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Reagir ou responder

Reagir ou responder

A questão entre reagir ou responder está no ponto central do nosso desenvolvimento pessoal, especialmente nos aspectos emocionais e neurofisiológicos.

Na semana passada conclui o curso de 8 semanas MBSR – Mindfulness Based Stress Reduction, que nos ensina a treinar a mente e o corpo para responder adequadamente às circunstâncias da vida evitando reagir de maneira rápida e equivocada e muitas vezes perigosa. Vou contar as melhores lições.

Deseje o seu bem

Deseje o seu bem

Sabemos do bem que nos faz desejar o bem dos outros, mas faça hoje um exercício especial, deseje o seu bem.

É a prática da Metta Meditation, a meditação da bondade amorosa, quando você se coloca em uma atitude serena, em paz e concentra a sua emoção e seu pensamento no amor e na bondade.

As folhas secas do jatobá

As folhas secas do jatobá

Tenho por hábito fazer uma longa caminhada pela manhã. É a ocasião em que pratico o que aprendi com o monge budista Thich Nhat Hanh, o walking meditation. Isso consiste em utilizar os recursos da meditação simplesmente ao caminhar.

Me concentro na própria caminhada, nas minhas passadas, na minha respiração e em todas as sensações físicas que aparecem enquanto caminho. Inclui o cansaço, a batida forte do coração, o frio da brisa matinal.

Procuro ao máximo separar essa experiência espiritual com aquela contextual. Evito prestar atenção nos carros que trafegam ou mesmo nas pessoas que fazem o mesmo trajeto.

Serenidade, o meu lugar de descanso.

A vida é cheia de altos e baixos, e precisamos de um lugar para repousar entre a alegria e a tristeza. Esse lugar é a serenidade, que você vai encontrar dentro de si mesmo.

Não fique angustiado quando a tristeza te atingir, afinal, a vida não é feito um saco cheio de alegrias.

Quando o tempo fica ruim, é hora de repousar nos braços da serenidade, e não há melhor lugar para fazer isso.

A melhor parte da história, é que essa prodigiosa serenidade está dentro de cada um, lá no fundo do seu mundo interior.

Dizem, e eu vivo repetindo, que a água, no fundo do lago, é sempre serena.

A química do nosso cérebro.

Deixe que a meditação trabalhe no seu organismo – experimente.

A meditação estimula um processo químico que é favorável à saúde do nosso cérebro, e consequentemente, também para todo o nosso organismo.

No passado, essa conexão era pura especulação, uma vez que a meditação era associada às religiões orientais, e não poderia ser objeto de qualquer refutação ou comprovação científica. Ciência e religião caminhavam separados, e ainda caminham , mas alguma coisa vem mudando.

A memória e a imaginação.

A nossa mente foi construída para se fixar em coisas negativas. Dizem os cientistas que os eventos negativos se atam à nossa memória como velcro ao passo que os positivos escorregam como teflon.

O fato é que a memória traz de volta as lembranças de eventos negativos, e a imaginação projeta catástrofes para o nosso futuro.

Se essa é uma característica natural do nosso cérebro, temos que lutar e criar mecanismos para que isso não atrapalhe a nossa vida.

Distraído com tantas besteiras.

Impressionante como nos distraímos com tantas besteiras. Gostamos de correr e aproveitar a energia toda para tocar os nossos projetos, mas depois de tudo, queremos paz, serenidade, queremos estar em contato com o nosso eu interno, e isso é especialmente difícil.

A ciência explica que essa capacidade não está no nosso DNA. Pois aquele que se descuidava da fera porque estava meditando, não sobreviveu para passar adiante os seus genes. Portanto, os nossos genes estão carregados da habilidade de estar alerta a qualquer movimento no arbusto, qualquer cara feia do vizinho e movimento brusco no trânsito.