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Como fazer para perdoar a si próprio

Como fazer para perdoar a si próprio

Perdoar é difícil, mas é gratificante. Quem já exercitou o perdão sabe do que estou falando.

Quando perdoamos os outros, fazemos um favor a nós mesmos. É uma decisão que nos afeta, no entanto, não temos qualquer garantia que os outros farão algo a respeito para melhorar a situação.

Mas quando perdoamos a si próprio, sabemos que temos que fazer algo para melhorar a situação e eventualmente tomamos uma ação nesse sentido.

8 segredos do perdão segundo o especialista Robert Enright

8 segredos do perdão segundo o especialista Robert Enright

O especialista  Robert Enright no seu recente livro – 8 segredos do perdão nos dá um guia para viver uma vida plena e harmoniosa. Às vezes somos feridos e magoados por outros e podemos carregar essa dor pela vida toda.

Isso acaba por contaminar todas as nossas atividades, nos tornamos pessoas amargas e negativas. Perdoar é o remédio para isso. Quando outros pegam pesado com a gente, temos que lançar mão desta caixa de ferramentas do perdão que Enright detalha no seu livro.

Perdoe a si mesma

Perdoe a si mesma

Pratique o perdão, especialmente aquele dirigido a si mesma.

Procure se perdoar, e se tratar com muito carinho.

Sabemos que é mais fácil perdoar os outros do que perdoar a si próprio.

Porque será?

O auto-julgamento que fazemos das nossas falhas é massiçamente bombardeado pela voz interna, crítica e severa, que cobra de nós uma perfeição além dos limites.

Algo estranho que acontece conosco, é o fenômeno da auto-indulgência. É como se guardássemos a falha, a culpa e o sofrimento, como um escudo para evitar futuros sofrimentos.

Ouse se perdoar.

Tenha a coragem de se perdoar. Reconheça as coisas ruins que fez no passado, não coloque para debaixo do tapete nem tente atribuir irrelevância.

Encare com honestidade, mas, sobretudo, ouse se perdoar.

Quando conseguimos levantar a autoestima é sinal de que encontramos dentro de si mesmo, algumas coisas que nos puxam para cima. E quando não encaramos de frente algumas coisas que fizemos no passado e que nos incomodam, isso fica nos derrubando, mesmo quando tudo anda bem.

Quando nos perdoamos, é porque fizemos as pazes com aquelas coisinhas dentro de si que nos puxam para baixo.

Além dos arrependimentos.

Temos que ter a capacidade de viver além dos arrependimentos.

Um pouco de arrependimento é bom, pois nos impede de cometer as mesmas besteiras sucessivamente, mas ficar ruminando sobre tudo que deu errado, se culpar ou culpar os outros não leva a lugar algum.

Sinta o arrependimento, mas não deixe que ele te imobilize, te deixe triste por um tempo além do razoável.

Use a sua energia para trabalhar nos problemas de hoje, deixando de lado os problemas do passado, os resultados insuficientes e as pessoas desprezíveis por traz das situações.

Conduza a vida olhando para frente, enfrentando os problemas e fazendo o que tem que ser feito.

As barreiras do perdão.

Há muitas barreiras do perdão, e vale a pena discorrer um pouco sobre elas. Devemos fazer sempre um esforço para perdoar, pois sabemos que o perdão é um ato de amor consigo mesmo. Também não devemos perder a oportunidade de ajudar o outro a perdoar.

Quem já fez o percurso e aprendeu algumas técnicas boas para perdoar, deve ensinar o outro, sempre que a situação exigir e permitir.

O perdão não significa necessariamente a reconciliação, a aceitação de ato condenável, ou mesmo se fazer de capacho. Temos que assumir o perdão como um ato individual. Pode não ter qualquer desdobramento para a pessoa perdoada, a não ser que você escolha expressar o ato de perdoar.

O perdão para mim mesmo.

Tenho que abrir as portas do perdão para mim mesmo.

Parece uma coisa fácil essa coisa de perdão, mas aprendi que é cuidadosa, delicada e exige prática.

Especialmente quando falamos de perdoar a si próprio, aí então que a questão é mais trabalhosa.

Quando praticamos o perdão, perdoando outras pessoas, parece que o distanciamento e até o esquecimento do ocorrido nos facilita o desligamento.