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Não julgue os outros pelos atos.

Não julgue os outros rapidamente. Somos rápidos para julgar os outros pelos seus atos, mas temos que refletir com cuidado o que está por trás dos atos, quais são as intenções que levaram à realização de tais atos.

Na verdade não sabemos as reais intenções, e temos que fazer alguma inferência. O que não devemos fazer é julgar somente por aquilo que vemos, os atos em si.

Quando se trata de nós mesmos, levantamos as nossas intenções, as quais utilizamos para justificar o que fazemos e não fazemos. Julgamos os outros pelos atos e julgamos a nós mesmos pelas intenções.

Não faça papel de juiz do mundo e das pessoas.

Não somos nós que ditamos as regras de comportamento das outras pessoas.

A maneira como cada um se veste, fala ou age é da conta de cada um.

Assim como não ditamos as regras, não podemos dar de uma de juiz, e dizer o que está certo e o que está errado.

Ficar julgando as pessoas nos afasta da própria felicidade, e isso deveria ser o suficiente para calibrarmos o nosso aparelho julgador.

É um sentimento ancestral gostar do que se parece mais com a gente, mas enquadrar como certo e errado só por esse aspecto, não é um comportamento maduro, aliás, é prepotente e preconceituoso.

Outro comportamento inapropriado é enquadrar as pessoas dentro de categorias: chato, impertinente, vaidoso, pobre, ignorante e assim por diante.

Esse tipo de enquadramento é impregnado de preconceito, e dissemina ingredientes nada saudáveis numa sociedade.

E o pior de tudo, é que lidar com os rótulos e preconceitos, tanto como vítimas ou como algozes, nos torna mais infelizes.

Não conseguimos escapar de fazer algum julgamento, o que é natural quando lidamos com relacionamentos, e de maneira saudável, aprovamos, apreciamos, admiramos, nos aproximamos e nos afastamos das pessoas.

O comportamento inadequado se verifica quando nos apressamos em rotular quando nem conhecemos a pessoa ao certo, e não raro, rotulamos as pessoas baseados em alguma indicação totalmente infundada. Fulana anda com cicrana e por isso deve ser ignorante. Fulano se casou com fulana e por isso não vale nada.

É muito desagradável conviver num ambiente onde as pessoas vivem de rótulos recebidos e rótulos concedidos.

Olhamos para a roupa ou para o carro e já aplicamos um rótulo. Julgamos as pessoas pelos títulos e status social, ou mesmo pela condição financeira, e esse é julgamento completamente parcial.

Quando colocamos defeitos enormes nos outros, estamos querendo esconder um defeito igual na gente mesmo. É uma questão de baixa-estima e merece nossa atenção. Precisamos melhorar, crescer, corrigir.

Julgamos como errado qualquer coisa que não entendemos. É um sentimento repleto de insegurança e também baixa auto-estima.

Olhamos os outros como numa escada, dando a eles sempre um rótulo inferior e menos glamoroso que damos a si próprio.

Já comentei numa postagem anterior: não olhe as pessoas como quem está numa escada.

Detesto quando me julgam apressadamente e me colocam um rótulo, normalmente preconceituoso.

É bom, por isso mesmo, evitar ao máximo fazer o mesmo com outras pessoas.

Beco