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Perceba a confiança

Perceba a confiança

Perceba a confiança quando ela se estabelece. Se dê conta de que alguém ou mesmo a natureza está te confiando alguma coisa. É uma atitude que podemos exercitar e aprimorar, como aprendi com meu sobrinho Daniel.

Confiança

É uma das coisas mais importantes na vida de qualquer pessoa, ou mesmo de uma nação, de uma sociedade.

A confiança, ou o nível dela, mostra o estágio de desenvolvimento de uma instituição, de um relacionamento.

Meu sobrinho Daniel estava conversando com seu irmão Rafael sobre essa questão da confiança, e eu, que tomei isso como uma lição de ouro, passei a fazer esse exercício em todas as coisas do meu cotidiano.

Temos que exercitar, temos que aprimorar, e devo dizer que a esta prática tem sido uma coisa muito prazerosa e positiva para mim.

Natureza

Especialmente quando olho a expressão da natureza, das plantas e dos animais, reconheço como um voto de confiança em mim mesmo.

Quando vejo uma flor desabrochando, aceito isso como se a planta estivesse me confiando esta flor.

Tenho o mesmo tipo de pensamento quando vejo um fruto novo crescendo no meu quintal, quando noto um passarinho ensaiando um novo ninho perto da minha casa.

Vida nova

Quando vejo uma semente brotando, uma nova plantinha se estabelecendo, entendo imediatamente que a natureza está me confiando alguma coisa muito importante. Sei que tenho que cuidar. É uma vida nova que está me sendo confiada.

Um novo olhar

Depois que passei a fazer essa prática e a envolver minha esposa no mesmo exercício, sinto que o dia ganha mais brilho. Sinto que a vida adquire um novo colorido.

Me mudei recentemente para uma nova casa e esta semana notei um casal de joão de barro confabulando em torno de um ninho antigo no meu quintal. Acho que era um ninho que haviam abandonado mas estavam pensando em retornar.

Disse logo para minha esposa: “o joão de barro está confiando na gente”.

Me vem a vontade de parafrasear o poeta inglês nascido em 1770, William Wordsworth: “que as línguas maledicentes, o julgamento desmesurado e os pensamentos negativos não me privem de apreciar o que a natureza me presenteia e me confia neste exato momento”.

Gratidão

Quero sempre exercitar a gratidão em tudo que acontece na minha vida, e este exercício da confiança tem me ajudado a não me esquecer de agradecer.

Rubens Sakay

Pequenos pontos luminosos.

Quanto mais escuro o ambiente, maior é a nitidez com que vemos as estrelas, os pontos luminosos no céu.

Me recordo sempre da experiência de ir para o interior, no campo, e perceber o quanto o céu é estrelado. Sei que o céu é o mesmo da cidade grande, mas é preciso a escuridão para enxergar os pontos luminosos.

Aliás, sem a escuridão, sequer enxergamos as estrelas – é só olhar para o céu e ver se consegue perceber alguma estrela em pleno dia.

Quando estamos com dificuldades, precisando de ajuda, damos conta das pessoas fantásticas à nossa volta.

Na amargura, passando por uma grande dificuldade, aprendemos a valorizar pequenas coisas, percebemos quanta coisa boa acontece na nossa vida e as experiências enriquecedoras por que passamos.

A rotina frenética do dia-a-dia funciona como um holofote na nossa cara, impedindo que enxerguemos os pontos luminosos.

A corrida pela realização profissional, o conforto material e a lista de coisas por fazer não nos dão um minuto de paz para uma reflexão tão necessária.

É sempre uma boa recomendação escrever sobre as bênçãos recebidas, colocando especial atenção às pequenas coisas, os pequenos pontos luminosos.

Nada na nossa vida acontece por acaso.

Não somos um barco à deriva, batendo nas pedras e vez por outra aportando numa ilha paradisíaca.

Estamos no timão dessa embarcação.

Cabe a nós buscar o crescimento pessoal e a felicidade.

Não devemos nos deixar ofuscar pelas futilidades cada vez mais abundantes no mundo moderno, buscando no nosso mundo interno e na reflexão, as condições para perceber os pequenos pontos luminosos.

Beco

Se livre do medo.

O medo é um sentimento ancestral.

O medo do escuro ajudou o homem das cavernas a sobreviver por milhões de anos.

Já comentei que coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de agir a despeito do medo.

Por ser um sentimento próprio do ser humano, ele não se afasta por si só. É preciso uma intenção e um trabalho deliberado.

É preciso exercitar, e o benefício vale a empreitada, pois ao sobrepujar o medo, qualquer um expande as suas possibilidades.

O medo, em muitas situações, impõe limitações e influencia negativamente nas decisões.

O medo também pode levar a reações agressivas inadequadas, e isso pode ser ilustrado facilmente em animais, cães e gatos, e se olharmos com atenção, constatamos isso também nas pessoas.

Quando é que isso atrapalha?

Onde está o excesso?

O medo pode te paralisar na busca dos seus sonhos e metas.

Às vezes o medo está relacionado com uma dor do passado. Uma pessoa se recusa a um novo relacionamento amoroso, pois foi magoada no relacionamento anterior.

Sabemos que não devemos colocar o dedo na tomada, pois a última vez que fizemos, quando garoto, não foi uma boa experiência. Isso vai se repetir sempre.

Quando colocamos o dedo na tomada, inconscientemente dizemos para si mesmo: nunca mais vou colocar o dedo na tomada.

O mesmo tipo de feedback influencia novos relacionamentos amorosos.

Quando terminamos dramaticamente um relacionamento, dizemos para si mesmo: nunca mais vou me apaixonar.

Temos que trabalhar essa noção de replicação. Devemos pular um pouco fora da nossa zona de conforto e confronte alguns dos nossos medos.

Algumas dicas:

-Afine sua percepção do que pode se repetir, do que realmente te causou a dor. Quase todo o medo que carregamos tem a ver com a nossa percepção.

-Acredite em você mesmo. Levante a sua auto-estima. Acredite que você é maior que o medo. A baixa auto-estima alimenta e potencializa o medo.

-Acredite e deseje os resultados bons das suas ações e decisões.

Susan Jeffers escreveu um livro: Feel the fear and do it anyway (Sinta o medo e faça assim mesmo), onde diz que muito do medo vem com o sentimento de incapacidade.

O medo de dirigir, esconde o sentimento de incapacidade de dirigir.

Isso vem também acompanhado com a excessiva importância às conseqüências, nesse caso, acidentes, ferimentos e mortes no trânsito. A mente é fértil, e o exercício mental pode parecer aterrador.

É preciso dar a real magnitude às conseqüências das nossas ações e decisões.

A idéia de valentia e coragem em oposição ao medo é errada. Precisamos do medo para nos impedir de cometer grandes besteiras. Precisamos pensar nas conseqüências dos nossos atos, mas não devemos exagerar, o que pode nos levar à imobilidade.

Você se lembra de alguma situação onde queria imensamente fazer alguma coisa, mas o medo te impediu de fazê-lo?

Beco

Limpe as lentes dos seus óculos.

Limpe as lentes dos seus óculos e vai enxergar melhor.

Incrível como as lentes se sujam, sem que percebamos, devagarzinho, passamos a enxergar cada vez mais embaçado. O mesmo ocorre com a nossa lente emocional.

No dia a dia, sem querer, nos deixamos afetar pelas coisas desagradáveis que nos acontecem. Vem a raiva, o ressentimento, a inveja e outros tantos pensamentos negativos, que vão aos poucos embaçando a nossa lente emocional.