olhar de criança Posts

Uma admiração infantil.

Aquela admiração infantil, onde foi parar? Recupere aquele olhar puro de criança, aquele capaz de se admirar com pequenas e sutis maravilhas do cotidiano.

Houve tempo em que você passava um tempão entretido e encantado com uma coisinha pequena, simples.

Experimente novamente aquele olhar livre de preconceitos, carregado de afeto.

Reflita sobre a sensação de aceitar completamente o mundo que te cerca.

Vê se consegue se afastar um pouco da complicada vida cotidiana, um tempo para você mesmo.

Olhe com o olhar de criança.

Olhe como quem olha pela primeira vez.

Sinta a curiosidade, e espanto, o encantamento.

Você já fez  isso muitas vezes, mas você tinha apenas 3 anos de idade.

Desperte a curiosidade da criança dentro de você.

Goste das coisas mais singelas e inocentes.

Quando crianças, cada dia era uma aventura nova, uma descoberta atrás da outra, uma coisa nova em cada esquina.

Costumávamos fazer brincadeiras interpretando as formas das nuvens, e o amor era encontrado facilmente nos braços da mãe.

Mas crescemos, e para alguns, o mundo e a vida perderam esse encanto inesperado.

Mas a maturidade tem também o dom de nos trazer essa inocência, essa visão mais curta da realidade, o que pode melhorar a nossa capacidade de ser feliz agora, neste exato momento.

Podemos também olhar para os dramas da vida com mais serenidade, com mais, digamos, sabedoria.

A inocência não tem nada de inocente. A ignorância representa também, um certo distanciamento emocional daquilo que não nos cabe, do que está além do nosso alcance.

Não sei se é avançar no tempo, ou retroceder no tempo, mas apreciar a singularidade da nossa realidade, conservando o essencial, aquilo que realmente agrega valor.

A felicidade é continuar a amar aquilo que amávamos quando criança, e vale à pena reviver esse sentimento.

O grande homem é aquele que não perdeu a sua pequena criança dentro de si. É portanto, a capacidade de crescer sem tornar obsoleto a criança que fomos um dia.

Criança faz cada pergunta, dizemos nos quando convivemos com elas. É porque as perguntas são simplesmente fantásticas.

Onde é que perdemos essa capacidade de fazer tais perguntas?

Temos que experimentar o olhar de criança, sem ser acusado de ser infantil, e especialmente viver com o entusiasmo de quem vê pela primeira vez.

Beco