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Criando uma história de descontentamento.

Não fique constantemente revisando e reconstruindo uma determinada história de descontentamento.

Aceite o que passou e siga a vida adiante.

Quanto mais repassamos na nossa cabeça uma história negativa, aumentam o ressentimento, a raiva, o rancor, o arrependimento e a culpa.

Ficar reconstruindo a história é portanto amplificar os efeitos negativos desta.

O que passou, passou. Águas passadas não movem moinhos.

Deixe passar.

Quando estamos caminhando e um chiclete gruda no nosso sapato. Não deixamos ele ali, pregando no chão a cada passo.

Também não entramos em casa com ele pregando no tapete.

Na verdade, logo que percebemos, paramos e fazemos de tudo para nos livrarmos completamente dele, depois disso, tiramos isso da cabeça e seguimos adiante.

Devemos fazer o mesmo quando recebemos uma palavra rude, uma observação mal educada, um comentário maldoso, ou até uma humilhação.

Vamos rodar o mesmo procedimento do chiclete.

Devemos fazer de tudo para que o pensamento não fique na nossa cabeça, remoendo.

Vire a página, continue o que estava fazendo, e sempre que o pensamento ruim voltar, expulse-o energicamente.

Nós somos naturalmente apegados a tudo, inclusive aos pensamentos negativos e aos maus momentos.

Deixar passar é o contrário do apego – é o desapego consciente e deliberado.

Não é largar de mão, negligenciar ou fazer corpo mole, mas simplesmente deixar passar aquilo que está fora do seu alcance.

Largar e deixar ir, deixar passar é um exercício difícil mas compensador.

Li outro dia num blog – Calm & Cool, uma metáfora muito interessante sobre o exercício de deixar ir, que comento a seguir.

Nós nascemos e fomos criamos segurando uma corda, como aquela que toca o sino da igreja.

Fomos educados a segurar a corda firmemente, do contrário, alguma coisa de mal poderia acontecer.

Somos chamados a soltar a corda, mas é muito difícil soltar algo que fomos educados a segurar com todos os dedos da mão.

O exercício metafórico é abrir apenas um dedo da mão e ver se alguma coisa de mal aconteceu.

Assim como nada aconteceu nem para o bem nem para o mal, não tem problema nenhum soltar mais um dedo, e assim por diante, até que soltamos a corda totalmente e nos sentimos mais leves e felizes.

A minha experiência pessoal é que deixar passar, começando por pequenas coisas, abrandando devagarzinho o julgamento excessivo das pessoas e das situações, deixando de ser tão rigoroso consigo mesmo, me conduziu a soltar a corda, um dia de cada vez.

Experimente.

Beco