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Cultive as emoções positivas.

Procure ter mais das sensações das emoções positivas.

As emoções negativas são importantes para o nosso crescimento, pois as aceitamos, digerimos, tiramos lições e seguimos adiante.

As emoções positivas são mais voláteis e retratam o nosso estado diante da circunstância.

A especialista e professora Barbara Fredrickson da Universidade North Carolina Chapel Hill nos Estados Unidos, comenta em entrevista, que a diferença entre prazer e emoção positiva é que a primeira resulta quando damos ao corpo o que ele precisa naquele momento, e a emoção positiva é deflagrada pela nossa interpretação das circunstâncias do momento.

Barbara Fredrickson pesquisa as emoções e a Psicologia Positiva há mais de 20 anos, tendo ganhado em 2000, o Templeton Prize in Positive Psychology pela American Psychological Association.

A nossa felicidade depende da quantidade de emoções positivas que sentimos, comparadas com as emoções negativas.

Podemos aumentar a sua quantidade?

Segunda a especialista, temos que nos preocupar menos em como ter uma vida feliz e mais em focalizar nos nossos sentimentos e nossas reações no dia-a-dia.

Pensar menos em como chegar lá, e mais em criar emoções positivas no momento.

Considerando que as emoções positivas têm a ver com a nossa interpretação das circunstâncias, vale à pena trabalhar isso dentro de nós.

Já comentei aqui sobre tirar mais proveito do seu cotidiano. Misturado em meio a tantas tarefas rotineiras e obrigações, há momentos de pura felicidade que temos que abrir os olhos e o coração para poder apreciar.

Fredrickson explora no seu livro Positivity, o conceito de ampliar e construir, “Broden-and-Build-Theory” , que explica os efeitos das emoções positivas, que funcionam como uma espiral ascendente (helicóide) que amplificam virtuosamente os benefícios para a vida para a saúde e a longevidade.

A cada momento, as pessoas fazem escolhas imperceptíveis sobre os filtros que regulam suas emoções, o que determina se elas se sentirão mais ou menos felizes diante da mesma circunstância.

A especialista chama essas escolhas de estratégias, e detalha no livro como e porque tais estratégias funcionam ou não.

Independentemente de ler o livro, podemos todos exercitar aquilo que funciona para cada um de nós para aumentar as emoções positivas, especialmente no campo dos relacionamentos e na busca pelo propósito de vida.

Beco

Pequenas coisas – grandes mudanças.

Quando mudamos a nossa atitude frente às coisas e nos colocamos de forma humilde, nos tornamos capazes de fazer pequenas coisas que produzem grandes transformações.

Podemos não ver as mudanças na aparência, mas grandes mudanças podem ter se processado internamente.

O contrário também é verdadeiro.

Algumas mudanças que fazemos no exterior, no verniz, na casca, na verdade produzem pouca mudança na nossa realidade fundamental.

Podemos até achar que um carro novo importado nos faz uma pessoa inteligente e interessante, mas somos a mesma pessoa tola e iludida correndo incessantemente na esteira hedônica.

Preste atenção às pequenas coisas porque lá na frente você vai se dar conta que eram coisas grandes.

Pequenos prazeres, pequenos gestos, pequenas ações podem sem dúvida representar grandes mudanças na vida.

Um gesto de bondade, uma oportunidade para criar algo bom, um sinal de reconciliação numa relação tumultuada – pequenas coisas e grandes conseqüências.

Como diz a postagem do Happiness Institute, a felicidade pode ser atingida com a prática diária de pequenas coisas

O blog Make the Change faz uma lista interessante de pequenas coisas e pequenas mudanças que podemos fazer para ajudar na nossa busca da felicidade.

1-Faça uma lista das pequenas coisas que te faz feliz.

2-Fique atento para tudo que te rodeia.

3-Crie rotinas que você aprecia, por exemplo, um relaxamento antes de ir para a cama.

4-Pratique pequenos gestos de generosidade.

5-Reconheça que as suas realizações acontecem por meio de pequenas ações. Realização traz satisfação.

6-Faça um relatório das suas pequenas ações, como as desenvolveu e os resultados.

7-Pratique o otimismo – olhe para o lado bom.

8-Encontre pequenas experiências positivas no seu cotidiano.

9-Preste atenção no que você tem e não naquilo que você não tem.

10-Pare por um momento, reduza a velocidade.

11-Olhe para o lado bom do mundo. Você vai se surpreender.

12-Ria, sorria – faz bem para a saúde.

Beco

A certeza negativa.

A certeza negativa é diferente da incerteza.

A incerteza pode ser ingrediente do processo, mas a certeza negativa é um veneno, é a mutilação do espírito humano.

-Jamais vou encontrar uma pessoa honesta e carinhosa.

-Jamais vou encontrar um emprego que reconheça as minhas qualidades.

-Nunca vou resolver isto.

-Nunca vou encontrar a saída.

-Não vai dar certo.

E no final, a profecia derrotista acaba se concretizando.

Devemos por todo custo abandonar esse comportamento negativo.

Isso é também diferente do pessimismo, que é o de olhar o copo sempre meio vazio.

O derrotista já entrega a partida antes mesmo dela começar – nega a sua própria capacidade de ser feliz.

É sinal de uma auto-estima baixa, e tem implicações nos diversos setores da vida.

Faz mal à própria saúde, enfraquecendo o seu sistema imunológico, abrindo caminho para todo tipo de doença.

Corrói o seu capital social, condenando os seus relacionamentos e impedindo-o de agregar outros novos, aliás, atraindo apenas o relacionamento com outras pessoas com o mesmo tipo de pensamento negativo.

O derrotista cria um mundo particular, dominado por uma ruminação interminável dos problemas, reclamação de tudo e de todos, culpa a si próprio e aos outros e se faz de vítima em todas as situações.

Alguns especialistas dizem que o derrotista tem também um traço de perfeccionismo, apresentando a síndrome da bala mágica (magic-bullet-syndrome), acreditando e procurando sempre uma solução ideal e mágica para todos os problemas.

Enfim, é um comportamento anti-felicidade e que prejudica mais a si mesmo.

Devemos ficar sempre atentos para qualquer sintoma dessa natureza e adotar vacinas para nos imunizarmos contra essa moléstia.

Algumas recomendações eu já apresentei em postagens anteriores das quais selecionei as seguintes:

Pare de ruminar os problemas.

Lute contras os pensamentos pessismistas.

Dê um trato a critica interna.

Pense positivamente.

Pensamentos negativos.

Uma recomendação que li recentemente e que achei interessante, é aprender a pensar sobre o pensamento. Analisar o que está pensando.

O pensamento negativo vem sem ser convidado, e fica presente sem ser notado. Ao pensarmos sobre o pensamento negativo, vamos nos dar conta da sua presença, e isso já é o início do processo para evitá-lo.

Tenha sempre à mão a Oração da Serenidade.

Passe adiante.

Beco

Deseje o bem para as pessoas.

Desejar o bem para as outras pessoas reflete assim como num espelho, nas coisas que acontecem contigo também.

Quando você se vê como parte dessa bela paisagem que é o mundo, começa a perceber as coisas boas se encaixando perfeitamente na sua vida.

Já comentei numa outra postagem sobre dizer à outra pessoa: fique bem.

Pratique isso no dia-a-dia. Sinta o frescor e a leveza dos relacionamentos, mesmo que seja com o caixa do supermercado.

Faça isso silenciosamente sempre que for o caso. Ao encontrar alguém em dificuldade ou padecendo de algum mal, sinta a compaixão e silenciosamente, deseje-lhe o bem, e sinta a calma e a paz te dominar.

Alguns chamam de poder da mente, outros a chamam de força cósmica, mas prefiro não chamar de coisa alguma, simplesmente o desejo de fazer parte de algo bom.

Faça de coração.

Quando nos colocamos em posição de desejar o bem para alguém, mudamos o nosso próprio referencial e os pensamentos sobre nós mesmos. É como se nos posicionássemos em outro ponto da estrada e dali, vislumbrássemos uma nova perspectiva.

Se você for religioso, coloque o nome das pessoas em suas orações.

Descubra uma maneira própria de desejar o bem das pessoas.

Não se esqueça de desejar o bem a si próprio.

Beco

Isso não tem importância.

Damos importância a tantas coisas que na verdade são insignificantes.

O pior é quando nos aborrecemos por coisas miúdas, gastando a nossa energia, paciência e aumentando o nosso estresse.

Já comentei isso numa postagem anterior: tire a cabeça das picuinhas.

Uma postagem antiga de Ali Hale me deu algumas dicas. I worry constantly about lots of little things.

 As coisas pequenas continuam na nossa cabeça e tomam o nosso sono, tiram o nosso apetite, quando não nos empurram para a geladeira e o pote de sorvete.

Uma boa coisa é fazer uma lista dessas coisinhas que continuam voltando para o palco dos nossos pensamentos.

Às vezes ficamos aborrecidos e sequer sabemos o que está causando esse desconforto. Quando escrevemos e refletimos sobre o que está nos preocupando damos um primeiro passo para nos livrarmos desse hábito que pode ser desaprendido.

Na lista que preparamos, vamos encontrar coisas que estão no nosso controle, como controlar os gastos e gerenciar melhor as finanças pessoais.

Temos também assuntos sobre os quais não temos sequer influência, como um concurso público que prestamos na semana passada e estamos aguardando o resultado.

Preocupação constante sobre que coisas que você não tem qualquer controle é uma perda de tempo.

Às vezes, fazer uma lista e ter consciência do que te preocupa já reduz o nível da preocupação.

Por outro lado, se você pode atuar nos assuntos preocupantes, tome uma atitude, faça o que tem que ser feito.

Se você está preocupado com o pouco tempo que vai ter para comer e por isso vai acabar comendo um sanduíche pouco saudável, planeje com antecipação, prepare um lanche saudável e leve consigo.

Algumas perguntas que pode ajudar:

1-Posso deixar para me preocupar com isso mais tarde?

Faça isso. Segundo Ali, é a única ocasião onde a procrastinação tem seu lugar.

2-Essa preocupação vai ser a mesma daqui a cinco anos?

3-O que posso fazer exatamente agora para reduzir a minha preocupação? Faça algo.

Quando jovens, éramos instados a preocupar com o nosso futuro: você tem que se preocupar com o futuro!!

Hoje, mais maduros, sabemos que a obsessão pelas questões do futuro é totalmente improdutiva.

Uma coisa é planejar o futuro, outra coisa é ficar permanentemente pensando em catástrofes que não irão acontecer, e se acontecer, não te afetará em nada.

Muita gente pensa que o sofrimento é a taxa que pagamos para ter a felicidade, e que por isso, o sofrimento é inevitável.

Quem pensa assim, mesmo quando as coisas estão indo bem, fica pensando o pior, como se um pouco de azar e desgraça fosse efetivamente necessário.

Essa programação mental tem que ser alterada, e vamos comentar sobre isso em outra postagem.

Beco

Mostre a melhor versão de você

Se existe uma maneira de drenar a sua energia é se comparar constantemente com os outros.

A comparação, no final das contas, dá uma sensação de superioridade ou de intimidação, e nenhuma delas é boa para você.

Ao contrário, trabalhe naquilo que você é. Mostre a sua melhor versão, o melhor de você.

Você pode ter na vida alguns modelos de pessoa, para uma referência, pessoas que você admira, mas sem comparações. Cada um é um e você já é, o que já comentei na postagem: não queira ser o que já é.

Adote qualidades que você admira. Se esforce e você vai conseguir.

Entenda a sua individualidade. Você caminha com os seus iguais, mas cada um é diferente.

Defina objetivos, teste sua competência, vá ao limite, dê o seu melhor.

No final, sinta-se satisfeito, sinta-se orgulhoso de si mesmo.

Realize o seu potencial.

Acredite que o seu destino é se superar. Não digo nas coisas materiais, mas ser uma pessoa melhor a cada dia.

Conte para você mesmo o quanto você tem realizado. Se olhe no espelho e goste do que vê.

Viva por inteiro, com integridade e respeito a si próprio.

Faça o melhor com o que a vida te oferece.

Quando tomamos essa atitude, afastamos o papel de vítima, pois não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo.

Nos todos já experimentamos momentos onde nos sentimos na nossa melhor versão, seja fazendo caridade, ensinando, aprendendo ou ajudando.

Faça uma reflexão e trabalhe para repetir tais situações e sensações.

É como um quadrado desenhado no chão, onde você entra e se sente grandioso. Não é possível entrar no quadrado carregando os pensamentos negativos, a raiva, a inveja e toda toxicidade emocional que existe. Deixe de lado essa carga ruim.

A melhor versão de você é também você mais feliz.

Beco

A coragem não é falta de medo.

Quando criança, usamos ter medo de muita coisa, o escuro, o barulho, os movimentos bruscos, as vozes alteradas.

Com o tempo, com a ajuda dos adultos e educadores, aprendemos que o mundo não é assim tão perigoso. Aprendemos que podemos conviver com o perigo e com as ameaças porque temos as ferramentas, físicas e psicológicas, para lidar com elas.

A coragem não é, portanto, a falta de medo, mas a escolha de agir e enfrentar as situações, a despeito do medo.

Quando a coragem nos é agraciada, deixamos de fugir, de correr, de se esconder e sentimos o poder e a força para navegar graciosamente pela vida.

Essa atitude é construída, aprendida passo a passo, experimentando as possibilidades que temos diante da vida.

Você se lembra de uma ocasião onde escolheu não perseguir a sua felicidade por conta do medo?

Isso também tem a ver com o desconforto de conviver com o risco de acontecer um fato indesejável no futuro. O receio do resultado ruim trabalha na nossa mente, no esforço de evitar a dor e o desapontamento já experimentados em outras ocasiões.

É bom sair da zona de conforto e confrontar o medo e o risco.

Muito disso tem a ver com a nossa percepção. Por isso, devemos refinar, melhorar e aprimorar a nossa percepção.

Devemos aprender a lidar com o sentimento de medo, pois os sentimentos são os insumos da nossa ação, ou melhor, eles governam as nossas ações.

Cuidado – o medo pode vir travestido de racionalidade. Queremos racionalizar o medo, na tentativa de justificar a nossa ação e decisão.

Acredite si próprio, tenha fé no seu taco.

Conviva com a incerteza.

Não devemos ser prisioneiros e nem intimidados pelo medo.

A maioria dos medos é infundada e vazia.

Lide com os medos um de cada vez. Vá devagar e com calma.

Na jornada da vida, se deixe distrair com as boas experiências, se esqueça momentaneamente do passado e se fortaleça emocionalmente para quando as tempestades surgirem.

Quando nos deixamos dominar pelo medo, temos uma tendência a nos encolher, nos isolar, agindo como o porco-espinho, que rapidamente se transforma em uma bola de espinhos ao menor sinal de perigo.

O porco-espinho é um animal de estratégia única de defesa, e para uma pessoa humana, a estratégia de isolamento pode ser desastrosa – devemos evitar.

Passe adiante.

Beco