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Limites cabem em qualquer relacionamento

Para tudo há um limite e nos relacionamentos então, temos que atentar para os limites que podem facilmente ser negligenciados. Gostamos de nos intrometer na vida dos outros, tentar controlar e fazer valer a nossa vontade, percepção, ideias e escolhas.

Em cada relacionamento, é importante se estabelecer os limites, e revisá-los permanentemente.

Ao seu alcance

Procure fazer o que está ao seu alcance. Não queira mudar o mundo naquilo que está fora do seu alcance. Isso não quer dizer recusar desafios, ou fugir das dificuldades. O fato é que nos estressamos em demasia querendo mudar o que não é possível para nós, pobres mortais.

De vez em quando nos metemos a fazer o que não nos cabe, por exemplo, querer mudar as outras pessoas, perturbar a individualidade e o espaço dos outros.

No entanto, um mundo de coisas está na nossa responsabilidade, especialmente falando de nós mesmos, melhorar a pessoa que somos, ajudar mais os outros e cuidar da própria felicidade.

Longe demais para ser abraçada.

Não fique longe demais para ser abraçada.

Às vezes nos afastamos demais das pessoas. Temos receio de ser mal tratada, temos terríveis lembranças de quanto servimos de capacho.

Fazemos isso como um rato de laboratório – simplesmente ficamos distantes da tigela que dá choques elétricos.

Estabeleça limites nos seus relacionamentos.



Em cada relacionamento, é importante se estabelecer os limites, e revisá-los permanentemente. Cada um tem uma proposta de relacionamento, e é bom que seja clara.

Boas cercas fazem bons vizinhos, como li outro dia, num poema de Robert Frost – good fences make good neighbours.

Pode parecer rude, mas limites claros fazem bons relacionamentos entre pessoas maduras.

Isso reduz os desentendimentos e o estresse deles provenientes.

Diz Frost que é como se tivéssemos uma cerca de pedras entre nós e os vizinhos.

Não sei o que acontece, se é ação dos duendes ou ação do tempo, mas as pedras vão se soltando e os buracos vão se abrindo.

Logo os galhos de um lado ultrapassam o limite do outro e as folhas vão sujar o quintal vizinho.

Ainda, os galhos carregados de frutas suculentas se dobram para o outro lado e nos levanta a dúvida se devemos pedir permissão para colher, ou se simplesmente colhemos, afinal está do nosso lado da cerca.

Os relacionamentos funcionam mais ou menos assim, diz Frost.

Precisamos uma vigilância para que os limites sejam estabelecidos e restabelecidos, do contrário deixamos espaço para desentendimentos, atritos e até eventuais rupturas.

Assim como na cerca de Frost, tem que haver um momento onde uma conversa, um esclarecimento, um feedback, produzem o efeito de se recolocar uma pedra no lugar, arrumar uma parte que desmoronou.

Isso vale, não só para os relacionamentos amorosos, mas para as amizades e os relacionamentos no trabalho.

Nós sabemos pela própria experiência como é comum se negligenciar os limites, e como dizemos – passar dos limites – avançar o sinal.

Ame o seu vizinho, mas não destrua a cerca. 

 

Beco