Perdão Posts

Substituindo o ódio.

Nos parece evidente e razoável que temos que substituir o ódio pelo amor.

No entanto, praticar assim dessa maneira, reconheço, é bastante difícil.

Tudo aquilo que pensamos e racionalizamos, não desejar o mal, não revidar, não guardar ressentimentos, na hora dos incidentes, os pensamentos negativos acodem a nossa mente, e acabamos agindo diferente.

Temos que levar a vida mais leve, livres de tantos pensamentos negativos, liberados de tanta carga desnecessária.

O perdão me libertou.

Me libertei das amarras que me impediam de crescer, e o perdão foi a chave dessa libertação.

Por longo período me culpei e culpei os outros por tudo aquilo que me foi privado.

A carreira, a profissão, o sucesso financeiro e tantas outras expectativas não totalmente sucedidas, me empurravam para algum tipo de culpa, e o meu divertimento foi culpar a todos por cada uma das divergências da vida.

A pratica do perdão foi uma liberdade que me proporcionou um bem estar enorme.

A mordida não pode ser desmordida.

Quando somos mordidos por uma cobra, sentimos a picada, a dor, mas não morremos pela mordida.

Por outro lado, o desdobramento da mordida, que é o veneno da cobra que circula no nosso corpo, este sim, vai provocar um dano, que pode ser a sua morte.

Não podemos desmorder a mordida, mas podemos tratar o veneno e neutralizá-lo.

Assim acontece com a dor imposta por outrem. Sentimos a dor e os efeitos imediatos dos maus tratos, mas os efeitos que se seguem estão por nossa conta.

O veneno do ressentimento.

O ressentimento é o veneno que eu tomo, esperando que você morra.

Não é efetivo, é autodestrutivo e pode ser totalmente evitado.

Na vida estamos sujeitos a alguns atropelos, erramos, escorregamos, caímos e ganhamos alguns machucados.

Não atire a segunda pedra.

Não atire a segunda pedra. Quando as pessoas nos ofendem, nos maltratam e nos machucam, é como se elas tivessem nos atirado uma pedra na cabeça. Dói um bocado, o calombo tem repercussões imediatas no coração, e pode até restar uma marca da pedrada.

As pedras seguintes somos nós mesmos que atiramos na própria cabeça toda vez que pensamos no incidente, pensamos na maldade, imaginamos uma revanche, desejamos o mal àquela pessoa.

Não podemos evitar a primeira pedra, pois não conseguimos controlar o que as pessoas fazem, mas podemos sim evitar as pedradas seguintes, pois somos nós mesmos os algozes.

O perdão para mim mesmo.

Tenho que abrir as portas do perdão para mim mesmo.

Parece uma coisa fácil essa coisa de perdão, mas aprendi que é cuidadosa, delicada e exige prática.

Especialmente quando falamos de perdoar a si próprio, aí então que a questão é mais trabalhosa.

Quando praticamos o perdão, perdoando outras pessoas, parece que o distanciamento e até o esquecimento do ocorrido nos facilita o desligamento.

Os músculos do perdão.

Aprender a perdoar é essencial, e manter esses músculos em plena forma é um exercício diário.

O exercício é sobretudo mental. Temos que pensar, aceitar e perdoar.

Assim como o exercício físico que fazemos para o nosso bem, devemos exercitar o perdão.

Quando perdoamos, fazemos um favor a nós mesmos, e não aos indivíduos que são o objeto do perdão.