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Não se deixe consumir pela raiva

Não se deixe consumir pela raiva

Temos muitos motivos para sentir raiva, é uma coisa natural que vem lá de dentro do nosso ser ancestral. No entanto, temos que atentar para o fato que a raiva pode consumir a própria pessoa, e temos que fazer alguma coisa para evitar.

É um mal que infligimos a nós mesmos, e fazemos mal ao ambiente e às pessoas à nossa volta.

Nos ensina Thich Nhat Hanh em seu livro “Aprendendo a lidar com a raiva”,

O direito de nos livrarmos da raiva.

Temos todos nós, o direito de nos liberarmos da raiva que sentimos dos outros.

Saiba que a paz é absolutamente possível e você tem que se empenhar em fazer valer o seu direito de se liberar da raiva que sente dos outros.

Nelson Mandela, ao sair de 27 anos na prisão, comentou que sentia raiva, ódio pelas pessoas que haviam imposto a ele tamanho mal, mas também concluiu que se continuasse com esse sentimento negativo, ainda seria cativo das mesmas pessoas. E como ele desejava a liberdade, ele deixou ir também toda negatividade.

A raiva é a manifestação visível de um fenômeno desastroso que acontece dentro de você. A sua saúde física e mental termina por ser comprometida com o abrigo continuado da raiva.

O veneno do ressentimento.

O ressentimento é o veneno que eu tomo, esperando que você morra.

Não é efetivo, é autodestrutivo e pode ser totalmente evitado.

Na vida estamos sujeitos a alguns atropelos, erramos, escorregamos, caímos e ganhamos alguns machucados.

Ressentimentos e retaliações.

Parece que uma coisa convida a outra. Ficamos magoados e logo pensamos na desforra na vingança. Queremos dar o troco.

Funciona como se estivéssemos insatisfeitos com a doçura da vida e colocamos logo uma coisa amarga na boca.

Ficamos com esse gosto amargo nos incomodando, nos corroendo e somos incapazes de cuspir.

Temos que desistir desse comportamento autodestrutivo.

O mundo já tem maldade de sobra e não precisamos contribuir para encher esse balde.

Não regue o canteiro dos ressentimentos.

Deixe passar.

Deixe essa erva daninha sumir.

Não fique alimentando. Não regue o canteiro dos ressentimentos.

Deixar ir os ressentimentos é uma atitude sábia, é um grande remédio.

Quando guardo ressentimentos, perco a oportunidade de encontrar bons amigos dentre aqueles que são alvo desse sentimento mesquinho.

Ao deixar ir os ressentimentos, experimento a liberdade emocional. É se libertar dos sentimentos negativos que funcionam como grilhões que nos atam ao escuro dos porões.

Uma dica – escreva num papel três ressentimentos que ainda estão no seu canteiro das emoções.

Estou ressentido com fulano porque não me……

Estou ressentido com cicrano porque me negou a oportunidade…

Leia a relação e faça a seguinte reflexão: é essa pessoa amarga que quero me tornar?

Se você quer mudar essa situação, essa atitude, aceite aquilo que tem que ser aceito, perdoe o que tem que ser perdoado e se livre dessa carga negativa.

O perdão penetra o impenetrável.

A aceitação rompe as amarras mais tenazes.

Assuma o compromisso de mudar para melhor, de se liberar e caminhar mais leve.

Cultive o perdão, e exercite sempre que tiver oportunidade.

Tenha sempre à mão a Oração da Serenidade para exercitar a aceitação.

O ressentimento distancia as pessoas.

Expectativas exageradas das pessoas também pavimentam a estrada dos ressentimentos.

O ressentimento convida ao revide, e quanto mais tempo ele habitar o seu coração, mais vulnerável você está a tomar iniciativas erradas.

 O ressentimento te empurra para a gangorra da culpa – se culpa e culpa os outros.

O ressentimento é um atentado contra a sua felicidade e contra a sua própria saúde.

Deixe o ir.

Beco

Se livre dos ressentimentos.

Não beba do seu próprio veneno. Evite nutrir sentimentos venenosos, porque tais coisas servem apenas para envenenar a sua própria alma e te deixar infeliz.

Funciona como se quiséssemos envenenar outra pessoa, tomando nós mesmos o veneno. É evidente que a conseqüência recairá apenas em nós mesmos.

E na verdade, os estudos apontam que pessoas ressentidas e raivosas sofrem mais de problemas comuns de saúde, tai como a gripe.

O ressentimento é muito próximo da raiva e a raiva muito próxima da retaliação.

Ficamos com uma vontade de retaliar, devolver na mesma moeda, e acabamos fazendo algo que nos arrependemos posteriormente.

Não sabemos de fato os motivos para tal pessoa ter agido daquela maneira.

Enxergamos o evento, carregados de emoção, e de repente não foi tão grave assim.

Diz Karen Bentley no blog Innerself, que a raiz do ressentimento e da raiva está no julgamento.

Nos enveredamos em julgar as pessoas e as situações – não corresponderam às nossas expectativas – essa situação não me agrada – isso me deixou em desvantagem.

O julgamento vem carregado de inúmeros fatores, culturais, preconceito, moral, o próprio sentimento, preferências pessoais, portanto, pode estar errado. Ou quem sabe seja até difícil saber o que realmente é certo ou errado.

Quando nos damos conta que o nosso julgamento pode não ser a verdade, abrimos a possibilidade de aceitar as pessoas e situações, e aí nos livramos dos ressentimentos e da raiva.

Ajuda nessa reflexão, rever às vezes em que mudamos de opinião. Quando éramos jovens pensávamos de uma maneira que hoje achamos errado.

Quando éramos solteiros pensávamos coisas diferentes do que pensamos, casados com filhos.

Quantas vezes mudamos de opinião após ver o desenrolar dos acontecimentos.

Quando exercitamos o reconhecimento do nosso julgamento, começamos a notar as situações onde somos facilmente contrariados, e nos sentimos facilmente aborrecido, e segundo Karen, este é o primeiro passo da transformação.

Beco