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Está dentro de você

Está dentro de você

Seja lá o que está procurando, está dentro de você. A felicidade, a realização, a satisfação com a vida – procure dentro de si mesmo. Há várias maneiras de fazer essa incursão, mas vou contar um pouco como faz a Google, que é, no mundo,  a empresa que mais faz pela felicidade do seu colaborador.

Busque dentro de você:

A ciência levou muitos anos que chegar à conclusão de que quase metade da nossa felicidade ou bem-estar é explicado pela atitude que temos frente à vida. A maneira como encaramos e interpretamos aquilo que nos acontece, seja bom ou ruim. Há muito tempo, um analista da Google chamado Chade Meng Tan iniciou um programa interno com o objetivo de permitir e orientar que cada um encontrasse o que busca dentro de si mesmo. Esse programa se chama “Search Inside Yourself“, famoso e que acabou virando uma iniciativa mundial. É também o nome do livro que ele publicou e que foi editado no Brasil com o título “Busque dentro de você”. Recomendo que leia este livro, e você vai chegar à conclusão de que está dentro de você.

Por que ler?

Muitos acreditam que irão encontrar a felicidade no trabalho, na carreira, no dinheiro, no relacionamento amoroso, e acabam se decepcionando. Não é porque não encontraram o trabalho ideal, ou o relacionamento dos sonhos, mas porque deixaram de procurar dentro de si mesmo. Muitos livros e autores nos ensinam como fazer essa travessia, mas Meng faz isso de maneira simples e também consagrada na prática e no cotidiano da mais admirada empresa dos nossos tempos.

A meditação:

Há vários benefícios comprovados da meditação, e há também várias maneiras de se meditar. Um dos maiores benefícios é físico e mental, pois a meditação nos coloca em equilíbrio e harmonia com tudo que nos acontece, com a própria vida. Com o exercício da meditação, apaziguamos o nosso ser animal, aquele quer dominar as nossas emoções, sentimentos e pensamentos, mesmo que lutamos para ter o controle. Dentre todas as maneiras virtuosas de praticar a meditação, vou explicar uma, bem simples, e que resulta em enorme benefício imediato.

A bondade amorosa:

Deseje o bem dos outros. Faça o exercício que aprendi com Chade Meng Tan. É uma forma de meditação chamada de Metta, ou Loving Kindness, ou no nosso idioma, meditação da bondade amorosa.

Se imagine no banco, senha na mão, esperando ser chamada. Olhe para uma pessoa qualquer naquele ambiente. Focando essa pessoa, respire várias vezes de maneira lenta e profunda e mentalize o seguinte pensamento: “desejo que esta pessoa seja feliz”. Faça isso algumas vezes e se tiver mais tempo, mude o foco para outra pessoas. Você pode praticar isso em qualquer ambiente, em qualquer situação. Vai sentir o bem estar tomar conta de você.

O marciano ZAP:

Sharon Salzberg, a famosa autora faz a seguinte recomendação. Imagine um marciano que aparece no seu vagão do metrô, e Zap, fecha o vagão, lacra todo mundo ali, para o resto de suas vidas. Esse será o seu povo, a sua turma para o resto de sua vida.

Diz Sharon:

Queira bem, deseje o bem de todos ali. É o seu povo – para sempre.

Com esse pensamento, toda vez que você se encontrar em um ambiente com várias pessoas, temporariamente confinados, imagine o marciano ZAP, e pratique a medicação da bondade amorosa que já mencionei.

A paz consigo mesmo:

Ame a si mesma, e aceite a vida e a si mesmo com tudo que lhe foi agraciado.

Rubens Sakay

Reagir ou responder

Reagir ou responder

A questão entre reagir ou responder está no ponto central do nosso desenvolvimento pessoal, especialmente nos aspectos emocionais e neurofisiológicos.

Na semana passada conclui o curso de 8 semanas MBSR – Mindfulness Based Stress Reduction, que nos ensina a treinar a mente e o corpo para responder adequadamente às circunstâncias da vida evitando reagir de maneira rápida e equivocada e muitas vezes perigosa. Vou contar as melhores lições.

Deseje o seu bem

Deseje o seu bem

Sabemos do bem que nos faz desejar o bem dos outros, mas faça hoje um exercício especial, deseje o seu bem.

É a prática da Metta Meditation, a meditação da bondade amorosa, quando você se coloca em uma atitude serena, em paz e concentra a sua emoção e seu pensamento no amor e na bondade.

As folhas secas do jatobá

As folhas secas do jatobá

Tenho por hábito fazer uma longa caminhada pela manhã. É a ocasião em que pratico o que aprendi com o monge budista Thich Nhat Hanh, o walking meditation. Isso consiste em utilizar os recursos da meditação simplesmente ao caminhar.

Me concentro na própria caminhada, nas minhas passadas, na minha respiração e em todas as sensações físicas que aparecem enquanto caminho. Inclui o cansaço, a batida forte do coração, o frio da brisa matinal.

Procuro ao máximo separar essa experiência espiritual com aquela contextual. Evito prestar atenção nos carros que trafegam ou mesmo nas pessoas que fazem o mesmo trajeto.

Serenidade, o meu lugar de descanso.

A vida é cheia de altos e baixos, e precisamos de um lugar para repousar entre a alegria e a tristeza. Esse lugar é a serenidade, que você vai encontrar dentro de si mesmo.

Não fique angustiado quando a tristeza te atingir, afinal, a vida não é feito um saco cheio de alegrias.

Quando o tempo fica ruim, é hora de repousar nos braços da serenidade, e não há melhor lugar para fazer isso.

A melhor parte da história, é que essa prodigiosa serenidade está dentro de cada um, lá no fundo do seu mundo interior.

Dizem, e eu vivo repetindo, que a água, no fundo do lago, é sempre serena.

A química do nosso cérebro.

Deixe que a meditação trabalhe no seu organismo – experimente.

A meditação estimula um processo químico que é favorável à saúde do nosso cérebro, e consequentemente, também para todo o nosso organismo.

No passado, essa conexão era pura especulação, uma vez que a meditação era associada às religiões orientais, e não poderia ser objeto de qualquer refutação ou comprovação científica. Ciência e religião caminhavam separados, e ainda caminham , mas alguma coisa vem mudando.

A memória e a imaginação.

A nossa mente foi construída para se fixar em coisas negativas. Dizem os cientistas que os eventos negativos se atam à nossa memória como velcro ao passo que os positivos escorregam como teflon.

O fato é que a memória traz de volta as lembranças de eventos negativos, e a imaginação projeta catástrofes para o nosso futuro.

Se essa é uma característica natural do nosso cérebro, temos que lutar e criar mecanismos para que isso não atrapalhe a nossa vida.