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Idade e maturidade

Idade e maturidade

Envelhecer é um processo inevitável, mas a maturidade que deve nos acompanhar é essencial.

As duas decepções da vida é perceber que a velhice chegou muito cedo e a sabedoria muito tarde.

Trabalho, dentro de mim, todos os dias para que o discernimento esteja presente nesta fase da vida.

Estudos científicos mostram que a idade nos faz mais prudentes, mais tolerantes e mais felizes. Portanto, aquele que está envelhecendo e não está ganhando estes atributos, deve repensar o que está fazendo de errado.

Saborear as boas lembranças.

Todo mundo tem um passado, e poucas coisas são tão prazerosas quanto relembrar os fatos agradáveis do passado.

Muitos eventos, despercebidos na sua infância, adquirem uma importância fantástica, passados tantos anos, e isto nós podemos saborear de muitas maneiras.

Conversar com os seus familiares mais idosos e ouvir as suas próprias histórias contadas de outra maneira.

Repassar as fotografias da família e saber de detalhes por detrás das fotografias que você sequer imaginava.

Eu me lembro desse momento.

Leitura debaixo do cedro

Aprendi com Carolyn Rubenstein que devemos sempre ter a atitude e a capacidade de mudar uma situação ruim numa situação boa.

Numa analogia com a moeda, ela diz que a moeda foi lançada e caiu na coroa. Você pode ficar estagnado olhando o resultado negativo, ou tomar a atitude de virar a moeda para o lado da cara, e você sempre pode fazer isso. Você pode mudar a situação para melhor.

Carolyn escreveu o livro Perseverance (perseverança) que conta a história de crianças que padecem de câncer. Ela conta como várias delas dão a volta por cima.

Ela utiliza um recurso para si mesmo que achei fantástico.

Pratique exercícios mentais.

O cérebro é como um músculo que precisa ser exercitado. Se não usar, vai atrofiar.

É muito fácil manter um bom nível de atividade, o que melhora o bem-estar e ajuda a afastar a degeneração mental de qualquer natureza.

As pessoas se valem de vários recursos amplamente disponíveis, tais como os jogos de cartas, palavras cruzadas, sudoku e tantos outros jogos que envolvem raciocínio e memorização.

Acredito que a maneira mais fácil de manter o cérebro ativo é ler.

Quando lemos, especialmente os livros de ficção, deixamos a imaginação solta sob as rédeas do autor, o que é um excelente exercício mental.

Outro exercício ainda melhor é escrever.

Quem gosta de manter um diário, pode fazer isso rotineiramente. Quem escrever crônicas, ou estórias tem um prato cheio para se exercitar.

Quem gosta de escrever sobre as suas próprias coisas, fases da vida, experiências, crises, pode por em prática a recomendação.

Isso sem falar das duas coisas que mais fazemos durante a vida, que é estudar e trabalhar.

Quem para de estudar, se aposenta e não prossegue exercitando a mente, está deixando um espaço enorme para doenças não só da mente, mas também doenças emocionais.

Quem trabalha, por outro lado, corre o risco de se acomodar com o feijão com arroz, com a rotina maçante, perdendo assim a oportunidade de trazer inovação, criatividade e carga intelectual também para o trabalho diário.

Trabalhar compenetrado, com boas reflexões, procurar melhorias, estudar profundamente e buscar soluções sofisticadas é uma maneira de aproveitar melhor as horas de trabalho também para manter a boa forma mental.

Exercite.

Beco

Faça um balanço de sua vida.

O vício de julgar e viver a vida de outras pessoas, fatalmente nos leva a ficar fazendo o balanço da vida de outras pessoas. O que a pessoa é, o que ela conseguiu, onde falhou, onde acertou.

Faça o balanço de sua própria vida.

Algumas pessoas se parecem mais com repórteres de revista de salão de cabelereiros, inventariando de cor o que ocorre com a vida dos outros nos mínimos detalhes.

Outros sabem tanto da vida dos outros que parece que está escrevendo uma biografia daquela pessoa.

Quando os biógrafos trabalham na vida de alguém, procura retratar com fidelidade, sem fazer um julgamento próprio, o que tornaria a obra totalmente enviesada.

Quando nos, indivíduos comuns, o fazemos como desvio de caráter, apenas pelo gosto de fofocar da vida alheia, o produto é um recontar maldoso, preconceituoso, carregado de inveja e de vingança.

Quando inventariamos os defeitos dos outros, o fazemos sem qualquer consideração pela pessoa, sem qualquer empatia, e de maneira inconseqüente.

É bom fazer um inventário da nossa própria vida, relembrar por onde estivemos, o que conquistamos, o que aprendemos.

É bom repassar os nossos defeitos para aprender a lidar com eles, e eventualmente eliminá-los.

Com tanta coisa a fazer por nós mesmos, é fácil concluir que inventariar a vida dos outros é completa perda de tempo.

Beco

Tenha um bom pensamento antes de dormir.

Sempre que te ocorrer, ao se deitar para dormir, relembre a coisa mais fantástica que te ocorreu no dia.

Repasse na memória a sensação daquele momento, que pode ter sido reencontrar um amigo querido, receber um telefonema ou receber uma notícia muito boa.

Mesmo nos dias difíceis, temos momentos mágicos em que alguma coisa deu muito certo.

É como se uma mão lá de cima pegasse a coisa na ponta dos dedos e cuidadosamente colocasse no lugar.

Pode ser um cumprimento caloroso no posto de gasolina, um alerta para um perigo partindo de uma pessoa desconhecida, uma fruta madura no seu quintal, o carinho do cachorro, o sorriso do filho, enfim tanta coisa boa.

Se esforce, garimpe, vasculhe a sua memória.

Quando conseguir definir o momento a ser lembrado, faça um esforço adicional de se lembrar nos mínimos detalhes.

Se lembre das palavras, da situação, da hora em que aconteceu.

Volte no tempo. Reviva a sensação que você sentiu, e durma com essa sensação maravilhosa.

Beco