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Você e seus problemas.

O tamanho dos nossos problemas é bastante relativo, e reduzi-lo em muitos casos é um trabalho mental.

Olhar para os problemas com auto-estima elevada, de cabeça erguida, com olhar altivo, nos coloca em melhor situação.

Você cresce e seus problemas diminuem.

Você fica pequeno e de repente percebe que os problemas cresceram de tamanho, e as coisas que estavam escondidas apareceram travestidos de novos problemas.

A vida é uma sala de aula.

A vida é mesmo uma sala de aula. Quando o aluno estiver pronto o professor aparecerá, e para o bom aluno, qualquer um pode ser professor.

Isso quer dizer que para aquele que está disposto a aprender e tirar lições da vida, qualquer circunstância, seja alegre ou penosa, pode ser uma lição.

A vida é realmente uma sala de aula.

Há uma infinidade de coisas que não aprendemos na escola e sequer nas lições dos nossos pais.

O problema são os outros.

Às vezes nos ocorre este pensamento: o problema são os outros.

Que será que ele representa?

Eu não gosto deste pensamento e da sensação que ele traz. Sei que há algo de errado, mas o quê?

De tudo que aprendi, vejo que achar que o problema está sempre do lado de fora, com os outros, esconde vários aspectos negativos na nossa aprendizagem, no nosso crescimento.

Por tudo que já passei.

Já passei por muitas dificuldades, e apesar disso tudo, sou uma pessoa feliz.

Passei maus bocados, e a vida não tem sido fácil, mas superei.

Aprendi ao longo do tempo que esse é o caminho.

As pessoas conseguem ser felizes a despeito de tanta dificuldade.

Reconheça seus erros.

Reconhecer os próprios erros nos libera para sermos humanos.

Nos libera também da obsessão de querer ser Deus.

Cada erro e cada falha traz uma lição que você deve reconhecer.

Reconheça que você não é infalível, e só isso já representa um crescimento pessoal.

Os três potes defeituosos.

Transcrevo aqui a lição que aprendi na leitura do livro Meditando a Vida de Padma Samten.

A aprendizagem e o aprimoramento pessoas dependem fundamentalmente da nossa capacidade de ouvir.

O ouvir tem obstáculos imediatos, e os obstáculos estão ilustrados como três potes defeituosos.

O primeiro deles é o pote emborcado, no qual não se pode depositar nada.

A pessoa caracterizada pelo pote emborcado, pode até ouvir, mas não apreende nada. A origem desse defeito está no orgulho ou na inveja. Se pudermos substituir essas emoções pela humildade e pelo apreço ao professor, poderemos superar esse defeito.

O segundo obstáculo é o pote rachado. O ensinamento entra no pote, mas não se mantém lá. O progresso é muito lento. A pessoa até acredita que aprendeu alguma coisa, mas logo em seguida tudo se foi, e ela não sabe o que aconteceu. Esse defeito surge quando a pessoa está fixada aos referenciais da roda da vida, muito apego e predileção por coisas passageiras, tais como as coisas materiais.

O terceiro é o pote envenenado, e é o mais defeituoso. Nessa situação, os ensinamentos não produzem benefício, pois o pote está contaminado, corrompendo tudo o que nele é depositado. É quando a pessoa tenta converter os ensinamentos a exemplos de suas visões distorcidas.

É importante que os ouvintes sejam bons potes. Pode acontecer de ouvirem e gerarem amargor, oposição ou misturarem os ensinamentos com suas próprias teorias e continuarem a operar dentro de contextos limitados. Isso significa utilizar os ensinamentos para gerar habilidades capazes de produzir vitórias transitórias, ou seja, vitórias com todos os obstáculos inerentes à roda da vida.

Diz um velho provérbio budista que quando o aluno está pronto, o professor aparece, e outro que diz que quando o aluno é bom, qualquer um pode ser seu professor.

Podemos aprender boas lições com qualquer pessoa, basta que estejamos com o coração aberto para receber a lição.

A metáfora dos três potes é boa porque é fácil de se lembrar, e serve sempre como reflexão nos momentos que lutamos com as nossas idéias e as idéias dos outros.

Qual é o pote que está obstruindo a minha aprendizagem?

Beco

Passe o bastão.

Chega uma hora em que devemos passar o bastão para os outros.

Temos que ter sucessores nas nossas empreitadas.

Na condução da liderança familiar, pode chegar a hora de passar as decisões para os filhos. Faça isso com serenidade.

Ensine e passe adiante o que aprendeu. Não vamos durar para sempre, e seria uma pena ver todo esse conhecimento e experiência desperdiçados.

Não faça por se tornar insubstituível.

Ensinar o que aprendeu, principalmente para os pequenos é fundamental.

Passe o bastão da fé, da coragem, da persistência.

Passe o bastão da honestidade, da amizade do coleguismo.

Invista nas gerações futuras, nas suas gerações futuras.

Não guarde para si os ensinamentos que podem servir para os outros.

No ambiente do trabalho, é importante passar o bastão. Não tenha receio de ser substituído antes da hora.

Se lembre de você mesmo quando começou a carreira, quando era jovem, indeciso e inexperiente.

Se lembre das ajudas e lições que recebeu de graça. Faça o mesmo, ajude quem está começando e passe adiante as pérolas de conhecimento e sabedoria que você acumulou.

Se você foi um bom aluno na escola da vida, e aprendeu tudo direitinho, é sinal que pode ser um excelente professor. Bote isso em pratica.

Você sabe o quanto as dificuldades podem ser imprevisíveis. Passe a experiência de quem já esteve em igual situação, para quem ainda não enfrentou coisa parecida.

A importância da opinião de uma pessoa experiente quando estamos em dificuldades é de um valor inestimável. Você, que passa tal conhecimento, pode não perceber o valor, mas quem recebe o ensinamento sabe o valor.

Você já foi inexperiente e sabe muito bem.

Beco