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A vida fragmentada.

Levamos uma vida fragmentada provocada especialmente pela realidade cotidiana. Divididos em tantas coisas que não sabemos quem somos na realidade nem mesmo onde estamos.

Perdemos contado consigo mesmo, pulando de galho em galho sem aproveitar o momento, o fruto que estamos comendo agora, ou a flor, cujo aroma percebemos, mas estamos na correria e não podemos parar para apreciar.

Vivemos em conflito, estressados, com dúvidas e ansiedade.

Estou aqui, mas quero estar lá – conflito.

Os pequenos passos do crescimento.

Os passos do crescimento nos levam à reflexão sobre a longa caminhada da vida.

Com os pequenos passos é que se faz uma longa caminhada.

Me determinei a dar pequenos passos na minha jornada de crescimento pessoal escrevendo no blog.

Hoje, com esta postagem, acabo de concluir 1188 pequenos passos, consecutivos, um dia de cada vez.

No começo, era apenas a determinação de fazê-lo por 366 dias corridos, o que acabou chegando até aqui.

Não preciso ter medo.

Quando criança me amedrontava.

Diziam os adultos – não precisa ter medo. Nada vai acontecer.

Eu tinha que acreditar, e me sentia seguro quando eles me pegavam no colo e me ofereciam proteção.

Cresci, me tornei um adulto mais corajoso e aprendi a não ter medo de muita coisa. O bicho papão não me pega mais, nem a mula sem cabeça.

Na grande maioria das situações práticas do cotidiano eu tiro de letra essa questão do medo, mas há situações que o medo chega com força.

Perceba a melhoria em você.

Às vezes ficamos insatisfeitos com o nosso próprio aprendizado. Será que estamos evoluindo? Será que somos uma pessoa melhor do que fomos no passado?

Certamente as melhorias ocorreram, e você é uma pessoa melhor. A maturidade, o discernimento, a compreensão, além da generosidade e do cuidado com as pessoas, tudo isso sofreu uma transformação.

As pessoas que se casaram, tiveram filhos, perderam os pais ou mesmo passaram por transformações profissionais, tiveram a chance de despertar para algo novo, uma pessoa fortalecida.

Um grande amigo se foi.

Fiquei sabendo ontem que ele se foi.

Interessante refletir sobre a relação que tivemos.

Nunca o visitei. Ele nunca me visitou. Os nossos contatos foram meio programados, meio erráticos, mas ele teve uma influência tremenda na minha vida.

Praticamente tudo que escrevo hoje neste blog, teve início na nossa primeira conversa, altamente filosófica, honesta, verdadeira e corajosa.

Cada um de nós é especial.

Somos únicos e somos todos especiais.

Tudo que acontece na sua vida é porque você especial.

Cada um conduz a própria vida de maneira particular e isso nos torna indivíduos únicos e genuínos.

Se somos seres únicos, com uma individualidade, porque não tornar essa existência realmente especial?

Se a recompensa ainda não chegou…

Tudo na vida tem uma recompensa, acho que é bem verdade.

Pode ser material, psicológica, um carinho afetuoso, ou uma lição aprendida, e de acordo com a fé de cada um, um dia ela virá.

Se você anda desapontado vive uma fase difícil e ainda não viu recompensa alguma, vale algumas recomendações.

1-Pode ser que o final da tarefa ainda não chegou e por isso a recompensa vai demorar um pouco mais. Tenha paciência, e continue tocando.

2-Fique atento para as mini-recompensas que acontecem durante o trajeto. Afinal de contas, você não está atrás do pote de ouro no final do arco-íris – sabemos que não existe. E como já comentei numa postagem anterior sobre aproveitar o caminho, pois a vida é uma jornada.

3-Será que você não está buscando recompensas efêmeras e materiais, que no fundo não trazem satisfação e felicidade?

Veja os comentários de Dr. Steve Wright, um psicólogo devotado ao estudo e à divulgação da psicologia positiva, que diz que as pessoas que as pessoas que buscam as recompensas e a felicidade em eventos circunstanciais, estão utilizando a receita errada.

-Vou ser feliz quando for promovido.

-Não posso esperar pelas minhas férias.

-Se eu tivesse um pouco mais de dinheiro.

-Se eu perdesse uns cinco quilinhos.

-Eu quero aqueles sapatos!

-Quero me mudar para a Califórnia.

-Graças a Deus é sexta-feira.

 Comenta Wright uma passagem do livro de Ed. Diener, uma das maiores autoridades no tema Felicidade, que tem a ver com o assunto de hoje.

Cinderella, que passou uma vida de cão, mas tudo deu certo no final, casou-se com um príncipe e viveu feliz para sempre.

Errado.

Será que ela não teve mais problemas?

Será que seu marido a tratou bem?

Será que seus filhos não cresceram mimados e problemáticos?

Será que os ressentimentos, que guardou das irmãs malvadas, não a correram pelo resto da vida?

Quem acredita que a vida é um processo, uma jornada, sabe que a vida não acaba com o casamento com o príncipe.

O que nos parece ser o fim da historia é apenas o começo, ou o meio, mas nunca o fim, pois a felicidade não é ditada pelas circunstâncias, e sim por todo o processo da construção de tais circunstâncias.

Passe adiante.

Beco