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Não julgue tanto as pessoas.

Quem julga muito ama pouco. Não julgue tanto as pessoas.

Já dizia Madre Tereza, quem perde muito tempo julgando as pessoas, não tem tempo para amá-las, e eu acho isso absolutamente verdadeiro, pois o julgamento não deixa espaço para o amor, a apreciação, a admiração.

Pensamos estar sendo racionais, fazendo um julgamento imparcial e objetivo, mas estamos impedindo que os nossos relacionamentos sejam virtuosos, que o amor ultrapasse essa dura capa de prepotência e arrogância que estamos construindo ao julgar os outros.

Ajudar sem me intrometer.

Não devo meter o nariz onde não fui chamado.

Não deixe de ajudar, mas busque o bom senso, e deixe que o outro cuide da própria vida.

Busque o equilíbrio entre ajudar e permitir que o outro cresça resolvendo os próprios problemas, especialmente se tratando dos filhos.

Você gostaria que o outro se intrometesse na sua vida em assuntos tão particulares?

Uma vontade de julgar os outros.

É verdade que todos sentem uma inclinação para julgar os outros.

Outro dia li sobre as pessoas que ficam nas praças imitando estátuas.

Se pintam de branco, se vestem de figuras lendárias e fingem ser estátuas. Ficam muito tempo imóveis e estáticas, e é impressionante o esforço que fazem para assim proceder.

Dizem que têm um procedimento padrão que seguem para conseguir tal façanha, e que sentem invariavelmente uma vontade de coçar o nariz e procuram divergir a mente para que tal vontade passe.

Não condene imediatamente.

Não condene os outros imediatamente. Quando alguém começa a falar mal de alguém, há uma tentação para as outras pessoas ingressarem nesse jogo de linchar os outros.

Parece que gostamos todos de bater um pouco nas outras pessoas. Gostamos de falar mal, desacreditar e diminuir os outros e as suas realizações.

É um comportamento destrutivo, não só para as pessoas que são o alvo de nossos comentários, mas principalmente para nós mesmos.

Isso não contribui para o nosso crescimento e acaba funcionando como uma pedra no nosso sapado, um peso atado a nossos pés.

Substitua os pensamentos.

Somos escravos dos nossos pensamentos, e por isso devemos evitar a ruminação, que é o ato de ficar rodando pensamentos circulares sobre medos, preocupações e culpa. São aqueles pensamentos que não saem da nossa cabeça. Chegam a provocar uma dor de cabeça insistente, simplesmente porque não conseguimos nos livrar deles e especialmente porque são pensamentos negativos e pesados.

Entendendo as pessoas.

Julgando menos, entendemos mais.

Não só entendemos mais as outras pessoas, mas aprendemos a gostar mais de si próprio.

Quando julgamos as características das pessoas, é como se cortássemos os galhos das árvores, por julgar cada um deles, inconveniente. Ao fazer isso desmesuradamente, acabamos por ficar com um tronco desnudo, sem galho nenhum.

E isso tem um efeito cruel em nós mesmos.

Aquilo que não gostamos nos outros, são coisas que não gostamos em nós mesmos.

Quando cortamos tudo nos outros, no final, ficamos sem nada em nós mesmos.

Não julgue tanto os outros, como forma de amar a si próprio.

Não é a toa que as pessoas em paz consigo mesmo, são as pessoas que estão em paz com os outros, e vice-versa.

O julgamento é algo que fazemos sem nos dar conta. Basta estar insatisfeito com alguma coisa consigo mesmo para sair disparando  críticas por todos os lados.

Quatro razões pelas quais julgamos os outros, e com isso criamos uma barreira para compreendê-las.

1 – Estamos inseguros – estamos infelizes e inseguros com algo em nossa vida. Achamos que podemos ficar bem fazendo os outros se sentirem mal.

2 – Estamos amedrontados – nos sentimos intimados pelos outros por um motivo ou outro, e achamos que o ataque é a melhor defesa. No fundo não estamos sendo atacados. Não é o que olhamos que importa, mas o que vemos.

3 – Nos sentimos sozinhos – não temos vínculos saudáveis com outras pessoas, e esse relacionamento superficial e insignificante não cria ligação afetiva nenhuma, o que facilitar sair atirando pra todo quanto é canto.

4 – Queremos mudar – e por querer uma vida diferente, achamos que devemos mudar os outros, sem perceber, que na verdade devemos mudar a si próprio.

Os resultados são desastrosos, como sabemos, pois o resultado desse comportamento nocivo é que:

– ferimos as outras pessoas.

– nos sentimos pior do que antes.

– perpetuamos os estereótipos cheios de preconceito e maldade.

– colocamos mais maldade no mundo que nos cerca.

– encorajamos os outros a fazerem o mesmo conosco.

Focalize mais em si próprio e lembre-se o quanto é ruim ser julgado com maldade.

Experimente o seu amor próprio crescer, na medida que abandona esse mau hábito.

Beco