lugar. O fato de enfrentarmos circunstâncias diferentes seja no nascimento ou no curso da vida, não nos faz indivíduos privilegiados ou desgraçados.

As diferenças que notamos não devem representar qualquer limitação para nos relacionarmos plenamente com qualquer um que seja. Temos que desligar o mecanismo mental de procurar diferenças, como se quiséssemos entrar no íntimo de sua conta corrente ou do seu guarda roupas.

Não tem explicação.

Quanta coisa acontece sem explicação.

Mas não é assim que normalmente vemos as coisas. Queremos logo arrumar uma explicação.

Se o trabalho não teve um resultado satisfatório é porque fulano é incompetente.

Se não realizei o trabalho é porque não tive tempo suficiente.

Se adoeci é porque não tive tempo para repousar.

Não coloque rótulos nas pessoas.

Fulano é mesquinho, cicrano é interesseiro.

Pare de rotular as pessoas, e não coloque rótulos em si próprio.

Sempre que colocamos rótulos nos outros, estamos praticando um  julgamento, na maioria das vezes preconceituoso.

Quando o fazemos em nós mesmos, estamos criando limitações nas quais acabamos acreditando.

Não sou bom nisso. É rótulo, e vai te limitar.

Não mereço isso. É rótulo e você vai acabar se auto-sabotando.

Rotular é um comportamento quase imperceptível onde categorizamos, enquadramos e classificamos as pessoas.

É um campo vasto para o preconceito, julgamentos equivocados, muitas vezes baseados em experiências muito antigas e insignificantes.

Se o rótulo for inevitável, como forma de sobrevivência e auto-preservação, faça como fazemos para rotular frascos de remédio e de veneno.

Lembre-se, não fazemos isso olhando a embalagem. Procuramos identificar o conteúdo e suas propriedades fundamentais, e só após uma análise acurada colocamos o rótulo.

Aprenda mais sobre as pessoas.

Não se valha do disse me disse.

Avalie o caráter das pessoas, e não a sua embalagem.

Beco

O que eu quero.

O que estou fazendo na minha vida pode não ser exatamente o que eu quero.

Podemos ser facilmente manipulados pelos outros e de repente deixamos de viver a própria vida.

Entenda o que acontece contigo. Preste atenção nas suas vontades e suas necessidades. Mas fique atento para as coisas reais, e não aquelas impostas ou sugeridas de fora.