não se culpe Posts

O mundo seguro da culpa.

Me culpo pois fico inseguro sem explicações.

Me culpo porque não tenho que dar explicações.

Não gosto de viver num mundo inseguro, e sei que culpar-se é a aversão à insegurança.

A culpa não exige explicações você culpa e é só isso.

Me culpo pelo que aconteceu e acabou.

Culpo os outros pelo que aconteceu e acabou.

Parece um caminho fácil e seguro, mas pode ser desastroso para o seu bem estar.

A culpa tem a ver com a prepotência, como já comentei aqui.

Nos culpamos porque nos julgamos tão perfeitos que não poderíamos ter falhado desta maneira.

Culpamos os outros porque, fôssemos nós, perfeitos que somos, não teríamos cometido tamanha burrada.

Na verdade, não tenho que me sentir culpado por não ter dado conta de fazer alguma coisa.

Tampouco tenho que sair culpando os outros – afinal, porque tem que haver sempre um culpado?

Não devo ter expectativas e cobranças excessivas nem dos outros nem de mim mesmo.

Parece que a culpa nos libera de seguir crescendo. A culpa só domina aqueles que se julgam perfeitos, e portanto não há no que melhorar.

A culpa também nos leva ao comodismo.

Há aquele típico pensamento: eu sou infeliz porque o meu casamento é um fracasso e não há nada que eu possa fazer.

Você já se pegou conduzindo uma conversa negativa consigo mesmo?

O seu diálogo interno é de crescimento?

Aponta para um direcionamento na sua vida?

No final, esse jogo da culpa que assumimos sem perceber, nos torna incapaz, infeliz e desmotivado.

Temos que assumir a responsabilidade sobre as nossas vidas.

Temos que aceitar os resultados indesejáveis, sem culpar ninguém e aprender com a experiência.

Coloque o foco no positivo, no seu crescimento.

Quando algo não der certo, mude o seu comportamento, mude o seu plano de ação e siga em frente.

Espere dar certo, se fixe no resultado positivo.

Beco

Cuide de si com aprovação.

Não fique se recriminando.

Busque uma explicação saudável para os seus atos do passado.

Isso é o que chama de redenção – redimir-se.

Deixar de culpar a si próprio por muita coisa que aconteceu ou que você fez no passado.

Um artigo interessante, divulgado pelo blog Happiness-in-this-world que foi originalmente publicado na famosa revista Psychology Today, nos passa algumas boas recomendações para deixar de se recriminar.

1-o que vale é a intenção – quantas vezes fazemos coisas que se desdobram em conseqüências inesperadas e indesejadas para outras pessoas. Nesses casos, temos que voltar às nossas intenções e reconhecer que não tivemos culpa e assim parar de se recriminar.

2-não podemos classificar as pessoas simplesmente como boas ou más, pois as pessoas podem fazer o bem ou mal alguma vez na vida, assim somos nós.

3-o caminho da redenção é difícil, mas possível – devemos aceitar o fato de termos feito mal, se perdoar, aprender a lição e reafirmar o nosso propósito de fazer sempre o bem.

Como diz o Budismo – daqui para frente.

Quando reconhecemos o que fizemos e aprendemos a lição, podemos seguir adiante, sem se recriminar, redimindo-se.

Já comentei sobre o filme Shawshank Redemption, que assim se chama porque no final do filme, Morgan Freeman ganha liberdade condicional exatamente quando se redime diante dos juízes após passar quase toda a vida na prisão. O filme mostra várias entrevistas de condicional onde tal condição lhe é negado, exatamente pela ausência da redenção.

No Brasil o filme foi veiculado com o título “Um Sonho de Liberdade”.

Fenômeno da redenção é largamente estudo nas narrativas anotadas por psicólogos e sua correlação com o bem estar dos entrevistados.

É muito importante buscar uma aprovação de si próprio, ser generoso consigo próprio, perdoar e ser feliz.

Muitas boas ações trazem mal resultados assim como ações malévolas às vezes trazem boas conseqüências – não porque se culpar por todos os resultados.

A culpa e a auto-recriminação são grades da sua prisão particular.

Faça um esforço para se libertar.

Como tudo, isso também exige prática – não perca tempo.

Enumere algumas coisas do passado que te assombram ainda hoje e faça o exercício, assim como fez Morgan Freeman no filme.

Busque lá no fundo as razões, as intenções naquele momento – busque a redenção.

Beco

Não se culpe pelo mau tempo.

Talvez não seja culpa sua.

Muita coisa não dá certo por fatores completamente fora do seu controle.

Não se culpe pelo mau tempo.

Quando o resultado não corresponder à sua expectativa, tire proveito da experiência mesmo assim.

Não se lamente e nem se culpe porque está chovendo.

Muitas vezes levamos o jogo da culpa a limites além do razoável.

A nossa aparência física, um mal incurável, uma perda na família, tanta coisa acontece na nossa vida, e não é  um sinal de fraqueza, desleixo ou castigo.

Até nas coisas mais práticas, nos vemos atribuindo alguma culpa a nós mesmos:

-estamos construindo uma casa e nos culpamos pelo preço crescente dos materiais de construção.

-temos dificuldade para contratar uma secretária domestica e atribuímos alguma culpa a nós mesmos.

Analise o seu comportamento em cada situação, e verifique se realmente você teve alguma influência no resultado.

Um desentendimento às vezes ocorre por uma falha de comunicação totalmente involuntária, e não há quem culpar.

A culpa é uma barreira para seguirmos adiante, crescer e fazer as mudanças nas nossas vidas.

Se responsabilizar pelos nossos atos é diferente de nos culparmos ou culpar os outros.

Quando assumimos a responsabilidade sobre a nossa vida, sabemos o alcance das nossas ações, sabemos o que está no nosso controle e o que não está.

O jogo da culpa é um jogo que acaba preservando os nossos defeitos ao invés de permitir que nos livremos deles.

O jogo da culpa mina a autoconfiança, e nos ata a pensamentos negativos.

Num relacionamento, é muito fácil entrar no jogo da culpa, aliás, é o que mais acontece. Culpar o outro e culpar a si próprio.

Deixe um pouco a raiva e o calor dos acontecimentos e pense naquilo que você mais valoriza no relacionamento.

Assuma uma atitude de buscar esse valor juntamente com o companheiro.

Assuma a sua busca pela felicidade sem culpar o outro e sem se culpar.

Beco